Quinta-feira, 23 de agosto de 2018

 
 

Bom dia,


Dia de indicadores de inflação. A começar com o IPC-S que apresentou variação de 0,10% na terceira quadrissemana de agosto, 0,09 p.p. abaixo da taxa registrada na última divulgação, muito influenciado pela desaceleração da tarifa de eletricidade residencial. O IPCA-15 também veio menor, variando 0,13%, cedendo 0,51 p.p. em relação ao último dado divulgado. A desaceleração na margem foi propiciada pelos recuos dos grupos alimentação, habitação e transportes. O acumulado dos últimos doze meses ficou em 4,30%. Já a expectativa dos consumidores para a inflação avançou e registra o maior valor desde dezembro de 2017 devido às incertezas quanto à conjuntura econômica e política.

a

Prévias de atividade na Zona do Euro. Os PMIs preliminares de agosto do bloco econômico foram divulgados hoje cedo e registraram 54,4 pontos no índice composto, 54,2 pontos no setor de serviços e 54,6 pontos no industrial, sendo este último o único que desacelerou frente à leitura final de julho (55,1). Os dados indicam que a atividade econômica continua a crescer na Zona do Euro, porém em ritmo arrefecido, o que pode elevar as apostas de que o BCE prolongue os estímulos monetários atualmente em vigor e previstos para encerrar em meados de 2019.
   
Dados da atividade norte-americana no radar. Destaque para a prévia dos PMIs e para a sondagem industrial do Fed de Kansas City, ambos referentes a agosto e que devem denotar ligeiro arrefecimento frente à leitura anterior. Por outro lado, o volume de venda de novas moradias e o índice de preços residenciais devem apresentar alguma aceleração no mês de julho. Todavia, tais indicadores não devem trazer grandes novidades e, portanto, é o desenrolar das disputas comerciais e a expectativa com o simpósio anual de Jackson Hole que devem movimentar o mercado nesta quinta-feira.

Bolsas próximas da estabilidade. Sem uma direção definida nessa quinta-feira, as Bolsas orbitam os fechamentos de quarta. Mesmo a entrada em vigor das tarifas de 25% sobre US$ 16 bilhões de produtos chineses pelos EUA e de tarifas nos mesmos valores impostas pela China para produtos americanos não tem um efeito tão forte nos mercados, com a expectativa de que as conversas que seguem hoje entre os dois países possam trazer novidades positivas. A própria Bolsa de Shanghai passou parte do pregão no vermelho para fechar em leve alta de 0,37%. Na Europa, os PMIs sem grandes surpresas reforçam o ritmo “banho maria” dos mercados.

 


Somos Educação (SEDU3) fará captação. Por meio de sua subsidiária, a Saraiva Educação, o grupo educacional emitirá debêntures, não conversíveis em ações, pretendendo captar o montante de R$ 220 milhões com vencimento final em 2021. Os recursos líquidos obtidos pela empresa com a oferta serão utilizados para alongar o perfil da dívida e reforçar seu caixa. Vemos essa captação de maneira bastante positiva, sobretudo em função da potencial redução no custo de capital da Somos. E consideramos a iniciativa positiva também para a Kroton (KROT3), uma vez que a companhia comprou o controle da Somos neste ano, faltando somente as aprovações regulatórias para efetivar a transação.

Santander (SANB11) retira guidance. Normalmente essa é uma má notícia, mas no caso do banco, as metas traçadas em 2015 para o ano de 2018 já foram atingidas, dessa maneira, o banco informou que as projeções divulgadas anteriormente não mais refletem o seu cenário atual. O Santander, no entanto, não divulgou novas projeções para esse ano, nem para os próximos.

AGENDA DE DIVIDENDOS



Bons negócios