Quinta-feira, 25 de outubro de 2018

 
 

Bom dia,


Inflação e confiança do comércio sobem. O IPC do município de São Paulo apresentou alta de 0,52% na terceira quadrissemana do mês, acelerando frente ao mesmo período de setembro, sobretudo pela elevação dos preços dos alimentos. Já a confiança do comércio mostrou um maior otimismo dos agentes, tanto com relação à situação atual quanto com as expectativas. Com esse resultado, o índice voltou ao patamar anterior ao da greve dos caminhoneiros. Contudo, essas divulgações devem ter pouco efeito sobre o mercado bursátil, que vai continuar repercutindo o noticiário político, à espera da pesquisa do Datafolha que será divulgada hoje a noite, e as tensões externas.

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BCE é destaque na Europa. O banco central europeu, no entanto, não trouxe novidades com a manutenção dos juros e nenhuma mudança no texto do comunicado ao mercado. A situação italiana e o Brexit deixou a expectativa que a autoridade monetária poderia modificar o comunicado no sentido de refletir essa elevação do risco por lá, mas não foi o que aconteceu. Único indicador relevante no radar, o índice ifo de clima de negócios na Alemanha mostrou deterioração frente o mês anterior.

Dados de atividade no radar norte-americano. Destaque para a balança comercial de setembro, que vai continuar com déficit elevado, dando fôlego às disputas comerciais. Ademais, as encomendas a bens duráveis e a sondagem industrial do Fed de Kansas City também ficam no radar, bem como o discurso de representantes do Fed, que votam no comitê de política monetária desse ano. Os investidores também seguem atentos aos resultados corporativos, em busca de sinalizações quanto ao ímpeto da atividade econômica.
   
Bolsas se recuperam da queda de ontem. Enquanto na Ásia, os investidores responderam à elevação da aversão ao risco global, que derreteu os mercados ontem, na Europa, as Bolsas operam no campo positivo, mesmo sentido dos índices futuros americanos. Além da agenda que detalhamos acima, resultados importantes esperados para hoje como Alphabet (Google) e Amazon devem ajudar a definir se a recuperação dos índices será mais robusta ou uma marolinha.

 


Resultado saudável da Localiza (RENT3). A companhia conseguiu entregar bom avanço operacional que levou a uma expansão de 32,6% na receita líquida da companhia. Essa alta veio tanto da operação de aluguel (rent a car + gestão de frotas) quanto da operação de seminovos. A margem EBITDA em aluguel de carros veio 2,9 p.p. acima da observada há um ano, já capturando as sinergias da incorporação da Hertz no Brasil. Já em seminovos a margem foi bem mais apertada, resultando em uma margem consolidada menor. O lucro líquido da Localiza cresceu 14,6%. Crescimento menor que o da receita e do EBITDA e a explicação é a  elevação na alavancagem da companhia, um ponto de atenção, apesar do perfil bem alongado da dívida. Se pegarmos os indicadores de dívida líquida/valor da frota ou dívida líquida/EBITDA, eles estão nos maiores níveis da Localiza, muito acima dos vistos nos últimos anos. Sem grandes surpresas, não vemos o resultado desse trimestre como um forte catalisador para os papéis da companhia.

Mais um resultado consistente da Vale (VALE3). Além do volume, a maior participação de produtos premium nas vendas do período (79% das vendas totais contra 77% no 2T18) impulsionou a receita líquida do trimestre. O prêmio pelo minério e pelotas de alta qualidade chegou a US$ 11/t contra os US$ 10,3/t registrados há três meses e os US$ 6,8/t de um ano atrás. Também houve ganho de produtividade no período e maior diluição dos custos fixos, o que foi parcialmente compensado pela alta no frete. Com isso, a margem EBITDA ficou praticamente estável, em 46%. O fluxo de caixa livre atingiu US$ 3,1 bilhões, contribuindo para a redução da dívida líquida da mineradora, que ficou bem próxima a meta de US$ 10 bilhões. Entretanto, com os números dentro do esperado, a divulgação deve exercer influência apenas marginalmente positiva sobre os papéis da companhia hoje.
   
Ambev (ABEV3) registrou números dentro do esperado. Depois de um primeiro semestre mais positivo, o segundo, começa com números piores, ainda que dentro do esperado. A companhia reportou queda de 2,6% em sua receita líquida consolidada em relação ao mesmo período de 2017, enquanto o EBITDA ficou 2,2% abaixo e o lucro veio 10,2% menor. Para o restante do ano, a companhia se mantém otimista, embora o cenário econômico permaneça desafiador, o principal motivo do otimismo da companhia é a perspectiva para suas marcas premium de cervejas e a proximidade com as festas de final de ano.

Odontoprev (ODPV3) vem melhor que o esperado. Mesmos diante da cambaleante recuperação do mercado de trabalho doméstico e com o cenário competitivo bastante acirrado, a OdontoPrev conseguiu reportar números melhores. A receita líquida no 3T18 teve um crescimento de 14,8%, se comparado ao mesmo período de 2017, oriunda do aumento em todas as categorias (receita corporativa cresce 7%, PME 19% e planos individuais 36%) e do maior ticket médio do período, refletindo o reajuste de contratos corporativos e a mudança de mix no período. O EBITDA ajustado ficou 24,8% superior na mesma base de comparação, com expansão de 2,0 p.p. de margem. E o lucro líquido veio 8,4% acima do 3T17.

Via Varejo (VVAR11) reporta números fracos neste 3T18. Conforme esperado, a companhia reportou números piores neste 3T18 ante o mesmo período do ano anterior, com reversão de lucro para prejuízo no período e menor EBITDA. Tal resultado advém do menor crescimento de vendas e do maior SG&A como percentual da receita líquida no período. Outros fatores que também impactaram o resultado deste trimestre foram o ambiente mais competitivo e a demora na implementação dos novos sistemas de integração entre lojas físicas e online.

Gafisa (GFSA3) evita greve.
A companhia anunciou que retomou o pagamento a fornecedores e empreiteiros e, dessa forma, o sindicato que havia sinalizado uma greve com início hoje decidiu por não levar a paralisação adiante. Ainda que a notícia seja positiva, o nível de incerteza atrelado à companhia segue elevado, nos levando a não recomendar a exposição aos seus papéis.
   
Prévia da Helbor (HBOR3). A incorporadora lançou dois empreendimentos nesse trimestre, no valor de R$ 106,7 milhões, se considerarmos apenas a participação da Helbor nos empreendimentos. Esse número veio 10,5% acima do observado há três meses, ainda assim, as vendas, também considerando a parte Helbor, caíram 8,4%. Os números não fugiram do esperado, tendo em vista o cenário ainda complicado para o segmento de atuação da companhia.

Banrisul (BRSR6) anuncia pagamento de JCP. O banco gaúcho vai pagar R$ 0,1454 por ação considerando o ativo mais líquido, BRSR6. O valor já é líquido de IR e representa um yield de 0,8% em relação ao fechamento de ontem. Papéis negociam “cheios” até a próxima segunda, ficando ex-JCP na terça, dia 30. Pagamento em 14 de novembro.

Laudo de avaliação da Multiplus (MPLU3). Por conta da OPA de fechamento de capital, a Tam contratou um laudo de avaliação de um terceiro que avaliou a Multiplus no intervalo entre R$ 15,23 e R$ 16,75 por ação. A oferta da Tam é de R$ 27,22.

Venda de energia da Copel (CPLE6) avança.
O crescimento nas vendas da elétrica foi de 11,8% neste terceiro trimestre na comparação anual. No segmento de distribuição, o maior volume destinado ao mercado de curto prazo mais do que compensou a demanda ainda frágil do mercado cativo. Já em geração, o destaque ficou para as vendas no mercado livre e novos contratos bilaterais. Suas ações devem responder de forma marginalmente positiva à novidade.

Renova (RNEW11) vai analisar grupamento de ações.
No próximo dia 05/11 o conselho de administração e o conselho fiscal da companhia deverão analisar uma proposta para o grupamento de ações. No dia 21/11 a proposta deve passar por assembleia geral e, caso aprovada, no dia seguinte, 22/11, serão divulgados as condições e prazos para implementação.

Pão de Açúcar (PCAR4) reporta seu desempenho após pregão. A companhia não deve ter grandes novidades, como pôde ser verificado em sua prévia, mostrando crescimento próximo dos 14% em sua receita líquida do segmento alimentar, puxado pelo melhor desempenho da bandeira Assaí, que deve manter o aumento na casa de dois dígitos, chegando a 26%. As vendas líquidas no conceito 'mesmas lojas', mostraram elevação de 7% em todas as bandeiras do GPA.

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