Segunda-feira, 27 de agosto de 2018

 
 

Bom dia,


Inflação desacelera e confiança recua. O IPC-S desacelerou dos 0,47% registrados na segunda quadrissemana do mês para 0,37% agora, com a deflação em alimentos e transportes compensando parcialmente a contínua alta no grupo habitação. Já o índice nacional de custo da construção apontou alta de 0,30%, também abaixo dos 0,72% de julho, mas confiança do setor recuou 1,6 ponto, retrocedendo ao resultado de agosto do ano passado, com o aumento das incertezas em âmbito político e econômico impactando as expectativas.
   
Câmbio deve encerrar o ano mais depreciado. O Boletim Focus dessa semana mostra que os agentes estão menos otimistas com a economia brasileira, com a mediana das projeções para o PIB desse ano caindo dos 1,49% da semana passada para 1,47% agora, enquanto que as estimativas para o câmbio no final do período saltaram para um dólar a R$ 3,75 ante R$ 3,70 há uma semana. Para 2019, as expectativas não se alteraram de forma significativa.

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Semana de agenda bem mais agitada. Depois da calmaria de indicadores econômicos na semana passada, essa que se inicia promete ser bem mais agitada. A fala do presidente do FED em Jackson Hole não trouxe grandes novidades, com o novo chair da instituição defendendo a elevação gradual dos juros, citando a força do mercado de trabalho e a inflação próxima da meta. O mercado aguarda agora a divulgação do deflator do PCE de junho que sairá nessa sexta-feira. Na agenda de hoje, teremos o índice de atividade nacional de julho, divulgado pelo Fed de Chicago, que deve acelerar em relação ao último mês.

Confiança em alta na Alemanha. O índice de clima de negócios atingiu 103,8 pontos em agosto, após 101,7 pontos em julho, com a melhora disseminada em todos os segmentos (indústria, comércio, serviços e construção), bem como no que tange a percepção atual e as expectativas. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica, esse desempenho reflete o desempenho robusto da economia alemã, que deve crescer cerca de 0,5% no terceiro trimestre, bem como a recente trégua no conflito comercial com os Estados Unidos.

Bolsas iniciam a semana em alta. Os investidores retomaram o apetite ao risco nesta segunda-feira, após Powell reiterar o gradualismo no ajuste monetário dos EUA e sinais positivos advindos da negociação comercial entre os norte-americanos e o México. Na Ásia, a intervenção do banco central chinês sobre o yuan também favoreceu os índices da região. Já na Europa, as principais Bolsas também operam no azul, mesmo em meio à liquidez reduzida, por conta de um feriado britânico.

 

Andrade Gutierrez descarta venda de ações da CCR (CCRO3). Umas das principais acionistas da companhia com quase 15% de participação, a AG negou que quer vender esse stake na CCR, através do seu diretor financeiro, em entrevista ao valor. Essa era uma possibilidade bastante comentada pelo mercado e poderia trazer alguma pressão aos papéis, dependendo do formato escolhido. Vale lembrar que após a capitalização do ano passado, o bloco Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Soares Penido tem cerca de 45% do capital da CCR, com 55% de free float. Ainda vemos os papéis da CCR com um nível de risco considerável, mas com um upside também elevado, o que os tornam atrativos para investidores com um perfil mais arrojado.

ANP interdita Replan da Petrobras (PETR4). A agência reguladora determinou a interdição da Refinaria de Paulínia (Replan), que foi atingida por um incêndio na segunda-feira da semana passada. A medida cautelar visa "garantir a segurança operacional das instalações e evitar novos acidentes", segundo a ANP. E, agora, para retomar as atividades, a Petrobras terá que comprovar as condições de segurança adequadas. Ainda que tenha que enviar os documentos e esperar a desinterdição das instalações, a petroleira segue confiante de que irá retomar as operações da Replan nos próximos dias.

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