Quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

 
 

Bom dia,



Guedes defende redução de impostos sobre a produção. Em evento fechado do Fórum Econômico Mundial, em Davos, Paulo Guedes defendeu a redução da carga tributária sobre empresas, para algo em torno de 15%, em troca da tributação de dividendos e juros sobre capital próprio, a fim de atrair capital estrangeiro e tornar a produção brasileira mais competitiva. Guedes também afirmou, em entrevista à Bloomberg, que a reforma da previdência é a prioridade n° 1 do governo e que o pacote de privatizações pode render cerca de US$ 20 bilhões esse ano. Outro destaque foi a conversa do Ministro da Economia com o vice-presidente da Comissão Europeia, que declarou que "nunca estivemos tão perto de concluir o acordo". O setor agrícola e a liberação do setor automotivo estão entre os pontos críticos dessa negociação. De toda forma, o Brasil confirmou que as negociações devem continuar por meio do Mercosul, e não de forma separada.

aAtividade na zona do euro decepciona. O PMI composto caiu a 50,7 pontos no mês de janeiro, ante 51,1 de dezembro. Esse resultado veio menor que a expectativa média de mercado em decorrência da piora tanto na indústria quanto em serviços, principalmente nas duas maiores economias, a Alemanha e a França. Com os dados da indústria alemã entrando em terreno contracionista em janeiro, com PMI chegando a 49,9, e na França, a contração no setor de serviços se acentuou, chegando em 47,5 em janeiro. O PMI composto da zona do euro acabou vindo apenas um pouco acima da marca dos 50 que separa crescimento de contração, dando uma leitura que a economia por lá está a um passo da recessão. Essa visão acaba reforçando a tese de um Banco Central Europeu tendo que manter uma política monetária mais frouxa por lá. Na reunião marcada para hoje, às 10h45, é consenso a manutenção das taxas. 

Bolsas sobem lá fora. Apesar da bateria de dados mais fracos na Europa e das incertezas com relação às negociações comerciais entre Estados Unidos e China, a maior parte das Bolsas opera ou já fecharam com ganhos nesta quinta-feira. Em NY os futuros também apontam para uma abertura no campo positivo, com os investidores atentos à temporada de divulgação de balanços corporativos. Na agenda de hoje destaque para os indicadores antecedentes, que devem dar uma cor sobre os impactos do shutdown sobre  o ímpeto da economia norte americana. Dados da indústria e de estoques de petróleo também ficam no radar ao longo do dia. 

 

Banco Inter (BIDI4) começa a dar sinais mais claros de monetização da base de clientes. Destaque para o crescimento de 43,5% nas receitas de serviços em apenas três meses e de 77,8% em um ano, por conta do aumento da oferta de produtos na plataforma do banco. Essas receitas representaram 23,2% do total do banco nesse trimestre, contra 20,7% há doze meses. Também cresceu bastante a receita de floating, gerada desde o momento em que o cliente deposita algum valor em sua conta, até que ele utilize esse saldo para investir ou adquirir um produto do banco. Há doze meses, essa linha somou R$ 1,7 milhão, nesse 4T18, a receita de floating foi de R$ 6,0 milhões. A carteira de crédito do banco no segmento cartões também cresceu muito, de R$ 71,2 milhões há um ano, para R$ 224,6 milhões ao final do 3T18, chegando agora ao montante de R$ 325,5 milhões, sendo R$ 44,1 milhões entre rotativo e créditos vencidos, que geram juros para o banco, além de R$ 18,8 milhões no parcelado com juros. A carteira de crédito imobiliário, principal linha do banco, cresceu 27,3% em um ano. O banco tem conseguido baixar o custo de aquisição de clientes (em 15,9% 2018x2017), com a redução dos custos operacionais relativos a novas contas, como compra e envio de cartões e consultas aos bureaus de informação, já que os custos com marketing por novo cliente ainda aumentaram esse ano. Na média anual, o custo de aquisição do cliente foi R$ 20,12, contra R$ 23,92 em 2017 e no 4T18 ficou em R$ 20,04. O Inter apresentou melhora na sua lucratividade nesse trimestre. Há três meses, o ROE do banco ficou em 8,2%, agora, considerando o resultado recorrente, ele ficou em 11,3%. Ainda há um bom espaço para evoluir. Consideramos que os números devem ser bem recebidos pelo mercado.

GWI vai reduzir posição na Gafisa (GFSA3). Após informar o mercado que havia ultrapassado a marca de 50% de participação na companhia, a alternativa escolhida pela GWI foi a de vender ações até voltar a ter menos de 50% da Gafisa.

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