Sexta-feira, 24 de agosto de 2018

 
 

Bom dia,


Sondagem do consumidor recua em agosto. Houve uma piora relevante na situação atual, dado o nível de incerteza quanto à economia aliado à lenta recuperação do mercado de trabalho e ao risco de aceleração da inflação, dificultando assim, o orçamento das famílias. Com isso, o índice de confiança do consumidor recuou 0,4 ponto em agosto.

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Economia alemã cresce no 2º trimestre. A Alemanha reportou crescimento de 0,5% no PIB neste 2º trimestre, em relação ao trimestre anterior. As contribuições trimestrais sobre o crescimento vieram principalmente da demanda interna, em todos os setores. Em comparação com o ano anterior, o PIB subiu 2,3% no segundo trimestre, ficando um pouco acima da previsão de mercado que estava em 2%.
   
Política econômica em destaque nos EUA. A atenção dos investidores deve se voltar para o discurso de Jerome Powell às 11h nessa sexta-feira, que irá calibrar as apostas em torno do ciclo de aperto monetário. Até então, as expectativas apontam para mais quatro anúncios de alta nos juros norte-americano, sendo dois neste ano e outros dois em 2019. O desenrolar da guerra comercial também segue em pauta e, em segundo plano, fica a divulgação do número de encomenda de bens duráveis, que deve denotar leve deterioração na prévia de julho.

Bolsas em stand by nesta sexta. Os principais índices acionários do globo tiveram ou estão neste momento próximos da estabilidade à espera da agenda americana, que comentamos mais acima, monitorando as questões comerciais entre EUA e China, uma vez que as negociações devem prosseguir mesmo após a nova rodada de elevação nas tarifas de importação dos países. No mercado de commodities, destaque para a alta acima de 1% nas cotações internacionais do petróleo, ainda refletindo a expressiva queda nos estoques norte-americanos da commodity.

 

Direcional (DIRR3) mais perto de vender empreendimentos para fundo imobiliário. A incorporadora anunciou que foi comunicada pelo FII de que foi “concluído com sucesso o processo de coleta de intenções de investimentos da oferta”. Vale lembrar que o objetivo do fundo era captar até R$ 210 milhões para adquirir empreendimentos da companhia. O principal risco envolvendo a operação era exatamente o processo de captação do fundo, especialmente em um momento instável do mercado, assim, a notícia deve trazer uma pressão positiva para os papéis da companhia no curto prazo.

Segundo Estadão, fusão da Suzano (SUZB3) com a Fibria (FIBR3) deve ser aprovada com restrições. O jornal afirmou que ouviu de fontes próximas ao caso no CADE que a operação não é das mais complexas e deve ser aprovada na instituição, mas com restrições, e citou os segmentos de comercialização de madeira e geração de energia elétrica. Vale sempre lembrar que se trata de uma especulação e não há nenhuma garantia, mas essa notícia e a pressão no dólar podem manter os papéis das companhias no campo positivo no curto prazo.

Dados da Anatel reforçam liderança da Telefônica Brasil (VIVT4). Nos resultados do 2T18 divulgados pelas operadoras, a base de usuários em jun/18 no mercado de telefonia móvel ainda não havia sido autenticada pela agência reguladora, que reportou os números oficiais agora. A Vivo, empresa do grupo Telefônica Brasil, terminou o trimestre com 75,3 milhões de celulares ativos e ampliou seu market share para 32,0%, enquanto que a Claro atingiu 25,1%, a Oi (OIBR4) chegou a 16,5% de participação de mercado e apenas a TIM (TIMP3) teve perda de market share, de 24,6% no 1T18 para 24,1%. A gradual migração de planos pré-pagos para pós-pagos pelos usuários continuou a ser notada neste período, valendo destacar que a Vivo manteve a liderança no segmento pós-pago com 41,3%, apesar do acirramento concorrencial via preços entre os players recentemente. Os dados apresentados reforçam nossa predileção pelo investimento em Telefônica Brasil que, em nossa visão, está com significativo desconto em relação aos seus pares em bolsa neste momento.

CSN (CSNA3) deve aumentar preço. Segundo notícia do Broadcast desta manhã, a Companhia Siderúrgica Nacional irá aplicar um aumento de 10,25% no preço do aço plano, longo e folhas metálicas, já que diante do dólar na casa dos R$ 4 o diferencial do preço do aço nacional em relação ao importado está negativo. O reajuste será aplicado à rede de distribuição, indústria e construção civil a partir do próximo dia 03 de setembro. Cabe lembrar que esse mês, a companhia aplicou um reajuste de 12,25% no preço de laminados a quente e a frio e de 10,75% no aço revestido. Suas ações devem responder de forma positiva à novidade.

Consumo ganha força na Energisa (ENGI11). O boletim mensal divulgado pela companhia mostra que o volume de vendas de energia em seu mercado cativo avançou 4,4% no último mês, frente ao mesmo período do ano anterior, com alta disseminada entre todas as categorias, com destaque para classe residencial. Em termos regionais, o crescimento também atingiu todas as unidades de negócios, com Mato Grosso do Sul e Tocantins se sobressaindo. A divulgação, portanto, deve trazer influência positiva para os papéis ENGI11 ao longo do pregão hoje.

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