Sexta-feira, 20 de julho de 2018

 
 

Bom dia,


Sondagem industrial sinaliza queda em julho. A prévia para o mês atual da confiança dos agentes do setor industrial, feita pela FGV, apurou redução de 0,5 ponto no índice principal, que ficou em 99,6 pontos, menor patamar desde janeiro deste ano. Adicionalmente, a leitura preliminar de julho indica o segundo mês de recuo no nível de utilização da capacidade instalada da indústria brasileira, ao sair de 76,2% em jun/18 para os 75,9% nos dados preliminares deste mês. O resultado final da pesquisa será divulgado na próxima sexta-feira, dia 27.

Conforme o esperado, IPCA-15 desacelerou em julho. Após o repique de preços registrados na apuração de junho, que foi impactada pela greve dos caminhoneiros, o IPCA-15 referente a este mês arrefeceu para 0,64%, em linha com as previsões de mercado. Apesar da desaceleração, vale destacar que na passagem de junho para julho os grupos de alimentos e bebidas (0,61%), transportes (0,79%) e habitação (1,99%) foram os que mais contribuíram para o avanço do indicador.

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Agenda amena nos EUA coloca política em evidência. Entre os poucos eventos da agenda norte-americana dessa sexta-feira, o discurso de James Bullard não deve exercer influência relevante sobre os mercados, já que o chairman do Fed de St. Louis só vota no comitê de política monetária em 2019. Já o indicador de perfuração de poços certamente irá movimentar a cotação do petróleo, enquanto os investidores devem seguir atentos à postura de Trump, sobretudo no que tange as relações comerciais.
   
Balança de pagamentos da Zona do Euro diminui superávit. O excedente da balança de pagamentos do bloco saiu dos € 30 bilhões registrados em abril para € 22 bilhões em maio, sobretudo em razão do menor superávit em renda primária e serviços. No acumulado de doze meses até maio, o superávit é de € 406 bilhões, o equivalente a cerca  de 3,6% do PIB do bloco. De toda forma, a divulgação não traz impacto para os ativos de renda variável nessa sexta-feira.

Trump pressiona Bolsas novamente. As Bolsas europeias ameaçaram abrir no campo positivo, seguindo o otimismo do mercado chinês, que se recuperou de uma semana pesada para as Bolsas locais na esteira de notícias dando conta que o banco central chinês vai intervir para incentivar o mercado local de títulos corporativos. A Bolsa de Shanghai fechou em alta superior a 2% na esperança que essa ação marque o início de atitudes do PBoC para estimular a economia doméstica e conter a desaceleração do crescimento. Após o fechamento na Ásia, porém, uma nova parte da entrevista do presidente Trump para o canal de notícia CNBC (a mesma em que ele criticou a postura do Fed e mexeu com os mercados ontem) foi ao ar e nela Trump disse que estaria pronto para taxar até US$ 500 bilhões em produtos chineses. Foi o estopim para as Bolsas europeias inverterem o sinal e para os índices futuros americanos sinalizarem um dia negativo. Por aqui, a aproximação do chamado “centrão” com a candidatura do ex-governador de SP animou o mercado no final do pregão de ontem e pode amenizar o clima mais pessimista vindo do mercado externo.

 
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Balanço da TIM (TIMP3) ficou dentro do esperado. A operadora de telefonia apresentou seu resultado do 2º Trim/18 em que registrou crescimento de 5,8% na receita líquida em relação ao segundo trimestre de 2017 mesmo com a redução de 7% na base de clientes móveis e cortes nas tarifas regulatórias que foram compensados por serviços de maior valor agregado, tal como banda larga fixa. Em função das menores despesas de comercialização, diante da estratégia de eficiência da companhia, houve bom ganho de margem entre os períodos e boa evolução de EBITDA normalizado (+12,7%) e lucro líquido (+53,2%). Além do balanço, a TIM anunciou a distribuição de juros sobre o capital próprio (JCP) no montante de R$ 240 milhões aos acionistas posicionados na próxima quarta-feira (25/jul), com as ações ficando ex-JCP a partir do pregão de 26/jul, porém o pagamento só ocorrerá a partir de 13/nov/18. Aproximadamente, o valor líquido por ação é de R$ 0,08 e o yield considerando a cotação de fechamento de ontem é de apenas 0,6%. Apesar do desempenho dentro das estimativas, acreditamos que os ativos TIMP3 poderão reagir positivamente na sessão de hoje.

Faturamento da Randon (RAPT4) e da Fras-le (FRAS3) em alta. No caso da Randon, a receita líquida consolidada avançou 46,1% em junho, frente ao mesmo período de 2017, alcançando R$ 360,8 milhões. Dessa forma, mesmo diante da greve dos caminhoneiros, que afetou o desempenho de maio, o faturamento da companhia no 2T18 deve ser quase 40% superior ao registrado um ano atrás, corroborando boas perspectivas para o resultado que será divulgado no próximo dia 08/08. Já a receita líquida da Fras-Le atingiu R$ 102,3 milhões no último mês, alta de 45,5% na comparação anual. No acumulado do 2T18, o faturamento da companhia registra alta de cerca de 30% frente ao 2T17. Vislumbramos que os papéis RAPT4 e FRAS3 devem responder de forma positiva às divulgações.

Copel (CPLE6) anuncia inicio da operação comercial de empreendimento de transmissão. A linha de transmissão  Araraquara II – Taubaté entrou em operação comercial, com dois meses de atraso ante a previsão inicial (que era maio/18). O empreendimento adiciona R$ 29,8 milhões à Receita Anual Permitida da companhia, o que equivale a cerca de 4% da receita consolidada de transmissão da companhia no 1T18. O contrato dessa concessão tem vigência até 2040. Todavia, a novidade deve trazer pouca influência para as ações da companhia hoje.

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