Sexta-feira, 22 de junho de 2018

 
 

Bom dia,


Todos os olhos na Rússia. A semana agitada, com destaque para a reunião do Copom na quarta, termina com agenda esvaziada por aqui, em dia que as atenções se voltam para a Rússia, onde a seleção enfrenta a Costa Rica precisando de uma boa vitória, após o empate na estreia contra a boa seleção suíça. Além disso, mercado deve seguir acompanhando o noticiário político.

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PMIs da Markit. Mais cedo, foi divulgada a prévia do PMI industrial de junho do Japão, que acelerou em relação ao resultado do mês anterior, com alguma pressão inflacionária, o que pode levantar questões quanto à tocada da política monetária por lá. Apesar disso, o número de novos pedidos de exportação desacelerou. Na Europa, os números também vieram mais positivos que os do mês anterior, mas quem ajudou nessa recuperação foi o setor de serviços, já que os PMIs industriais de França, Alemanha e da zona do euro como um todo seguem na mínima de um ano e meio. Mais tarde, saem os dados dos EUA.

Reunião da Opep também é destaque na agenda externa. O encontro dos países-membros da Opep deverá movimentar os mercados, sobretudo pela possibilidade de redução no programa de corte atualmente em vigor, ou seja, um novo acordo que poderá aumentar a produção da commodity, sendo que as especulações dão conta de pelo menos 600 mil barris adicionais por dia. O maior obstáculo a esse aumento era o Irã que parece ter sido convencido pela Arábia Saudita em apoiar o novo acordo. A decisão tende a movimentar bastante os preços do petróleo e os mercados bursáteis ao redor do globo.

Bolsas têm leve recuperação. Os índices asiáticos registraram leves ganhos nessa sexta-feira, mas ainda assim fecharam a semana com a maior perda vista desde fevereiro, sobretudo em razão dos temores envolvendo os potenciais impactos da guerra comercial entre os EUA e o gigante asiático. Na Europa, a maior parte das Bolsas também opera no azul nesta manhã, refletindo os indicadores econômicos do bloco, que comentamos acima.

 

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Petrobras (PETR4) tem decisão desfavorável na justiça. Ontem, a companhia obteve decisão desfavorável no Tribunal Superior do Trabalho, por 13 a 12 votos. A perda estimada com o processo é de R$ 17 bilhões, porém a petrolífera informou que ainda não irá provisionar tais valores e que espera a divulgação da decisão para tomar as medidas judiciais cabíveis. De toda forma, a notícia, que já se refletiu de forma negativa em seus papéis ao longo do último pregão, deve manter as ações PETR4 pressionadas no curto prazo.

Duratex (DTEX3) deseja criar fábrica de celulose. A Duratex fez uma joint venture com a austríaca Lenzing. A joint venture irá operar a fábrica e a floresta com participação acionária de 49% e 51% da Duratex e da Lenzing, respectivamente. Os resultados da nova companhia serão reconhecidos no resultado da Duratex por equivalência patrimonial. O acordo ainda estabelece a venda da totalidade da produção de celulose solúvel do tipo viscose para a Lenzing, em condições de mercado. A nova companhia estará localizada em Minas Gerais, na região do Triângulo Mineiro, próximo a São Paulo. A capacidade anual deste projeto deverá ser de 450 mil toneladas de celulose solúvel, com estimativa inicial de investimento para construção da joint venture de aproximadamente US$ 1 bilhão. A decisão final quanto à implementação do projeto ocorrerá no segundo semestre de 2019 e começo da produção está previsto para 2022.

Fitch eleva rating da Rumo (RAIL3). Apesar de manter a classificação de risco da empresa ainda abaixo do grau de investimento, a agência subiu a nota de crédito da companhia para BB e com perspectiva positiva para a próxima revisão. A melhora na geração operacional de resultados, a capitalização de R$ 2,6 bilhões que ocorreu no final de 2017 e a emissão no começo deste ano de R$ 2 bilhões em dívida externa com custo baixo são os elementos que fundamentam o up grade dado pela Fitch. A Rumo avançou importantes etapas no processo de reestruturação do seu endividamento e o contexto operacional se mostra promissor, como detalhamos mais em nosso relatório recente de análise de resultado  que fizemos do balanço do 1º Trim/18. A avaliação da Fitch corrobora o que vislumbramos para a Rumo e, portanto, esperamos que essa elevação de rating poderá favorecer os papéis RAIL3 em bolsa.

RD (RADL3) distribuirá JCP. A companhia comunicou que irá distribuir JCP no valor líquido de R$ 0,13037 por ação, a data ex-JCP é o dia 27 de junho. O pagamento será dia 03 de dezembro.

Localiza (RENT3) pagará JCP e abre recompra. Serão pagos R$ 42,9 milhões em juros sobre o capital próprio que corresponde a R$ 0,05 (valor líquido) por ação, aproximadamente, e equivalente a um yield de somente 0,2% frente a cotação de fechamento de ontem. Terão direito ao provento os investidores que estiverem posicionados ao fim do próximo dia 28, as ações ficam ex-JCP em 29/jun e o pagamento será feito em 16/ago/2018. Além dos proventos, a Localiza abriu um novo programa de recompra em que poderá adquirir até 43 milhões de ações, cerca de 6% de seu capital social, no prazo de um ano. Os eventos, especialmente a recompra, podem levar os títulos RENT3 para o campo positivo em bolsa.

Multiplan (MULT3) anuncia JCP e desdobramento de ações. A companhia paga R$ 0,4707 (valor já líquido de IR) por ação aos acionistas posicionados no dia 26 de junho, próxima terça, com os papéis ficando ex-JCP já na quarta. O yield é de 0,88% em relação ao fechamento de ontem. Pagamento será realizado até 31 de maio de 2019. Além disso, a Multiplan vai desdobrar suas ações na proporção de três ações para cada ação detida atualmente. O desdobramento ainda deve ser aprovado em assembleia, então não vai impactar a distribuição que comentamos.

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