Terça-feira, 19 de junho de 2018

 
 

Bom dia,


Inflação avança, mas não deve influenciar juros. O IGP-M apresentou alta de 1,75% no segundo decênio desse mês, frente a alta de 1,20% registrada na leitura anterior, puxada tanto pelo índice de preços ao produtor, devido a elevação dos preços em produtos agropecuários, principalmente, quanto pela inflação ao consumidor, onde houve acréscimo na taxa de variação de cinco das oito classes de despesas, com destaque para os grupos alimentação e transportes. Essas mesmas categorias também puxaram o IPC - Fipe, que mede a inflação no município de São Paulo, onde a alta foi de 0,84% na 2° quadrissemana de junho. Contudo, vale ressaltar que esse desempenho é tido como pontual e reflete, em boa medida, a greve dos caminhoneiros no finalzinho de maio, portanto, os índices pouco devem influenciar a Selic, que começa a ser discutida pelo Copom ainda hoje. 

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Transações correntes na zona do euro registram perdas. O valor da conta corrente da zona do euro registrou queda no mês de abril, ficando em € 28,4 bi ante os € 32,0 bi registrados no mês passado. Esse valor também veio menor que as previsões de mercado que esperavam que as transações correntes chegassem em € 30,3 bi.

Produção da construção da zona do euro aumentou em abril. A atividade da construção civil aumentou 1,8%, na zona euro, e 0,9% na União Europeia, face ao mesmo mês de 2017, segundo dados da Eurostat. Na comparação com março, a produção no setor da construção avançou 1,8% na zona euro e 1,2% na UE.

Política segue em evidência nos EUA. Diante de uma agenda macroeconômica branda, que conta apenas com a divulgação do número de novas construções residenciais e de concessões de alvarás em maio, o noticiário político ganha ainda mais destaque. A percepção é que o cenário está cada vez mais hostil, com Pequim revidando as barreiras protecionistas impostas por Trump, enquanto o comandante norte-americano solicita estudos sobre a possibilidade da imposição de tarifas à importação de outros US$ 200 bilhões em bens chineses (além dos US$ 50 bilhões já anunciados) e ameaça dobrar esse montante, caso haja nova retaliação por parte do gigante asiático.

Guerra comercial pressiona Bolsas mundo afora. O dia é de perdas na maior parte dos mercados bursáteis, com a escalada das tensões comerciais entre Estados Unidos e China afetando o desempenho das commodities e trazendo à tona uma nova onda de aversão ao risco. Com os investidores em busca de ativos mais seguros, os índices asiáticos registraram quedas acentuadas nesta manhã, e na Europa, as Bolsas também operam no vermelho, ignorando os dados divulgados mais cedo e o discurso mais dovish de Mario Draghi.

 

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Números da Santos Brasil (STBP3) vieram piores que as previsões. O resultado da Santos Brasil foi fraco na comparação entre os primeiros trimestres de 2017 e deste ano. A receita líquida caiu 1,2% com as operações em seus terminais portuários e de veículos apresentando menores volumes, enquanto que o EBITDA mesmo ajustado pelos eventos não recorrentes tombou 30,2% diante dos maiores gastos operacionais da companhia. Isso culminou no prejuízo líquido de R$ 6,0 milhões, além dos R$ 4,5 milhões que as projeções de mercado indicavam e que destacamos na publicação matinal de ontem. Por conta desse desempenho, esperamos reação negativa dos ativos STBP3 no pregão de hoje.

BrasilPharma (BPHA3) fecha lojas próprias. A companhia anunciou, em fato relevante, que o seu conselho de administração deliberou a suspensão das atividades de varejo nas unidades próprias remanescentes. Essa deliberação está em linha com o plano de recuperação judicial, apresentado pela empresa em 09 de abril deste ano. Segundo a BrasilPharma, restarão somente a sua rede de franquias. Notícia negativa para os ativos da companhia, que vem passando por grandes dificuldades, mas como comentamos, já previsto no plano de recuperação judicial.

Bradesco (BBDC4) anuncia JCP intermediário. Para os acionistas posicionados ao final desse mês, além do dividendo mensal do banco, haverá o pagamento de JCP no valor (já líquido de IR) de R$ 0,1612 por PN. O montante representa cerca de dez vezes o valor dos dividendos mensais, porém, o yield dessa distribuição ainda é baixo, de 0,6% em relação ao fechamento de ontem. Os papéis ficam ex já no primeiro pregão de julho, no dia 2, e o pagamento ocorre no dia 16 do mesmo mês.

JCP do Hermes Pardini (PARD3). Serão pagos R$ 9,1 milhões em juros sobre o capital próprio que corresponde a R$ 0,06 líquido por ação, aproximadamente, e equivalente a um yield de somente 0,3% frente a cotação de fechamento de ontem. Terão direito ao provento os investidores que estiverem posicionados ao fim do próximo dia 29, as ações ficam ex-JCP em 02/jul e o pagamento será feito em 31/jul/2018.

Proventos da Telefônica Brasil (VIVT4). A companhia informou que serão distribuídos R$ 400,0 milhões via juros sobre o capital próprio aos acionistas posicionados ao fim do pregão de 29/jun/18, com as ações sendo negociadas ex-JCP a partir de 02/jul/18, mas a data de pagamento ainda será definida. Esse montante corresponde a aproximadamente R$ 0,19 líquido para as ações VIVT3 e R$ 0,21 líquido para as VIVT4, representado um yield em relação ao fechamento de ontem de 0,5% para ambas as classes de ações da Telefônica.


AGENDA DE DIVIDENDOS


 
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