Quarta-feira, 19 de setembro de 2018

 
 

Bom dia,


Pesquisa eleitoral à frente do Copom nas preocupações do mercado. Com a expectativa de manutenção da taxa Selic hoje, o cenário político permanece ditando a direção do mercado. A pesquisa Ibope divulgada ontem trouxe grande salto de Haddad, traçando um cenário de segundo turno entre ele e Bolsonaro, que continua na liderança e ganhando votos. O forte crescimento, em curto período, de Haddad já começa apontar a transferência dos votos de Lula. Já Ciro Gomes ficou estável e do lado inverso, Alckmin e Marina continuam caindo pelas tabelas. Sobre a agenda de indicadores, o único dado que saiu foi o monitor do PIB que apontou para uma alta de 0,4% da atividade econômica em julho na comparação com junho.

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Inflação acelera no Reino Unido. O índice de preços ao consumidor acumulado em doze meses registrou alta de 2,7% em agosto, acelerando frente aos 2,5% da última leitura e aos 2,4% estimados. Esse desempenho reflete principalmente a alta no preço dos transportes e em habitação e serviços domésticos, sendo parcialmente compensada pela deflação no grupo de bens e serviços diversos.
   
Política e construção civil no radar norte-americano. Na agenda desta quarta-feira, destaque para a divulgação do  número de novas construções residenciais em agosto, que deve denotar ligeira aceleração frente à última leitura. Para as transações correntes, a expectativa é de uma redução no déficit do segundo trimestre. O mercado também deve ficar atento ao estoque de petróleo bruto na última semana, o que certamente irá movimentar a cotação da commodity ao longo do dia. Entretanto, as relações comerciais entre EUA e China também continuam em foco, ainda que o escalonamento da taxação imposta por Trump tenha aliviado as tensões mundo afora ontem.

Bolsas no campo positivo. A alta foi mais forte nos pregões asiáticos do que está sendo na Europa, com o noticiário agitado na região. Em resposta às tarifas anunciadas anteontem pelo presidente americano, a China vai taxar entre 5% e 10% o equivalente a US$ 60 bilhões em produtos americanos. Assim como as tarifas americanas, a resposta foi mais branda que o esperado pelo mercado, acalma os investidores e renova a esperança de um acordo. Além disso, houve a decisão do Banco Central japonês. O BoJ decidiu manter a sua política de estímulos e o presidente da instituição sinalizou que isso se manterá até a inflação chegar a meta do banco.

 
  

Faturamento da Randon (RAPT4) segue em alta. Em agosto, a receita líquida da companhia atingiu R$ 419,8 milhões, alta de 9% ante o mês anterior e de mais de 50% na comparação anual. Entre julho e agosto, o faturamento sobe quase 55% ante o mesmo período do ano anterior, trazendo boas perspectivas para o resultado do terceiro trimestre, que será divulgado em novembro. Já no acumulado do ano, a receita líquida é de R$ 2,7 bilhões, crescimento de 50%, sinalizando que a companhia deve cumprir ou até superar o guidance de R$ 3,6 bilhões. Suas ações devem responder de forma positiva à novidade.

Weg (WEGE3) irá distribuir JCP. A distribuição é pequena, de R$ 0,0333 por ação, valor já líquido de IR. Os papéis ficarão ex-proventos na próxima segunda-feira (24/09) e o pagamento deve ocorrer em 13 de março de 2019.

Sapore discorda do cancelamento do acordo com a IMC (MEAL3). A IMC comunicou ao mercado que recebeu carta da Sapore comunicando sua discordância em relação aos termos da notificação enviada ontem pela companhia sobre denúncia ao acordo de união de suas operações e que se reservam “o direito de buscar todas as medidas cabíveis para defender nossos interesses e resguardar os direitos previstos no Acordo de Associação”. A posição da IMC é que a denúncia do acordo foi feita nos termos autorizados pelo documento.

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