Segunda-feira, 25 de junho de 2018

 
 

Bom dia,


Inflação acelera. O IPC-S apresentou alta de 1,17% na terceira quadrissemana de junho, 0,17 p.p. maior que a última leitura, com aceleração em cinco das oito classes de despesas. Os grupos alimentação, habitação e transportes foram destaque de alta neste período, principalmente pelo avanço nas tarifas de eletricidade, na gasolina e em produtos agrícolas.
    
Focus segue com tendência de deterioração das projeções. Agora, as projeções do mercado apontam para uma alta de apenas 1,55% do PIB neste ano, frente a estimativa de 2,37% vista há quatro semanas. Para 2019, a estimativa de crescimento saiu dos 3,00% para 2,60% na mesma base de comparação. O Boletim Focus também registrou mudança nas expectativas para inflação e câmbio, com o IPCA ficando em 4,0% esse ano e o dólar encerrando o ano em R$ 3,65. A projeção para a Selic, novamente, foi uma das poucas que não sofreu alterações, nem para o final desse ano, nem para 2019.

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China tenta fortalecer economia doméstica. Em meio à briga comercial entre China e EUA, o Banco do Povo da China anunciou um corte de 0,5 p.p. no compulsório bancário, válido a partir de 5 de julho. Além disso, anunciou que injetará 700 bilhões de yuans, correspondentes a cerca de US$ 100 bilhões, na economia, para enfrentar a desaceleração do crescimento por lá e fortalecer a economia em meio à disputa com os americanos.
   
Clima de negócios se deteriora na Alemanha. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica da Alemanha mostram que o clima de negócios piorou em junho, sobretudo por conta da percepção mais negativa com o momento atual. O índice atingiu 101,8 pontos esse mês, com deterioração em todos os segmentos que compõem o índice, com destaque para o comércio e o setor de serviços.

Indicadores do Fed no radar desta segunda-feira. A agenda macroeconômica começa a semana com a divulgação do índice de atividade nacional do Fed de Chicago, relativo a maio, e da sondagem industrial do Fed de Dallas, esse sobre junho, e que devem apresentar ligeira acomodação nessa leitura. Já o número de venda de novas moradias deve registrar sutil crescimento no último mês, porém, tais indicadores devem ter pouca influência nos mercados bursáteis, com os investidores atentos aos próximos passos de Donald Trump e a espera de indicadores mais relevantes, que serão divulgados entre quinta e sexta feira dessa semana.

Bolsas começam a semana no vermelho lá fora. A segunda-feira é de perdas para a maior parte das Bolsas tanto na Ásia quanto na Europa, sobretudo em razão dos novos temores da guerra comercial entre China e EUA, que se sobressaiu às iniciativas do Banco Central chinês que comentamos acima. A desvalorização do yuan e os dados mais fracos da Alemanha também contribuem com o movimento de baixa, diante da maior aversão ao risco ao redor do globo.

 

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Acidente com avião da Embraer (EMBR3). Na sexta, um Super Tucano que estava sendo testado pela Força Aérea americana sofreu um acidente no Novo México, cujas causas não foram divulgadas. O Super Tucano está participando de uma concorrência da Força Aérea dos EUA para o programa de aeronave de ataque leve, chamado OA-X. Os papéis da companhia devem ficar pressionados no pregão de hoje com o temor dos investidores sobre o impacto que o acidente pode ter na sequência da concorrência.

Consumo no mercado da Energisa (ENGI11) avança em maio. O consumo consolidado nas áreas de concessão do grupo avançou 4,0% em maio, em doze meses, puxado principalmente pela maior demanda das classes residencial e comercial, nas regiões norte e centro-oeste do país. No acumulado do ano até maio, o volume apresenta alta de 3,8% frente ao mesmo período de 2017. As ações ENGI11 devem responder de forma marginalmente positiva à divulgação.

Fras-le (FRAS3) distribuirá proventos. A Fras-le irá distribuir juros sobre o capital próprio de R$ 0,0975 por ação (valor já líquido de IR), o equivalente a um yield de 2,0% frente a cotação de fechamento da última sexta-feira. Os papéis ficarão ex-proventos na quinta-feira (28/06) e o pagamento deve ser efetuada no próximo mês, no dia 25.

JCP da B3 (B3SA3) e da Locamerica (LCAM3). As duas empresas anunciaram proventos na sexta à noite e ficam ex nessa semana. A Locamerica fica ex antes, já na quarta-feira, dia 27 de junho, ou seja, apenas quem comprar o papel até amanhã (26) e ficar com ele até quarta terá direito. Serão pagos R$ 0,1853 (já líquidos de IR) por ação no dia 6 de julho. Yield da operação é de 0,82%. Já os papéis da B3 ficam ex-JCP na quinta-feira, dia 28, e o pagamento será no dia 10 de julho. O valor, também líquido de IR, é parecido, de R$ 0,1879 por ação, mas o yield é um pouco maior, de 0,94%.
   
Guararapes (GUAR4) aprovou a distribuição de juros sobre o capital próprio. A companhia irá pagar R$ 0,332/ON e R$ 0,365/PN, valores já líquido de IR, ficando ex-JCP no dia 28. O pagamento dos juros sobre capital próprio será deliberado na Assembleia Geral Ordinária de 2019. O dividend yield da operação é de 0,43% para as ações PN e de 0,35% para as ON.

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