Terça-feira, 26 de junho de 2018

 
 

Bom dia,


Copom mais cauteloso abre espaço para reversão no ciclo dos juros. Os membros do comitê avaliaram que a greve dos caminhoneiros dificulta a avaliação da recente evolução econômica, além de trazer impactos pontuais para inflação no mês de maio e em junho. Dessa forma, diante do maior nível de incertezas, o comitê optou por “se abster de fornecer indicações sobre os próximos passos da política monetária", bem como reiterou que "não há relação mecânica entre choques recentes e a política monetária", e, portanto, novos ajustes seguem dependentes da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas para os índices de preços.

Confiança registra nova deterioração. Houve piora tanto no índice dos consumidores quanto no da construção civil. A greve dos caminhoneiros, o desempenho econômico ainda aquém do esperado e as incertezas eleitorais pesaram não só na percepção com o momento atual, mas também afetaram as expectativas de curto prazo. O ímpeto para compras diminuiu pelo terceiro mês consecutivo, e a confiança do consumidor se deteriorou em todas as classes de renda.

IPC-FIPE sobe em mais uma divulgação. O índice de preços ao consumidor de São Paulo registrou mais uma alta, agora na terceira quadrissemana de junho, subindo 1,07%, ante avanço de 0,84% na última divulgação. A pressão veio dos segmentos de transportes, alimentação, habitação e vestuários.

Bolsonaro lidera mais uma pesquisa eleitoral. A DataPoder360 divulgou mais uma pesquisa eleitoral, dessa vez apenas com eleitores mineiros, mostrando que os votos brancos e nulos somam o maior percentual do eleitorado, seguido do pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL) que teria larga vantagem sobre os adversários no estado.

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Fed e confiança no radar. A confiança do consumidor e a sondagem industrial divulgada pelo Fed de Richmond, ambos referentes a junho, são os destaques da agenda nessa terça-feira, e, devem denotar ligeiro arrefecimento frente à leitura anterior, mas nada que altere as estimativas de um crescimento pujante no segundo trimestre. Os discursos de representantes do banco central norte-americano também devem chamar atenção, sobretudo de Raphael Bostic, do Fed de Atlanta, que possui direito a voto no comitê de política monetária desse ano. Os preços residenciais devem ficar em segundo plano hoje.
   
Aversão ao risco se mantém nesta terça-feira. Em meio à maior apreensão com as relações comerciais entre EUA e China, os principais mercados bursáteis do mundo não exibem força de recuperação das quedas de ontem. Na Ásia, os índices acionários fecharam majoritariamente no campo negativo, na Europa a sessão é de baixa oscilação e nos EUA os índices futuros já ensaiam um pregão novamente negativo hoje.

 

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Forte resultado da São Martinho (SMTO3) para fechar a safra 2017/18. A companhia encerrou a safra com elevação de 15,2% na cana processada, com aumento na produtividade, tanto se observarmos toneladas de cana por hectare plantado, quanto se olharmos o açúcar total recuperável (ATR) medido em kg por tonelada de cana. Com o preço do açúcar mais pressionado, por conta de uma oferta em elevação, o mix açúcar/etanol da São Martinho se inverteu nessa safra, com etanol respondendo por 53% da produção, contra 46% na safra passada. Essa tendência deve se manter na safra atual, já que o guidance da empresa prevê 65% para etanol em 2018/19. Ainda sobre o resultado da safra 2017/18, destaque para a boa elevação de margens e para o lucro caixa que mais do que dobrou na comparação com o último trimestre da safra anterior. Para a safra 2018/19, o panorama não é tão favorável, o clima tem sido mais seco que o habitual, além disso, a companhia optou por aumentar a renovação de área de plantio, o que impacta a produção desse ano. A estimativa da São Martinho é processar 7,4% menos cana nessa safra e, como comentamos, focar em etanol, por conta do preço do açúcar. A produção de açúcar da companhia deve cair 30,4%, enquanto a de etanol hidratado, o vendido nos postos, deve subir 42,4%. A produção de etanol anidro, o misturado à gasolina, deve cair 6,5%. Os números dessa safra foram bem fortes, mas a perspectiva de queda na produção para a próxima safra pode mitigar o seu efeito positivo.

Vale (VALE3) celebra acordo que extingue ações judiciais da Samarco. A Samarco e suas sócias, a Vale a BHP Billiton Brasil, firmaram um termo de ajustamento de conduta com o ministério público federal e do Estados de Minas Gerais e Espírito Santo, defensorias e advocacias públicas, que prevê, dentre outras, questões como mudanças na governança da Fundação Renova, a fim de "assegurar  a maior participação das pessoas atingidas" no rompimento da barragem de Fundão, em Mariana - MG, além de estabelecer um "processo de negociação visando à  eventual repactuação dos programas destinados à reparação". O acordo tem vigência de dois anos e extingue ações judiciais relevantes, como uma ação civil de R$ 20 bilhões e abre caminho para extinção futura de outra, de R$ 155 bilhões. Logo, os papéis da mineradora devem responder de forma positiva à novidade.
   
Linx (LINX3) faz mais uma aquisição e abre recompra. A companhia anunciou a compra integral da EZ Commerce, uma das empresas líderes em plataformas de e-commerce integrado com marketplace. Estima-se que a adquirida tenha um faturamento bruto neste ano de R$ 18,0 milhões e por essa compra a Linx pagará R$ 49,0 milhões à vista e poderá pagar outros R$ 18,0 milhões, no máximo, até 2020 mediante ao atingimento de metas operacionais e financeiras da empresa adquirida. Entendemos que as ações LINX3 podem reagir positivamente, mas ressaltamos que o múltiplo desta aquisição foi um pouco maior do que as suas recentes incorporações, com o preço à vista correspondendo a 2,7 vezes o faturamento estimado versus o indicador geralmente abaixo de dois nas últimas aquisições. Além disso, a Linx abriu um novo programa de recompra em que poderá adquirir até dez milhões de ações, cerca de 6% de seu capital social, no prazo de um ano e meio.

Provento da Movida (MOVI3). Serão pagos R$ 7,0 milhões em juros sobre o capital próprio que corresponde a R$ 0,03 líquido por ação, aproximadamente, e equivalente a um yield de somente 0,5% frente à cotação de fechamento de ontem. As ações ficam ex-JCP em 02/jul e o pagamento será feito em 01/out/2018.

Arezzo (ARZZ3) distribuirá JCP. A companhia anunciou a distribuição de JCP no valor (já líquido de IR) de R$ 0,1978 por ação, e equivalente a um yield de somente 0,48% frente à cotação de fechamento de ontem. As ações ficam ex-JCP no dia 29 deste mês, com o pagamento agendado para o dia 25 de julho.

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