Quarta-feira, 21 de março de 2018

 
 

Bom dia,


Copom e STF são foco de hoje. Com agenda de indicadores esvaziada, o mercado local fica à espera da decisão do Copom para a taxa de juros, onde a expectativa é de mais um corte de 0,25 p.p., já que o cenário para a inflação segue benigno. No entanto, ainda há divergência no mercado na projeção para a próxima reunião, com o mercado aguardando um comunicado mais claro quanto à decisão de interrupção ou continuidade dos cortes. Outro fator que deve chamar atenção e deixar o mercado bem volátil é a sessão do STF de hoje, que terá uma reunião administrativa para discutir a questão da prisão após condenação em segunda instância. 

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Taxa de juros e a fala de Powell determinantes para o dia de hoje. Com uma agenda mais fraca, o mercado está na expectativa da decisão do FOMC que sairá às 15h00. A expectativa é de mais uma elevação nos juros para o patamar entre 1,50% e 1,75%. Mas a trajetória dos juros para as próximas reuniões ainda está incerta. A projeção majoritária sendo de mais duas elevações, mas uma quarta elevação não é descartada pelo mercado. Desta forma, a entrevista de Jerome Powell, às 15h30, é muito importante, pois poderá dar uma sinalização mais clara ao mercado quanto à expectativa do novo mandatário do Fed para os juros.

Taxa de desemprego reduz no Reino Unido. Hoje cedo saiu o principal indicador do mercado de trabalho britânico, referente ao mês de janeiro deste ano, onde a taxa de desemprego caiu para 4,3%, ante 4,4% no derradeiro mês do ano passado. O número oficial veio melhor do que o estimado pelo mercado que aguardava a manutenção da taxa nessa leitura.

Bolsas pressionadas lá fora. Na expectativa pela reunião do FOMC, e especialmente temendo um tom mais hawkish no comunicado da autoridade monetária americana, as principais Bolsas operam ou já fecharam em queda nessa quarta-feira. O escândalo envolvendo a utilização ilegal de dados de usuários do Facebook pela Cambridge Analytica também continua pesando sobre as ações de tecnologia.

 

aWiz (WIZS3) inicia negociações com a Caixa Seguridade. Esse é um primeiro passo para estabelecer a posição da companhia tendo em vista as mudanças na atuação da Caixa Seguridade, com o novo acordo que está sendo negociado com a CNP e também com eventuais novos parceiros. Papéis podem responder positivamente no curto prazo, mas ainda vemos muitas incertezas envolvendo as negociações, o que acarreta em um patamar elevado de risco para os papéis da Wiz.

Resultado ainda muito pressionado da LPS Brasil (LPSB3). Algumas boas notícias, como o início da recuperação do mercado em SP, a atuação através de franquias, que já respondeu por quase 30% do volume intermediado pela companhia em 2017, e a redução de 9% nos custos e despesas também no acumulado do ano. Ainda assim, os números da empresa seguiram muito pressionados, com queda de 28 % no último trimestre do ano passado, na comparação com o 4T16, EBITDA recorrente de R$ 1,9 milhão e, se considerarmos os itens não recorrentes, o EBITDA ficaria negativo em R$ 13,3 milhões. Além disso, a companhia continuou apresentando prejuízo. Temos uma visão mais negativa para a companhia, não só pela retração que o mercado imobiliário mostrou nos últimos anos, mas também pelas mudanças que o setor de intermediação imobiliária vem passando, com as incorporadoras cada vez mais investindo em corretoras próprias, as chamadas “houses”, e o crescimento das corretoras on-line.

Desempenho forte da Tegma (TGMA3) que propôs proventos. O resultado do 4º Trim/17 superou as estimativas, com alta de 25,5% na receita líquida, de 37,5% no EBITDA ajustado e forte crescimento do lucro líquido para R$ 59,0 milhões, ante os R$ 12,6 milhões registrados no 4º Trim/16. Os números da companhia vieram superiores às expectativas, o que poderá levar as suas ações para o campo positivo no pregão de hoje. Além do balanço, a administração da Tegma já apresentou a proposta para a AGO de distribuir o montante de R$ 38,9 milhões em proventos, sendo R$ 27,4 milhões em dividendos e R$ 11,5 milhões via JCP. O valor total líquido desses proventos é de R$ 0,56 por ação, representando um yield de 2,4% sobre a cotação de fechamento de ontem. Os acionistas posicionados em 20/abr terão direito aos proventos, as ações ficam ex em 23/abr e o pagamento será feito em 4/mai/18.

Expressivo ganho de rentabilidade da Movida (MOVI3). A companhia de locação de veículos tem se beneficiado da retomada do setor e do ciclo de expansão dos seus negócios iniciado desde sua aquisição pelo grupo JSL (JSLG3), mas o destaque no 4º Trim/17 foi a elevação das margens da companhia. Na comparação com o 4º Trim/16, a receita líquida subiu 22,9%, o EBITDA saltou 41,1% e o lucro líquido de R$ 19,9 milhões foi muito superior ao R$ 1,1 milhão reportado. Seus números ficaram acima das previsões e, por isso, esperamos reação positiva de seus papéis hoje em bolsa.

DASA (DASA3) segue fazendo aquisições. O grupo de medicina diagnóstica adquiriu integralmente o Laboratório Deliberato de Análises Clínicas, sediado em Itaquaquecetuba-SP. No entanto, a empresa não revelou os valores da transação, assim como nenhuma informação acerca dos dados financeiros e operacionais da adquirida. Dessa forma, entendemos que o provável efeito positivo da notícia para suas ações em bolsa deverá ser mitigado pela falta de esclarecimentos sobre essa operação.

Cosan (CSAN3) fecha contrato na área de lubrificantes. A Moove, controlada integral da Cosan S/A, firmou um novo contrato com a norte-americana ExxonMobil, para produção, importação, distribuição e comercialização exclusiva de lubrificantes e especialidades da marca Mobil, por vinte anos,  no Brasil, na Bolívia, no Paraguai e Uruguai. Desde 2011 a Moove já é distribuidora exclusiva dos produtos Mobil nesses mercados. Portanto, a novidade deve ter influência apenas marginalmente positiva sobre CSAN3 hoje.

Bradespar (BRAP4) tem bons resultados, distribuição de proventos no radar. A venda das ações da CPFL Energia e a expressiva melhora no resultado da Vale impulsionaram os números da companhia no 4° trimestre, elevando o lucro líquido dos R$ 53,1 milhões registrados no 4T16 para R$ 1,335 bilhão agora. A companhia propôs a distribuição adicional de R$ 433,0 milhões em dividendos, sendo aproximadamente R$ 1,23 por ação preferencial, o que equivale a um yield de 4,1% frente ao fechamento de ontem. As condições desse pagamento devem ser deliberadas em AGO marcada para o próximo dia 27/04. Suas ações devem responder de forma positiva à divulgação.

Magnesita (MAGG3) segue com prejuízo. A venda do negócio de tijolos de magnésia carbono, em Oberhausen, na Alemanha, no final do último ano, pressionou os números da companhia, levando a um prejuízo de US$ 11,6 milhões no trimestre, frente ao prejuízo de US$ 7,2 milhões registrados no resultado imediatamente anterior e ao lucro de US$ 93,0 milhões de doze meses atrás. Em termos operacionais, houve algumas melhoras, sobretudo por conta da maior venda de refratários para o setor siderúrgico, em praticamente todos os mercados de atuação. Contudo, vislumbramos que essa divulgação deve ter pouca influência sobre suas ações, que seguem respondendo mais ao processo de combinação dos negócios com a RHI, previsto, inicialmente, para ser concluído ainda esse ano.

Anima (ANIM3) publicará resultado após o pregão. Na comparação com o frágil balanço do 4º Trim/16, a instituição de ensino superior deverá apresentar boa performance, com estimativas dando conta de crescimento de 7% na receita líquida e as reversões do EBITDA negativo em R$ 11,0 milhões e do prejuízo de R$ 36,4 milhões para números positivos no 4º Trim/17. Diante dessas expectativas, os papéis ANIM3 poderão reagir positivamente na sessão de hoje.

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