Terça-feira, 24 de julho de 2018

 
 

Bom dia,


Sondagem do consumidor melhora em julho. O índice de confiança do consumidor apresentou elevação de 2,1 pontos em julho, ao passar de 82,1 para 84,2 pontos, recuperando parte das perdas sofridas no mês anterior. Essa melhora reflete tanto a alta na situação atual quanto nas expectativas, apesar disso, o ICC continua em níveis baixos em termos históricos.

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Atividade arrefece na Zona do Euro, mas segue forte na Alemanha. A prévia dos PMIs de junho denotou desaceleração no bloco europeu, tanto no setor de serviços quanto no industrial, com os temores relacionados à guerra comercial afetando as expectativas e o volume de novos pedidos. De toda forma, o índice continua sinalizando expansão da atividade, ao registrar 54,3 pontos. Na Alemanha, pelo contrário, o índice acelerou para 55,2 pontos, a maior alta em cinco meses, puxado pela melhora na indústria, onde a produção e a criação de empregos seguiram em alta, compensando a queda das expectativas. Mais tarde, o Markit deve divulgar os PMI's dos Estados Unidos, que devem ficar praticamente estáveis frente à última leitura.

Agenda americana. Além da prévia dos PMIs de julho, apenas indicadores menos relevantes no radar dos investidores, como a sondagem industrial do Fed de Richmond, na Virginia, que cobre estados menores na costa leste americana. Mercado fica de olho especialmente no noticiário corporativo agitado pela temporada de balanços. A situação norte-coreana parece que vai se resolvendo sem maiores problemas, com o país asiático começando a desmontar uma estação para lançamento de mísseis.
   
Mercado em alta lá fora. Na Ásia, as Bolsas chinesas novamente foram destaque de alta, na esteira das medidas das autoridades do país para conter a desaceleração econômica por conta dos impactos das disputas comerciais com os EUA. No ocidente, a temporada de balanços anima os mercados. Os índices futuros americanos operam em alta após o resultado da Alphabet, controladora do Google, superar as estimativas. Na Europa, os segmentos automotivo e bancário são destaques de alta com balanços positivos.

 
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Via Varejo (VVAR11) reporta bom resultado. A companhia reportou bom desempenho neste 2T18, ficando em linha com o esperado. Sua receita líquida cresceu 5,1% e as vendas mesmas lojas ficaram 5,8% maiores em relação ao 2T17. Esse bom desempenho reflete especialmente as maiores vendas de televisores. A greve dos caminhoneiros acabou impactando o fluxo de clientes nas lojas, que foi parcialmente minimizado com o serviço de retirada em vendas online. As vendas online, aliás, tiveram aumento de 9,4% no período, ainda sem o resultado do projeto do novo aplicativo. Com crescimento das vendas e do EBITDA e também a redução das despesas financeiras, a companhia atingiu resultado final positivo neste 2T18, revertendo o prejuízo reportado no 2T17. Além dos resultados melhores, a Via Varejo tem intenção de migrar para o Novo Mercado da B3. A conversão será na proporção de uma ação preferencial para uma ação ordinária. Ainda, o Programa de Units da companhia será encerrado, passando cada detentor de uma Unit, que hoje é representada por uma ação ordinária e duas preferenciais, a deter três ações ordinárias. Com isso, o Conselho de Administração pretende se reunir até o dia 15 de agosto para deliberar sobre a proposta do novo estatuto social. Acreditamos que suas ações tendem a performar de forma positiva no pregão de hoje.

BR Properties (BRPR3) anuncia locação de 36 mil m² no Rio.
Principal ponto de atenção do segmento, o mercado de locação corporativa do Rio continua muito complicado, ainda assim, a BR Properties conseguiu fechar um contrato com a Caixa para locação de praticamente metade do seu maior empreendimento, o Passeio Corporate, que tem 75 mil m². A ocupação dessas torres foi a 66,3% com esse contrato. A área alugada é bem relevante e deve ter um impacto bem positivo nos papéis BRPR3, hoje. Para termos ideia, além do Passeio Corporate, apenas em outros três edifícios do portfólio a companhia tem mais de 36 mil m². A área locada corresponde a 6,4% do total de escritórios da BR Properties e deve impulsionar o resultado a partir do 3T18, com efeito muito benéfico na vacância do portfólio.

Vendas da Energisa (ENGI11) recuam em junho. O volume total de energia vendida pela companhia foi 2,8% menor do que o registrado em junho de 2017, com a queda sendo disseminada entre as classes residencial, comercial e industrial no período. As temperaturas mais amenas e a greve dos caminhoneiros estão entre as justificativas para tal desempenho. Já no acumulado do 2° trimestre, houve aumento de 1,9% no volume total distribuído. Contudo, a divulgação pode trazer influência marginalmente negativa para ENGI11 hoje.
   
Vale (VALE3) volta a ser grau de investimento pela Moody's. No final do dia de ontem, a agência de classificação de risco elevou o rating da mineradora de Ba1 para Baa3, com perspectiva estável. A mudança se deve a melhora no perfil de produção, com o ramp up do S11D propiciando um mix mais premium, e a contínua redução de seu endividamento. Ainda segundo a Moody's, o fluxo de caixa livre positivo deve ser mantido até 2020 "se os preços do minério de ferro continuarem dentro dos níveis de sensibilidade de preços no médio prazo (US$ 45 - US$ 75 / tonelada)". O acordo assinado com as autoridades brasileiras relativo à Samarco também contribuiu positivamente, ao reduzir o risco de perdas judiciais. Os papéis da companhia devem responder de forma positiva à novidade.

Telefônica Brasil (VIVT4) solta balanço antes da abertura de amanhã. O resultado da operadora deverá vir consistente no segundo trimestre deste ano. A mediana das projeções indica para uma leve alta (2%) no faturamento da empresa, mas o EBITDA e o lucro líquido deverão crescer na ordem de 7% e 40%, respectivamente, sobre o que foi reportado no 2º Trim/17. Acreditamos que os bons números esperados poderão contribuir para o desempenho das ações VIVT4 em bolsa hoje.

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