Quarta-feira, 25 de julho de 2018

 
 

Bom dia,


IPC-Fipe desacelera. O índice de preços ao consumidor no município de São Paulo, registrou alta de 0,26% na terceira semana de julho, contra os 0,37% registrados na última divulgação. A maior desaceleração no período veio dos grupos de alimentação, transportes, vestuário e despesas pessoais.
   
Sondagem do comércio piora em julho. O índice de confiança do comércio apresentou queda de 0,8 pontos em julho. O resultado negativo de julho mostra uma avaliação desfavorável sobre a demanda e a vagarosa retomada do mercado de trabalho, além das incertezas políticas, que acabam contribuindo para a piora tanto na expectativa quanto na situação atual.

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Reunião EUA e UE nos holofotes dos mercados. Em meio às tensões comerciais dos EUA com seus principais parceiros comerciais, o presidente Donald Trump se reunirá hoje com o presidente da comissão europeia, Jean-Claude Juncker. Dentre os assuntos, certamente serão discutidas as relações comerciais entre as partes, sobretudo após as ameaças do presidente norte-americano de sobretaxar em 20% os carros importados da União Europeia. Os mercados bursáteis tendem a sofrer influência ao longo da sessão de hoje pelo encontro, que se inicia às 14h30 no horário de Brasília. Ademais, a agenda norte-americana ainda reserva os dados do setor imobiliário em junho e a divulgação semanal dos estoques de petróleo bruto, que sempre movimentam as cotações da commodity.

Reunião em Washington pressiona Bolsas. Na Ásia, o dia foi de pouca variação nas Bolsas, sem um sinal definido, com o Nikkei fechando em alta de 0,46% e a Bolsa de Shanghai com queda de apenas 0,066%. Na Europa, o dia é mais negativo, mesmo com o único indicador de maior relevância divulgado por lá, o Índice Ifo de Clima de Negócios, vindo um pouco acima da expectativa, apesar da queda em relação ao mês passado. Pesa para as Bolsas do continente o pessimismo em relação à reunião entre o presidente americano e o presidente da Comissão Europeia, o luxemburguês Jean-Claude Juncker. Os tweets mais recentes de Trump indicam que um acordo não parece muito próximo entre as partes. Por aqui, apesar do clima mais negativo vindo de fora, a temporada de balanços vai ganhando tração e, como comentamos abaixo, traz algumas boas notícias.

 
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Trimestre forte da Fibria (FIBR3), bom para a Suzano (SUZB5). A Fibria divulgou seus números do 2T18 com destaque positivo para o ramp up da nova linha Horizonte 2, para o preço da celulose no mercado internacional e para o câmbio beneficiando a companhia nesses meses. O trimestre seria ainda melhor sem a greve dos caminhoneiros, o que deve animar o mercado para os próximos trimestres. O impacto da greve foi de 67 mil toneladas a menos na produção e uma elevação de R$ 31 a mais de custo caixa por tonelada de celulose produzida. Ainda assim, a produção foi 1% maior que a do 1T18 e 20% maior que a do 2T17, por conta do efeito positivo de Horizonte 2. Quanto ao custo caixa, desconsiderando o impacto de paradas programadas, ele foi bem inferior ao do 2T17, mesmo com o efeito da greve, por conta da maior eficiência da nova linha, especialmente com redução nos gastos com transporte de madeira. Em relação ao 1T18, o custo caixa por tonelada veio maior, por conta da greve, mas sem ela, teria vindo 4,4% menor. A companhia terminou o trimestre com prejuízo, mas apenas por conta da variação cambial em cima do saldo da dívida, já que operacionalmente o trimestre foi bem forte. Esperamos reação positiva do mercado à divulgação, especialmente nos papéis da Suzano, por conta do desenho do acordo entre as empresas.

Mais um ótimo resultado do Santander (SANB11). Destaque no trimestre para o forte crescimento da carteira de crédito ampliada do banco em 4% em três meses mesmo em um cenário de grande incerteza, o que impulsionou a margem financeira bruta. As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias também apresentaram bom crescimento na comparação com o 1T18, novamente com destaque para a Getnet, empresa de adquirência do Santander. Com inadimplência levemente abaixo do trimestre anterior, as despesas com PDD também tiveram uma queda branda. Com boa performance no top line, o banco conseguiu entregar melhora no seu índice de eficiência, que é calculado dividindo as despesas gerais do banco por suas receitas, ficando pela primeira vez abaixo dos 40%. O ROE do banco seguiu em ascensão, atingindo 19,5% no trimestre, contra 19,1% há três meses. Também esperamos que o mercado receba bem os números do Santander.

Pão de Açúcar (PCAR4) reporta bons números. A companhia apresentou aumento de 10% em sua receita líquida, se comparada ao mesmo período do ano anterior. Esse resultado reflete a aceleração do ritmo de crescimento no multivarejo, composto pelas marcas Pão de Açúcar e Extra, e ao expressivo desempenho do Assaí (atacarejo), mesmo com uma deflação alimentar relevante. As vendas mesmas lojas do atacarejo subiram 4,7% e as do multivarejo tiveram alta de 5,3% no período em análise. O EBITDA e a margem também vieram positivos, confirmando as expectativas da companhia, incluindo uma margem EBITDA ajustada de 5,5% a 5,6% no multivarejo e de 5,8% a 5,9% na bandeira de Assaí. E o seu resultado final veio positivo, superior em 170% ao registrado no mesmo período do ano passado. Consideramos que suas ações tendem a responder de forma positiva no pregão de hoje dado o bom desempenho reportado neste 2T18. Com bons resultados e baixa alavancagem o Grupo Pão de Açúcar mantém seu guidance de crescimento tanto no Assaí quanto no multivarejo.
   
Romi (ROMI3) tem fraco desempenho operacional. A despeito da alta na carteira de pedidos, a companhia apresentou números mais fracos neste trimestre, com as vendas da sua subsidiária alemã, B+W, estando mais concentrada no segundo semestre esse ano e a menor demanda por peças fundidas e usinadas de grande porte. Soma-se a isso a alta mundial no preço das matérias-primas e a margem EBITDA da companhia recuou 6,8 p.p. em doze meses. Já o lucro líquido foi inflado pelo ganho de processos judiciais e atingiu R$ 45,4 milhões, ante os R$ 11,9 milhões registrados há um ano. Esse desempenho já era, em boa medida, esperado, portanto, sua influência deve ser apenas marginalmente negativa sobre os papéis ROMI3.

Resultado recorrente da Telefônica Brasil (VIVT4) veio em linha com o esperado. A companhia reportou mais um sólido desempenho trimestral, sendo que neste período houve o efeito positivo de R$ 1,83 bilhão em função do trânsito em julgado no Superior Tribunal de Justiça, a favor da companhia, que reconheceu seu direito de exclusão do ICMS da base de cálculo das contribuições ao PIS e COFINS. Na comparação com o 2T17, em parâmetros recorrentes, houve pequeno avanço de 1,1% na receita líquida, de 5,8% no EBITDA e alta de 28,7% no lucro líquido. Com o resultado dentro das estimativas, não esperamos grandes reações das ações VIVT4 no pregão de hoje. Contudo, caso a administração da operadora indique que o montante revertido da provisão judicial possa ser distribuído aos acionistas na forma de proventos, acreditamos que seus ativos poderão ficar no campo positivo em bolsa no curto prazo.

Noticiário em torno da Ser Educacional (SEER3) e da Unigranrio. Em março deste ano, a companhia já havia informado ao mercado, via fato relevante, que estava negociando a compra da instituição de ensino superior que atua em todos os estados do sudeste do país e em Santa Catarina, com cursos de graduação, pós-graduação e extensões, tanto no segmento presencial quanto no ensino à distância. Agora, segundo reportagem publicada hoje no jornal Valor Econômico, as negociações estão na fase final e a transação deverá girar ao redor dos R$ 500 milhões. Entendemos que esse noticiário confirmando a possível aquisição da Unigranrio pela Ser deverá movimentar seus ativos em bolsa no curto prazo.
   
Vale (VALE3) deve ter mais um trimestre de números sólidos. A expectativa é que a mineradora reporte bom desempenho, com o maior volume e melhor mix de vendas de minério de ferro contribuindo para o crescimento do EBITDA, que deve atingir cerca de US$ 3,93 bilhões, alta de 44% frente ao 2T17, de acordo com a média das estimativas. A margem deve saltar dos 38% registrados há doze meses para cerca de 45% agora. Entretanto, o lucro líquido deve ser afetado pela provisão de R$ 1,5 bilhão, referente ao processo da Samarco.

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