Quarta-Feira, 19 de abril de 2017

 
 

Bom dia,


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IGP-M recua na 2º prévia de abril. O Índice Geral de Preços-Mercado apresentou queda de 0,99% na segunda prévia de abril, menor taxa da série para a segunda leitura do indicador, após variação positiva de 0,08% no mesmo período de apuração do mês anterior, segundo dados da FGV. Este resultado reflete a queda de todos os componentes que compõem o índice. Os preços ao consumidor passaram de 0,32% para 0,30% e os preços ao produtor caíram ainda mais, passando de -0,08% para -1,60% e por fim, os custos da construção civil passaram de 0,52% para -0,09%.

No campo das Reformas e Projetos. Hoje o destaque é a leitura do parecer do relator, Arthur Maia (PPS-BA) para o parecer da Reforma da Previdência às 9h00, na comissão especial da Câmara. E conforme esperado, o texto da Reforma da Previdência foi apresentado com algumas mudanças, o que, de acordo com as estimativas do governo, a perda de economia com as alterações feitas na proposta original devem ser de 20% a 30%, restando um impacto de R$ 800 bilhões em dez anos, o que segundo o governo não compromete o objetivo da reforma da Previdência de garantir o equilíbrio fiscal. Agora com estas mudanças o governo aguarda maior agilidade na aprovação do projeto, sendo esperado que a aprovação na Comissão Especial fique para a última semana de abril e o primeiro turno na Câmara na segunda semana de maio. Já o projeto de lei que cria o Regime de Recuperação Fiscal dos estados (RRF), foi aprovado pela Câmara com 301 votos favoráveis, 127 votos contrários e 7 abstenções. O projeto ainda tem que passar no Senado e os estados que aderirem terão que dar contrapartidas. Os estados que estão mais interessados pela medida são: Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. E outra pauta levantada ontem foi à reforma trabalhista que não recebeu o status de urgência na Câmara, os deputados rejeitaram o requerimento de urgência da proposta de reforma trabalhista, foram 230 votos favoráveis, 163 contrários e uma abstenção, sendo necessários 257 votos para aprovar a urgência. Este placar e todas as mudanças feitas no texto da reforma da Previdência mostram que o governo não terá dias tranquilos.
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CPI da Zona do Euro fica dentro das expectativas. O índice de preços ao consumidor (CPI) da zona do euro subiu 1,5% na comparação anual de março, ficando menor se comparado com o aumento de 2% observado em fevereiro, segundo dados da Eurostat. O resultado de março também ficou dentro das estimativas de mercado, ficando abaixo da meta do Banco Central Europeu (BCE), que é de uma taxa ligeiramente inferior a 2,0%. O núcleo do CPI do bloco, que exclui os preços de energia e de alimentos, registrou elevação de 1,4% na comparação anual de março e aumentou 0,7% ante o mês anterior.

Parlamento britânico vota hoje antecipação das eleições. A proposta que convoca eleições gerais no Reino Unido para 08/jun/17 feita ontem pela primeira-ministra britânica, Theresa May, precisará ser aprovada com dois terços dos votos parlamentares. Isto é, pelo menos 434 dos 650 deputados da Câmara dos Comuns terão que votar a favor das eleições imediatas e, como os principais partidos de oposição já se disseram favoráveis, acredita-se que a convocação seja aprovada com folga na casa. Embora as pesquisas recentes indiquem um alto nível de popularidade de May, o que lhe dá segurança em apostar na continuidade no cargo, o partido que obtiver a maioria de cadeiras nas eleições é quem escolhe seu líder como primeiro-ministro. Essa possibilidade que tende a deixar os mercados receosos em meio às eleições por lá, espalhando mais volatilidade mundo afora.

Próximos passos do Fed poderão ser sinalizados hoje. Nos Estados Unidos, a atenção dos investidores ficará sob a divulgação do Livro Bege que faz uma ampla análise da economia norte-americana e embasa as decisões de política monetária a serem executadas pelo Fed. A publicação irá ocorrer no meio da tarde. No entanto, já se espera algumas indicações importantes sobre o ciclo de alta de juros por lá no discurso das 13h do presidente regional do Fed de Boston, Eric Rosengren. A agenda macroeconômica dos EUA ainda reserva para às 11h30 os números dos estoques de petróleo que certamente movimentarão a cotação da commodity hoje.

Dia misto nas Bolsas de Ásia e Europa. Entre as Bolsas asiáticas, a de Tóquio fechou perto da estabilidade com leve alta, mas a de Shanghai e a de Hong Kong seguem pressionadas nessa semana, com a visão de que a boa performance da economia chinesa está baseada em estímulos do governo e pode não se sustentar no médio prazo. Na Europa, o dia é de recuperação, após alguns pregões pressionados, com Londres destoando e caindo à espera da defesa da convocação de eleições antecipadas pela primeira-ministra no Parlamento (tem texto acima). Por aqui, olho nas commodities que avançam nessa quarta e no cenário doméstico, ainda bem agitado.

 
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Distratos “comem” metade das vendas da Gafisa (GFSA3), mas Tenda divulga bons números. A Gafisa divulgou sua prévia operacional do 1T17 com números bem tímidos, ainda que tenham mostrado avanço sobre o mesmo período do ano anterior, os números vieram bem abaixo do observado no segundo semestre de 2016. A incorporadora não lançou nenhum novo empreendimento, se esforçando na venda de estoque. As vendas brutas foram de R$ 235,6 milhões no trimestre, mas a companhia teve o equivalente a mais da metade disso, R$ 118,2 milhões, para ser mais preciso, em distratos. Dessa forma, as vendas líquidas da Gafisa totalizaram R$ 117,4 milhões, menos da metade do 4T16. Esperamos reação negativa do mercado à divulgação da construtora. Já a Tenda reportou números sólidos, com crescimento nas vendas tanto na comparação com o 1T16 quanto com o 4T16. Os distratos também mostraram retração quando comparados ao último trimestre do ano passado, mas avançaram contra o 1T16. A velocidade de vendas, medida pelo indicador de vendas sobre oferta de imóveis, mostrou evolução, também. Os papéis da Gafisa não se beneficiam dos números mais favoráveis da Tenda já que o preço da oferta de venda dessa já está fechado.

Fibria (FIBR3) anuncia novo reajuste de preços da celulose. A companhia anunciou que reajustou em US$ 40 os preços na Europa e na América do Norte e em US$ 20 na Ásia. Isso em meio a forte demanda vista especialmente na China e a postergação da abertura de novas plantas importantes. A notícia é favorável e traz pressão positiva no curto prazo para os papéis da companhia e das demais empresas do setor, mas ainda há um risco relevante de queda acentuada de preços a partir de 2018, o que pode deixar parte do mercado mais bearish em relação ao setor, impactando também os papéis.

AES Tietê (TIET11) compra parque eólico da Renova (RNEW11). As companhias fecharam um contrato no qual a Tietê adquire o Complexo Eólico Alto do Sertão II da Renova pelo montante de R$ 600 milhões, sujeito a ajustes, mais a assunção das dívidas do projeto, no total de R$  1,15 bilhões. O valor da aquisição ainda pode ser acrescido em R$ 100 milhões caso o desempenho do Complexo supere a referência mínima estabelecida após cinco anos. A transação deve ser analisada pelo CADE, o que é esperado que ocorra no 3° trim/17. Esse negócio beneficia principalmente a Renova, que enfrenta uma situação financeira bastante delicada e precisa de recursos para dar continuidade no desenvolvimento de seus projetos. Já para a Tietê, a aquisição está alinhada com sua estratégia de aumentar a exposição as fontes renováveis e deve aumentar sua capacidade instalada em cerca de 15%. Os papéis TIET11 e RNEW11 podem reagir de forma positiva.

Desempenho da Energias do Brasil (ENBR3) segue pressionado. A elétrica divulgou prévia operacional do 1° trim/17 onde a migração de clientes cativos para o mercado livre continuou pressionando as vendas da distribuidora. O volume de  energia vendida nesse segmento caiu 9,6% em doze meses, com a retração nas vendas da classe industrial (-34,6%) e comercial (-14,2%) mais do que compensando a estabilidade na classe residencial. Ainda em função da migração de clientes, houve alta de 19,6% nas vendas ao mercado livre. Todavia, ainda assim, a prévia sugere resultados ainda pressionados nesse início de ano. Dessa forma, suas ações podem reagir de forma marginalmente negativa a divulgação.

Anima Educação (ANIM3) abre novo programa de recompra de ações. A companhia irá adquirir até 2,6 milhões de ações, cerca de 10% do total em circulação no mercado, em até um ano (vencimento em 18/abr/18). As ações recompradas serão mantidas em tesouraria, canceladas ou serão destinadas a quaisquer outros planos mediante a aprovação em assembleia geral. As ações ANIM3 tendem a reagir positivamente ao novo e relevante programa de recompra.

Advanced Digital Health (ADHM3) apresenta planejamento de atividades. A companhia pré-operacional de medicina preventiva divulgou as próximas etapas de seus negócios agora para o 2º Trim/17. Encontra-se na fase final de desenvolvimento a plataforma digital tecnológica, executando, nesse momento, todas as revisões e validações do conteúdo. A ADH também está trabalhando na tradução de todo o material científico disponível originalmente em inglês para português, a fim de atender seu primeiro mercado de atuação, o Brasil. O projeto piloto assim como a validação de todo o processo logístico e laboratorial serão concluídos ainda neste segundo trimestre do ano. Adicionalmente, a empresa iniciará sua expansão internacional, explorando parcerias para sua representação, bem como distribuição de sua plataforma digital, na Europa e na China. A medida em que se aproxima da fase operacional, a ADH conduzirá campanhas de marketing para promover seu produto e serviço para o público consumidor, por meio de campanhas em redes sociais, revistas e publicações médicas. Além disso, a companhia estará presente nos principais eventos de saúde relacionados à medicina preventiva e longevidade. Acreditamos que o mercado reagirá positivamente ao planejamento anunciado.

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Bons negócios.