Terça-Feira, 21 de março de 2017

 
 

Bom dia,


1Agenda doméstica fraca. Nessa terça, a agenda econômica doméstica tem apenas a sondagem industrial referente a fevereiro, que deve ser divulgada no final da manhã pelo CNI. Os números de janeiro, divulgados no mês passado, continuaram fracos, mas a CNI destacou alguns sinais de melhora. Para a divulgação de hoje, é ficar de olho se esses sinais ganharam ou perderam força em fevereiro.

a
Inflação do Reino Unido apresenta o maior nível em mais de 3 anos. A inflação ao consumidor (CPI) no Reino Unido apresentou o seu maior nível em quase três anos, neste mês de fevereiro, impulsionada pela forte desvalorização que a libra esterlina vem acumulando desde a vitória do Brexit. O CPI subiu 2,3% na comparação anual de fevereiro, registrando a maior alta desde setembro de 2013, segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas britânico. E também ficou acima da estimativa média de mercado, que apontavam para alta de 2,1% e maior que o 1,8% reportados na última divulgação. O núcleo do CPI, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, subiu 0,8% em fevereiro ante o mês anterior e registrou acréscimo anual de 2%.

EUA tem agenda bem tranquila. Hoje teremos o saldo em conta corrente às 09h30, com expectativa de um déficit de US$ 128 bilhões. Além da fala de três presidentes regionais do Fed: Esther George, de Kansas, às 13h, Loretta Mester, de Cleveland, às 19h e Eric Rosengren, de Boston, às 22h45. Mas nenhum destes dirigentes votam esse ano, dessa forma, o mercado aguarda mesmo é o discurso de Yellen na quinta-feira.

Conference Board divulgará indicadores de atividade econômica chinesa. Em janeiro, a economia chinesa continuou mostrando expansão, com o indicador antecedente de atividade avançando 1,1 ponto e o coincidente subindo 0,9 ponto. Hoje, saem os números de fevereiro e após alguns sinais mistos da atividade econômica nesse começo de ano, devem receber bastante atenção dos mercados. Dados devem sair no final da manhã.

Bolsas mundo afora estão majoritariamente no campo positivo. O mercado bursátil europeu opera em leve alta nesta terça-feira, em meio aos novos dados do Reino Unido (tem texto mais detalhado acima) e também de olhos nas eleições na França em que se diminuiu o receio após pesquisas mostrarem que o candidato Emmanuel Macron se saiu melhor que a candidata Marine Le Pen no último debate eleitoral. Na Ásia, os mercados acionários de Shanghai e Hong Kong encerraram com tímidos avanços, com o Nikkei destoando da tendência positiva e fechando com leve queda. Entre as principais commodities, o petróleo recupera parte das perdas da véspera com mercado considerando um possível aumento dos cortes da OPEP enquanto a oferta norte-americana segue pesando no mercado, já o minério de ferro registrou forte queda hoje, desafiando a esperança de aumento na demanda no curto/médio prazo. Esses bons ventos externos não colocam, no entanto, em segundo plano o contexto político interno, portanto, o Ibovespa deverá ter mais um dia bastante volátil.


 
a
Eztec (EZTC3) divulga resultado sólido ainda que mais tímido que o de um ano antes. A incorporadora viu seus números encolherem na comparação com o mesmo período do ano anterior, com queda de 33% na receita líquida e tombo similar no lucro líquido. Porém, essa retração já era mais que esperada tendo em vista o panorama para o segmento de atuação e o alto volume de distratos no ano. Além disso, na comparação com o trimestre imediatamente anterior, já vemos uma boa recuperação de margens, que foi muito impactada pelos distratos no 3T16, trimestre que teve vendas líquidas negativas (ou seja, teve mais cancelamento de contrato do que venda). No 4T16, as vendas voltaram para o positivo, com distratos já caindo um pouco. A expectativa é que em 2017, os distratos continuem em um patamar historicamente elevado, mas inferior ao de 2016, o que deve ajudar as margens da Eztec, apesar de esperarmos mais retração da receita, tendo em vista que os últimos anos foram de lançamentos escassos. Apesar do cenário de curto prazo se manter desafiador para o setor no tocante a demanda, o fato da companhia conseguir entregar margem líquida de 45,6% mesmo em meio a uma das piores crises que as incorporadoras já enfrentaram, como foi nesse 4T16, nos dá maior segurança para manter nossa recomendação de compra, tendo em vista também fatores como mudanças regulatórias favoráveis que estão sendo negociadas com o governo e a aceleração esperada para o ciclo de queda de juros que favorece muito o setor.

Triunfo (TPIS3) informa vencimento antecipado de debênture de controlada. A companhia foi notificada pelo agente fiduciário da emissão da Vessel-Log sobre o vencimento antecipado das debêntures cujo saldo em dezembro era de R$ 75,1 milhões. A companhia apenas afirmou que “mantém as tratativas para liquidação da Debênture e manterá o mercado devidamente informado a respeito da matéria tratada neste Fato Relevante”. Essa notícia deve manter os papéis da companhia pressionados no pregão de hoje.

Mesmo sem envolvimento, o Frigorifico Minerva (BEEF3) sofreu. As ações da Minerva desde o início da Operação Carne Fraca já acumulam perda de quase 10%, mesmo que seus frigoríficos não tenham sido citados na operação. A grande dúvida e o que levou a derrocada das ações de todos os frigoríficos na bolsa, são as sanções do mercado externo quanto à carne brasileira. Vários países já bloquearam as suas fronteiras proibindo a entrada da carne até que sejam resolvidos todos os problemas citados. Vale comentar que alguns países, como a Coreia do Sul, enviaram seus próprios fiscais para acompanhar a produção e acabaram por tirar o embargo. No entanto, vários outros países ainda mantém seus embargos e exigem esclarecimentos. As denúncias são graves e os culpados deverão ser penalizados, entretanto, o que não se pode é generalizar e prejudicar companhias que não estejam envolvidas. Além disso, o Brasil, sendo um dos principais exportadores de proteína animal é muito importante para os mercados. Desta forma, acreditamos que quando as informações ficarem mais claras e os culpados forem penalizados o mercado começará a se equilibrar gerando grande oportunidade para aquelas empresas que estão trabalhando dentro da normalidade. Visando esta melhora do mercado o frigorífico Minerva anunciou o seu plano de recompra de ações, prevê adquirir até 9.247.149 ações ordinárias, correspondentes a 4,02% do total de ações de emissão da companhia e a até 10% das ações em circulação hoje. O prazo para realização das compras e aquisições é de 18 meses, iniciando-se em 21 de março e encerrando-se em 21 de setembro de 2018.

MALHE Metal Leve (LEVE3) reporta fraco resultado. No 4T16 os números da companhia foram afetados por eventos não recorrentes, como a realização de impairment de ativos no montante de R$ 188,6 milhões e aumento nas provisões  para contingências trabalhistas e fiscais. Todavia, mesmo expurgando tais eventos o resultado da companhia ficou aquém das expectativas. Questões como a fraca demanda doméstica e a valorização do real ante o dólar, que prejudicou o desempenho das exportações, pressionaram o faturamento do período. Não obstante, o rígido controle sobre custos e despesas foi compensado pela reoneração da folha de pagamentos e menor diluição dos custos fixos. Com isso, a margem EBITDA ajustada saiu dos 11,8% registrados doze meses atras para 8,4% neste 4T16. Diante desses números, ainda mais fracos do que já era esperado, os papéis da companhia podem ficar pressionados no pregão de hoje.

Bons números apresentados pela Qualicorp (QUAL3), mas dentro das expectativas. A administradora de planos de saúde divulgou seus resultados no 4º Trim/16 que vieram em linha com as estimativas de mercado, o que deverá influenciar parcialmente suas ações no pregão de hoje. A receita líquida subiu 10,8%, o EBITDA ajustado cresceu 27,5% e o lucro líquido +27,7%, todos na comparação com o 4º Trim/15. Seu desempenho no derradeiro trimestre de 2016 somente reforçou nossa recomendação de compra para os ativos QUAL3 que, em nossa avaliação, estão bastante descontados em bolsa (preço-alvo R$ 29,00 versus cotação R$ 18,75 em 20/mar/17).

JCP da Telefônica Brasil (VIVT3/VIVT4). O conselho de administração da companhia aprovou a distribuição de juros sobre o capital próprio (JCP) no montante bruto de R$ 350,0 milhões, aproximadamente R$ 0,19 por ação ordinária (VIVT3) e R$ 0,21 por ação preferencial (VIVT4) e correspondente a um yield de 0,5% para ambas. Os acionistas posicionados ao fim do pregão de 31/mar/17 terão direito aos proventos, as ações ficam ex-JCP a partir de 03/abr/17 e o pagamento será definido pela diretoria da companhia até o final do exercício de 2018.

Time For Fun (SHOW3) propõe pagamento de R$ 6,3 milhões em dividendos. A T4F divulgou a proposta para a Assembleia Geral Ordinária (AGO) dos acionistas que será realizada em 20/abr/17. Pela proposta da administração, que precisa ser aprovada em AGO, a companhia pagará cerca de R$ 6,3 milhões, aproximadamente R$ 0,09 por ação, na forma de dividendos aos seus acionistas, o que diante da cotação de 20/mar/17 corresponde a um dividend yield de 1,4%. Data ex e de pagamento serão definidas na AGO.

Vale (VALE5) tem rating elevado e anuncia distribuição de proventos. A agência de classificação de risco Moodys elevou a nota da mineradora de "Ba3" para "Ba2" (que ainda faz parte da categoria de especulação) com perspectiva positiva. Segundo a agência essa mudança reflete a disciplina financeira e a estimativa de redução de sua alavancagem. Ainda no radar, o conselho de administração da companhia aprovou a distribuição de R$ 4,6 bilhões em JCP, o equivalente a R$ 0,9055 por ação. O yield líquido com base no fechamento de ontem é de aproximadamente 2,5%. Papéis passam a ser negociados como ex proventos em 21/04 e o pagamento deve ocorrer já no dia 28/04/2017. Diante de tais novidades os papéis da mineradora podem apresentar desempenho positivo no pregão de hoje.

AGENDA DE DIVIDENDOS


AGENDA DE RESULTADOS


Bons negócios.