Quarta-feira, 20 de junho de 2018

 
 

Bom dia,


Teremos nova surpresa no Copom? Na última reunião do comitê de política monetária do Banco Central, o mercado dava como certo um novo corte de 0,25 p.p. na taxa básica de juros. O comitê optou por manter a Selic em 6,5%. De lá para cá, o cenário se agravou. Especialmente pela pressão que temos visto no câmbio, com forte desvalorização do real. Lá fora, o FOMC deu sinais de que podem ser quatro altas nos juros americanos nesse ano ao invés de três. Dessa forma, apesar de apostar na manutenção dos juros novamente na reunião de hoje do Copom (o Focus dessa semana traz a projeção para Selic em 6,5% para o final desse ano), o mercado está “com a pulga atrás da orelha”. A aposta na manutenção é bem menos confiante do que era a aposta no corte na reunião anterior e a decisão do comitê, assim como os sinais no seu comunicado, devem ser acompanhados de perto após o final do pregão de hoje.

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Bancos Centrais em destaque lá fora. Os investidores seguirão atentos ao fórum do BCE em Portugal, hoje, que além de Mario Draghi também conta com a presença dos presidentes do Fed e do BoJ, Jerome Powell e Haruhiko Kuroda, onde pode haver alguma sinalização a respeito da condução da política monetária. Em termos de indicadores macroeconômicos, haverá apenas a divulgação do número de venda de moradias usadas nos EUA, que não deve trazer novidades, e o volume dos estoques de petróleo bruto por lá, o que sempre acaba movimentando a cotação da commodity.
   
Bolsas em leve recuperação. Após uma terça-feira de perdas expressivas, hoje a maior parte das Bolsas asiáticas fecharam em ligeira alta, refletindo um alívio momentâneo nos temores ligados a guerra comercial, já que não houve novas ofensivas ao longo do dia de ontem. Na Europa, os índices oscilam entre a estabilidade e ganhos modestos, com as atenções voltadas para a reunião de autoridades monetárias, que citamos acima, e para o início dos encontros de membros da OPEP, em Viena.

 

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Faturamento da Randon (RAPT4) segue em alta. Em maio, a receita líquida consolidada da companhia avançou 17,5%, em doze meses, ao atingir R$ 288,7 milhões. Com isso, no acumulado até maio, o faturamento da companhia já é de aproximadamente R$ 1,6 bilhão, crescimento de 48,6% ante o mesmo período do ano anterior. Os papéis da companhia devem responder de forma positiva à divulgação.

Grupo Notre Dame Intermédica (GNDI3) faz primeira aquisição pós-IPO. Após a entrada de recursos com a oferta de ações, o grupo de saúde comunicou a celebração do acordo para adquirir o grupo Samed que atua no interior do estado de São Paulo, possuindo uma carteira com 80 mil beneficiários, aproximadamente. Além dos usuários, a empresa conta com um hospital geral com 102 leitos localizado em Mogi das Cruzes, três centros clínicos e um laboratório de análises clínicas com seis pontos de coleta na região. Em 2017, o grupo Samed teve faturamento líquido de R$ 214 milhões e índice sinistralidade caixa de 74,5%. O preço da transação será equivalente a oito vezes o EBITDA ajustado no ano passado, sendo que o valor, descontado do endividamento da incorporada, será pago à vista pelo grupo Notre Dame Intermédica. Cabe registrar que a compra está sujeita a aprovação da ANS e do CADE para ser efetivada. Entendemos que este é um pequeno movimento de mercado, uma vez que incrementará somente em 4% a receita líquida do grupo, mas pode sinalizar o apetite da companhia por aquisições e fazer as ações GNDI3 reagir positivo em bolsa.

Lojas Renner (LREN3) distribui JCP. A companhia aprovou a distribuição de JCP correspondente ao valor (líquido de IR) de R$ 0,0622 por ação, ficando ex-JCP no dia 25 de junho. O pagamento dos juros sobre o capital próprio acima declarado será efetuado até 10 dias após a realização da assembléia ordinária do ano que vem, 2019.

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