Quarta-feira, 24 de outubro de 2018

 
 

Bom dia,


Bolsonaro cai dois pontos, mas continua favorito. Com agenda bem fraca hoje, somente com o índice de confiança do consumidor que veio mais positivo, o mercado tende a acompanhar o noticiário corporativo, além de digerir os números do Ibope divulgados ontem. Bolsonaro acabou oscilando dois pontos para baixo, dentro da margem de erro, mas manteve a sua larga vantagem contra Haddad. O que realmente chamou a atenção foi a rejeição ao candidato do PSL que subiu de 35% para 40% contra 41% de Haddad, que anteriormente apresentava rejeição de 47%. Parece que a vantagem do capitão está consolidada, mas as próximas pesquisas eleitorais ainda irão agitar o mercado.

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Prévias dos PMIs do Markit. Mais cedo, o instituto divulgou a prévia do PMI industrial do Japão com número positivo, mostrando boa aceleração em relação ao mês anterior, destaque para novos pedidos de exportação, que se recuperaram da queda anterior. Já os dados europeus vieram abaixo do esperado, as prévias dos PMIs de serviços, da indústria e o composto vieram na mínima de dois anos. Destaque negativo para o PMI composto alemão na mínima de quarenta e um meses. Ainda hoje, o instituto divulga a prévia do PMI composto dos EUA.

Agenda carregada nos Estados Unidos. Hoje, temos alguns indicadores esperados para o período da manhã e ainda teremos três discursos de representantes do FED, que votam esse ano, mas o ponto principal da agenda é a divulgação do Livro Bege, que deve ter grande influencia nos mercados. Além disso, a temporada de balanços continua forte no mercado americano.

Dia mais positivo lá fora. Na Europa e nos EUA, a tendência é de um dia de ganhos na esteira dos resultados corporativos. Os números da Boeing fizeram os índices futuros americanos virarem do vermelho para o azul nessa manhã, enquanto na Europa, nem mesmo os dados mais negativos divulgados palo Markit mais cedo são capazes de levar os índices acionários locais para o vermelho, ainda que pressionem a cotação do euro nessa manhã. Na Ásia, os pregões fecharam sem uma direção muito definida, com os índices bem próximos da estabilidade.

 


Resultado muito forte da Fibria (FIBR3). Os números da companhia vieram até um pouco acima do esperado, sendo que nossa expectativa era de um trimestre positivo. Fatores como o câmbio, o preço da celulose em um patamar bem elevado e o bom controle de custos impulsionaram os números da companhia. Com isso, a companhia entregou elevação de 31% no EBITDA em apenas três meses. Já o custo caixa veio abaixo do 2T18, mesmo se desconsiderarmos o efeito da greve dos caminhoneiros naquele trimestre. O custo efetivo no 2T18 foi de R$ 629 por tonelada, mas R$ 598/t se desconsiderarmos o efeito da greve e nesse 3T18 ficou em R$ 584/t. Essa melhora vem da retração no custo médio da madeira e do maior volume de venda de energia, que mais do que compensaram o efeito do câmbio nos custos. O efeito positivo do bom resultado deve ser mais sentido nos papéis da Suzano (SUZB3), por conta do desenho da transação entre as duas companhias.

Indústrias Romi (ROMI3) tem números melhores. O lançamento de novos produtos e a recuperação, ainda que gradual, da indústria doméstica propiciaram o início de uma melhora, elevando o EBITDA em cerca de 10% em um ano. A margem, porém, recuou de 13% para 11,6% no período, em reflexo da concentração das vendas em produtos de menor porte e dos números ainda frágeis no segmento de fundidos e usinados. O lucro líquido foi de R$ 15,9 milhões, avanço de quase 80% em doze meses. As ações ROMI3 devem responder de forma positiva à divulgação.

Aquisições e câmbio favorecem resultado da Weg (WEGE3). Mais um trimestre resiliente da companhia, onde a consolidação de novos negócios e a maior demanda na área de geração, transmissão e distribuição de energia alavancaram o faturamento do trimestre. O câmbio também trouxe influência positiva, já que 58% da receita líquida veio do mercado externo. Esses mesmo aspectos que elevaram o EBITDA  em 25,9% em doze meses, também afetaram a margem, que se reduziu em 0,9 p.p. no período. Os números, entretanto, ficaram em linha com as expectativas do mercado, o que deve reduzir o impacto da divulgação sobre seus papéis.

brMalls (BRML3) inaugura shopping em Cuiabá. Notícia positiva já que o centro será inaugurado com 94,2% de sua área locável já comercializada. São 47,1 mil m² de área total, sendo que a brMalls possui 75% do empreendimento. O ativo, no entanto, deve representar uma parcela pequena do resultado da companhia, dessa forma, a inauguração deve ter efeito apenas marginal nos papéis da companhia.

Vendas da Energisa (ENGI11) avançam. No terceiro trimestre, as vendas da elétrica cresceram 2,5%, frente ao 2T17, mantendo o ritmo visto no segundo trimestre desse ano. O mercado livre continua sendo o principal responsável por tal desempenho, já que a demanda segue frágil no mercado cativo, registrando alta de apenas 0,5% no período em análise. Sem grandes novidades, a divulgação não deve exercer influência relevante sobre suas ações hoje.

Resultado da Vale (VALE3) deve seguir forte. Com a cotação do minério de ferro em alta e a melhora no mix de produção, a Vale deve seguir com números robustos neste terceiro trimestre. O faturamento líquido deve atingir cerca de US$ 9,4 bilhões, segundo a média das estimativas. Já o EBITDA deve chegar a US$ 4,3 bilhões, o que representa um avanço de cerca de 10% em um ano e de 3% em três meses. O balanço deve ser divulgado ainda hoje, após o pregão.

Via Varejo (VVAR11) reportará seu resultado hoje após mercado. No entanto, não esperamos números fortes. Com elevação do dólar e nenhuma data comemorativa que possa alavancar as suas vendas, aliado a demora na integração de seus canais digitais e físicos, a mesma tende a ter queda em suas vendas mesmas lojas e principalmente em suas margens. A conversão de suas lojas vem demorando mais que o planejado, podendo ocasionar maiores perdas no trimestre. Mesmo com perspectivas não tão boas para seu resultado suas ações tiveram forte alta no dia de ontem pela possibilidade de venda. A empresa segue afirmando que ainda não tem nada firme.
   
Odontoprev (ODPV3) divulgará resultados hoje depois do pregão. Diante da cambaleante recuperação do mercado de trabalho doméstico e com o cenário competitivo bastante acirrado no ramo de atuação da OdontoPrev, esperamos que os números da companhia não tragam grandes surpresas. A carteira de beneficiários deve apresentar leve aumento, principalmente por conta dos planos corporativos e individuais, como mostrado no último desempenho divulgado. Contudo, o ticket médio deverá apresentar menor avanço do que nos trimestres passados, sendo assim não esperamos forte valorização de suas ações no dia de hoje.

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