Terça-feira, 22 de janeiro de 2019

 
 

Bom dia,


Política em destaque. Com a agenda econômica vazia nesta terça-feira, os holofotes ficarão voltados principalmente ao discurso de Jair Bolsonaro em Davos, ainda que aproposta para a reforma da previdência não seja apresentada. A tendência é que Bolsonaro aborde a necessidade do país retomar as relações comerciais "sem viés ideológico". Já a agenda de Paulo Guedes tem como prioridade atrair novos negócios e investidores. Seu discurso deve enfatizar a aceleração das privatizações e a busca pela redução do tamanho do Estado, sem trazer novidades a respeito da previdência, cuja expectativa, agora, é que seja anunciada no início da próxima semana. A disputa pela presidência do Senado, inclusive dentro dos próprios partidos, como no MDB, também fica no radar.

aConfiança tem ligeira melhora na Alemanha. O índice de expectativas registrou aumento de 2,5 pontos neste início de ano, surpreendendo frente a expectativa de uma nova deterioração. A melhora ocorreu porque os agentes já haviam se adiantado a riscos como a possibilidade de um Brexit mais duro e a desaceleração econômica na China, segundo o instituto responsável pela pesquisa. De toda forma, o índice de sentimento econômico segue no campo negativo, em -15,0 pontos, bem abaixo da média de longo prazo de 22,4 pontos positivos. 

Bolsas pressionadas lá fora. A revisão da projeção do FMI para o crescimento global anunciada ontem, a segunda em cerca de três meses, levou as Bolsas asiáticas a fecharem no vermelho nessa terça. Na Europa, os principais índices abriram no campo negativo, também por conta da indefinição em relação ao Brexit. Nos EUA, as bolsas devem voltar do feriado pressionadas, após algumas semanas positivas na esteira dos avanços nas negociações comerciais com a China. Por aqui, o mercado fica de olho no discurso de Bolsonaro em Davos, no comecinho da tarde.    

 

Carrefour (CRFB3) reporta prévia de vendas. As vendas consolidadas atingiram R$ 15,8 bilhões no 4T18, com o crescimento acelerando para 10,2% frente o mesmo período de 2017. No ano, as vendas brutas consolidadas do grupo, incluindo gasolina, atingiram R$ 56,3 bilhões, aumento de 7,6%. Já as vendas mesmas lojas registraram alta de 6,2% excluindo gasolina (5,8% incluindo gasolina) no 4T, o maior nível desde 1T17. O Atacadão continua apresentando crescimento acelerado e sendo o grande responsável pela melhora, apresentando elevação de 14,9%, já os hipermercados Carrefour subiram 1,6% em comparação ao 4T17. A companhia apresentará seu resultado final no dia 26 de fevereiro, após o fechamento do mercado. Esperamos uma reação positiva para suas ações no dia de hoje.

Klabin (KLBN11) altera distribuição de proventos.
A companhia pagaria R$ 250 milhões em JCP, mas houve uma revisão no cálculo do limite de pagamento de JCP no ano, então metade desse valor será distribuído como JCP e metade como dividendo. O valor líquido, dessa forma, é um pouco maior, passando de R$ 0,2019 para R$ 0,2197, já que não há incidência de IR sobre o valor dos dividendos. O yield da operação é de, 1,19%. Os papéis, no entanto, já estão ex dividendos desde o dia 21 de dezembro. Pagamento em 22 de fevereiro.

AGENDA DE DIVIDENDOS



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