Quinta-feira, 22 de março de 2018

 
 

Bom dia,


Selic vai a 6,5% e COPOM sinaliza corte adicional. Confirmando as expectativas, os membros do comitê de política monetária decidiram por unanimidade reduzir em 0,25% a taxa básica de juros, diante do cenário inflacionário ainda arrefecido e, nesse sentido, o BC revisou suas projeções para o IPCA de 4,2% para 3,8% neste ano e de 4,2% para 4,1% em 2019. Essa revisão para baixo fortalece a tese de que a inflação oficial do país poderá não convergir às metas do BC, nem mesmo no piso, elevando assim a possibilidade de se prolongar o ciclo de queda na SELIC.
    
Atenções para o STF. Está marcado para as 14h o início do julgamento no plenário do tribunal do pedido de habeas corpus preventivo do ex-presidente Lula que deverá movimentar os mercados. Se o pedido for rejeitado pela maioria dos ministros, aumentam as chances de prisão imediata após o julgamento dos embargos declaratórios pelo TRF-4, marcado para a próxima segunda-feira.

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Prévias dos PMIs da Markit. No começo da madrugada, a prévia do PMI industrial de março do Japão mostrou arrefecimento, ficando no menor índice dos últimos meses, mas ainda no campo de expansão da atividade. Da mesma forma, os índices compostos na Europa denotaram desaceleração no crescimento do bloco nesse mês. Na zona do euro, o índice ficou no menor patamar desde o começo do ano passado e na maior economia do bloco, a Alemanha, foi o menor crescimento da atividade em oito meses. Os números vieram, em geral, abaixo da expectativa do mercado, que era de um arrefecimento mais moderado.

Após FOMC, EUA tem dia de agenda robusta. O comitê de política monetária do Fed pouco alterou suas projeções econômicas, mantendo estimativas que apontam para mais duas alta nos juros esse ano, o que trouxe ânimo para os mercados bursáteis ontem e deve continuar refletindo de forma positiva no curto prazo. No que tange a indicadores, destaque para a prévia dos PMIs de março e para sondagem industrial do Fed de Kansas City, ambos com perspectiva de ligeira melhora frente à última divulgação. Já o índice de indicadores antecedentes, do Conference Board, deve arrefecer em fevereiro, afastando ainda mais o risco de uma alta adicional nos juros esse ano.

BoE mantém taxa de juros. O comitê de política monetária do Banco da Inglaterra optou, novamente por uma maioria de sete votos a dois, por manter a taxa de juros inalterada em 0,5%. Além disso, o comitê foi unânime em decidir manter o ritmo de recompra de títulos por lá. A visão do banco central britânico é de que a inflação deve seguir dando sinais de arrefecimento, após atingir 3,0% em janeiro e 2,7% em fevereiro, ainda bem acima da meta de 2,0% do banco.

Dia pressionado lá fora. As Bolsas europeias respondem à notícia mais negativa trazida pelos PMIs locais, comentados acima. Na China, os mercados também tiveram um pregão negativo, na expectativa que o presidente Trump anuncie tarifas para determinados produtos chineses, na esteira da acusação do presidente de violações chinesas a propriedades intelectuais americanas. O impacto estimado dessas tarifas é de US$ 50 bilhões e seria mais um passo do mandatário norte americano em sua “trade war”, que se iniciou com a taxação do aço e do alumínio importado.

 

aCesp (CESP6) encerra o ano com prejuízo. A elevada necessidade de compra de energia para revenda, por conta das condições hídricas mais adversas, impactou os números da companhia nesse trimestre, se sobressaindo a redução nas despesas com pessoal, material e serviços. Não obstante, o maior volume de provisões para risco legal também contribuiu para reversão do lucro registrado doze meses atrás em prejuízo de R$ 102 milhões nesse trimestre. Esse desempenho já era esperado e deve ter pouco impacto sobre os suas ações, que no curto prazo vão continuar respondendo, principalmente, ao andamento do processo de privatização.

Desempenho bom da Anima (ANIM3), mas dentro das expectativas. A instituição de ensino reportou números em linha com as previsões que destacamos na publicação matinal de ontem. Sobre o 4º Trim/16, a receita líquida cresceu 6,6% e, nos números ajustados pelos eventos considerados não recorrentes no trimestre, houve a reversão do EBITDA negativo para R$ 23,4 milhões agora e redução do prejuízo líquido para R$ 4,9 milhões, ante R$ 36,4 milhões. Com o resultado dentro das expectativas, não esperamos grande reação dos ativos ANIM3 em bolsa.

Linx (LINX3) faz mais uma aquisição. A companhia anunciou a compra integral da Itec que desenvolve softwares para o setor de farmácias, com foco em redes de médio e grande porte, e que teve um faturamento bruto nos últimos doze meses de R$ 10,5 milhões. A Linx pagará R$ 16,4 milhões à vista e poderá pagar outros R$ 9,1 milhões, aproximadamente, nos próximos três anos mediante ao atingimento de metas operacionais e financeiras da empresa adquirida. Entendemos que as ações LINX3 devem reagir positivamente, sobretudo por conta do múltiplo da aquisição ser um pouco menor do que as recentes transações do setor, preço à vista correspondente a 1,6 vez o faturamento anualizado versus o indicador geralmente acima de dois nas últimas aquisições.

Eucatex (EUCA3) reporta desempenho do 4T17. A companhia reportou elevação de 11,9% em sua receita líquida, fruto do melhor desempenho no mercado interno no segmento madeira que cresceu 14,5% se comparado ao 4T16. O EBITDA recorrente ficou 27,1% maior e a margem EBITDA veio em 18,7% ante 16,5% do 4T16. Este melhor desempenho vem do maior controle de despesas. O lucro líquido recorrente ficou 32,1% maior na mesma base de comparação. No entanto, se considerarmos o lucro líquido com os fatores não recorrentes, o resultado final teria uma queda de 79%, decorrente do processo de reestruturação que a empresa vem fazendo, sendo impactado principalmente pelo parcelamento dos impostos e gastos trabalhistas. Dado o melhor desempenho operacional, acreditamos que suas ações possam performar positivamente no pregão de hoje.

RD (RADL4) divulga proventos. A companhia pagará JCP de R$ 0,1548 por ação, ou R$ 0,1316 já líquido de impostos, ficando ex-jcp no dia 27/03. O pagamento será só no dia 03/12 e o yield é de apenas 0,1%.

Boas expectativas para o resultado da JSL (JSLG3). Depois dos ótimos números da Movida (MOVI3), subsidiária da companhia, após o pregão de hoje será a vez de conhecer o desempenho consolidado no 4º Trim/17 do grupo logístico. As estimativas de mercado dão conta de um avanço próximo a 9% para a receita líquida em relação ao 4º Trim/16, enquanto que para o EBITDA se espera crescimento bem maior, na casa dos 70%, além da reversão do prejuízo de R$ 150,4 milhões para lucro líquido em torno de R$ 20,0 milhões neste período. Em nossa avaliação, os papéis da JSL encontram-se bastante descontados em bolsa e o resultado trimestral pode acionar o gatilho para uma valorização no curto prazo.

Hermes Pardini (PARD3) também solta o balanço hoje. O instituto de medicina diagnóstica terá incremento em seu desempenho do 4º Trim/17 das aquisições realizadas no período, são essas o laboratório de análises clínicas Humberto Abrão e a Ecoar Medicina Diagnóstica. Com isso, aguarda-se forte evolução frente aos números reportados no último trimestre do ano retrasado, sendo que o faturamento, EBITDA e lucro líquido deverão crescer acima de 20%, 40% e 80%, respectivamente, de acordo com as previsões de mercado. Dessa forma, acreditamos que os ativos PARD3 poderão reagir antecipadamente nesta sessão.

Já a Ser Educacional (SEER3) divulga seu desempenho antes da abertura de amanhã. Esperam-se números satisfatórios da instituição de ensino superior por conta da sazonalidade do derradeiro trimestre do ano para o setor, onde não há captação de alunos, mas sim, maior evasão de estudantes. Mesmo assim, em relação ao quarto trimestre de 2016 devemos ver um avanço 8% na receita líquida, de 4% no EBITDA ajustado e um lucro líquido bem próximo do que foi reportado. Entretanto, vale salientar que nos últimos trimestres a Ser Educacional tem nos surpreendido e que não será novidade se seus números que conheceremos amanhã vierem além das previsões de mercado.

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