Quinta-Feira, 20 de abril de 2017

 
 

Bom dia,


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IPC acelera para 0,43%. O índice de preço ao consumidor da segunda quadrissemana de abril acelerou para 0,43% contra 0,31% na primeira leitura do mês, de acordo com os dados divulgados pela Fipe. E o resultado ficou levemente abaixo do projetado pelo mercado que apontavam para uma alta de 0,44%. Os custos de cinco dos sete componentes do IPC-Fipe avançaram de forma mais forte sendo eles o de Habitação (de +0,32% para +0,48%), de Alimentação (+0,84% para +1,07%), de Despesas Pessoais (+0,23% para +0,28%), de Saúde (de +0,87% para +1,18%) e de Educação (de +0,06% para +0,11%).

Inflação acumulada está menor que a meta! Saiu agora pela manhã a prévia do IPCA para o mês de abr/17 que veio ligeiramente abaixo das projeções de mercado. Houve avanço de 0,21% em relação ao mês anterior em função, sobretudo, da alta nos preços dos grupos de Alimentação e Bebidas (+0,31%) e Saúde e Cuidados Pessoais (+0,91). Todavia, a taxa acumulada nos últimos doze meses desacelerou para 4,41%, ante os 4,73% registrados na leitura passada, reforçando que a trajetória para o índice oficial de inflação no país é de arrefecimento e convergência para o centro da meta (4,5% ao ano) do Banco Central.
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Agenda mais amena nos EUA, ao contrário do cenário geopolítico. Hoje, pouco destaque para os números de pedidos de auxílio desemprego do Departamento do Trabalho, os indicadores antecedentes de atividade do Conference Board e a sondagem industrial do FED da Filadélfia, todos indicadores secundários que devem ter pouco ou nenhum impacto nos mercados, que continuam de olho nos resultados corporativos por lá e no acirramento da tensão entre EUA e Coreia do Norte, com novas ameaças de parte a parte.

Indicadores devem ficar em segundo plano na Europa. A agenda de indicadores conta com a confiança do consumidor, que sai logo mais às 11h00, e com dados relativos à construção civil de fevereiro no bloco, que vieram bem fortes no começo da manhã, mostrando boa recuperação contra a forte queda de janeiro. Porém, a aprovação da antecipação das eleições no Reino Unido e a proximidade da eleição francesa ditam o ritmo dos mercados por lá. Na França, mais uma pesquisa de intenção de voto foi divulgada, sem sinais claros do que deve acontecer domingo. O levantamento traz Emmanuel Macron em primeiro com 23% das intenções de voto, tecnicamente empatado com Marine Le Pen, que atingiu 22,25%. Mas a grande preocupação é que mais de 30% dos entrevistados falaram que ainda estão indecisos, o que, aliado a baixa credibilidade dos institutos de pesquisa em todo o mundo ultimamente, gera bastante incerteza sobre a corrida eleitoral por lá.

Bolsas em ritmo de cautela. As principais Bolsas da Europa operam próximas da estabilidade nessa quinta-feira, do mesmo modo fechou a Bolsa de Tóquio mais cedo. O cenário político domina o noticiário em dia fraco de indicadores, como comentamos nos textos acima sobre o cenário externo. Já Shanghai e Hong Kong, tiveram um pregão de recuperação após sessões de forte baixa desde o final da semana passada. Por aqui, o mercado acionário deve ser tomado pelo mesmo sentimento de cautela, especialmente por ser o último pregão antes da eleição francesa, haja vista o feriado de Tiradentes amanhã.

 
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AGO da Time For Fun (SHOW3) será hoje. A Assembleia Geral Ordinária (AGO) dos acionistas será realizada no decorrer do dia de hoje e entre as propostas que deverão ser aprovadas está o pagamento de R$ 6,3 milhões em dividendos. Esse montante equivale a, aproximadamente, R$ 0,09 por ação e, diante da cotação de fechamento de ontem, representam um dividend yield de 1,4%. Muito possivelmente, os investidores que estiverem posicionados na base acionária da companhia ao fim do pregão de hoje terão direito aos dividendos.

Agora, Advanced Digital Health (ADHM3) anuncia os planos de governança corporativa. A companhia pré-operacional de medicina preventiva divulgou os próximos passos em seu planejamento corporativo. A companhia planeja elevar o número de assentos no conselho de administração, expandindo de três para cinco membros, com a participação de especialistas no setor de saúde e tecnologia e do mercado financeiro, visando refletir a representatividade de acionistas brasileiros e estrangeiros. Além disso, atualmente, a ADH possui free float ao redor de 23% e pretende alcançar os 25% durante esse segundo trimestre do ano. Cabe ressaltar que está quantidade de ações em circulação é requerida por alguns investidores internacionais e institucionais para adquirir ações. Adicionalmente, a empresa planeja a realização de apresentações institucionais (non deal roadshow) para detalhar seu projeto para investidores atuais e potenciais, tanto no Brasil quanto no exterior, com o objetivo de diversificação e dispersão de sua base acionária. Entendemos que o movimento de alta dos ativos ADHM3 deverá continuar no pregão de hoje.

JBS (JBSS3) deve retomar as atividades. A companhia retomará as atividades de seis das dez unidades de abate de bovinos que estavam em férias coletivas, na próxima segunda feira. Desde que foi deflagrada a operação Carne Fraca, que acabou por barrar as exportações para alguns países de proteína animal proveniente do Brasil, a companhia vem avaliando toda a sua operação no Brasil. Além das unidades fechadas por conta da fiscalização da polícia federal, a companhia decidiu dar férias coletivas de 20 dias para seus funcionários em 10 unidades, pretendendo agora retomar as operações em apenas seis delas. Consideramos que está notícia é positiva para a empresa, já que alguns países já liberaram suas importações do Brasil, entretanto, ainda recomendamos cautela para os investimentos no setor, principalmente nas companhias envolvidas.

Aumento de preços favorece desempenho da Usiminas (USIM5). Após trimestres consecutivos de prejuízo e fraco desempenho operacional, enfim os números da siderúrgica começaram a sinalizar alguma reação. O reajuste de preços de aço, de 9,9% no mercado doméstico e 10,9% no externo, foram os principais propulsores da receita no período. Com a recuperação no volume de exportações  e estabilidade no mercado doméstico, o volume vendido de aço avançou 4,3% ante o trimestre anterior. Já o maior dispêndio com matérias primas foi compensado pelo menor custo com movimentação de estoques, provisão para devedores de liquidação duvidosa e outros gastos não recorrentes, propiciando a recuperação de margens. Ainda que os números tenham superado as estimativas, o impacto sobre seus papéis deve ser apenas marginalmente positivo, pois  os mesmos já reagiram bem quando os resultados "vazaram" no começo da semana.
 
Vale (VALE5) segue batendo recorde de produção. A produção de minério de ferro 86,2 mil toneladas neste 1° trim, alta de 11,2% em doze meses e volume recorde para um primeiro trimestre. O ramp up dos projetos S11D e Itabiritos foram os principais drivers para esse desempenho. Na comparação com 4T16, o volume produzido caiu 6,7%, em função da sazonalidade climática do período. Em carvão também houve recorde de produção, com o melhor desempenho em Moçambique compensando o fim das operações na Austrália. Já a produção dos outros metais foi afetada principalmente por paradas para manutenção e dificuldades pontuais em determinadas plantas. Esse desempenho operacional aliado aos preços mais favoráveis registrados no começo desse ano perfaz boas expectativas com relação ao resultado financeiro que deve ser divulgado na próxima quinta-feira. Papéis podem reagir de forma positiva hoje.



Cenário continua desafiador para Randon (RAPT4). A companhia divulgou a receita líquida de março, onde houve queda de 10,1% em doze meses. No acumulado do 1° trim/17 o faturamento consolidado recuou 21,1% frente ao mesmo período de 2016.  Vale lembrar que essa queda se dá em cima de uma base já debilitada. Ou seja, a divulgação mostra que a despeito da melhora em índices de confiança e até mesmo de produção o contexto segue bastante desafiador para Randon, corroborando a perspectiva de resultados ainda bem pressionados nesse início de ano. Seus papéis podem reagir de forma marginalmente negativa a tal desempenho.

Restoque (LLIS3) tem rating colocado em perspectiva negativa. Notícia negativa para a Le Lis Blanc no pregão de hoje, tudo porque a Fitch colocou o rating da companhia em observação negativa. Desta forma, acreditamos que suas ações tendem a performar negativamente.

Aumento de capital na Comgás (CGAS5). A companhia propôs o aumento de capital no valor de R$ 168,8 milhões, mediante a emissão de 2,724 milhões de ações, o que equivale a um potencial de diluição de 2,10%. Terão direito de participar do aumento de capital os acionistas titulares de ações no dia 26/04/17 e o preço estabelecido conforme a média dos últimos 30 dias é de R$ 42,53 para CGAS3 e R$ 46,41 para as CGAS5, o que equivale a um ágio de 0,6% e a um deságio de 3,7% respectivamente, em relação ao fechamento de ontem.

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Bons negócios.