Quinta-feira, 18 de outubro de 2018

 
 

Bom dia,


Cenário externo deve ser destaque em dia de calmaria por aqui. A agenda de indicadores domésticos está vazia hoje e mesmo no campo político não há grandes novidades, com o mercado aguardando a nova pesquisa Datafolha a ser divulgada hoje no final do dia. No último levantamento do instituto, o placar marcava 58% a 42% a favor de Bolsonaro e apenas um a mudança drástica nesses números será capaz de movimentar fortemente os mercados, amanhã. Foco dos investidores deve ser a ata da última reunião do FOMC, que comentamos abaixo.

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Dados dos EUA e da China no radar. Pela manhã os investidores devem ficar atentos ao discurso de James Bullard, do Fed de St. Louis, que possui direito a voto no comitê de política monetária em 2019, bem como à sondagem industrial da Filadélfia, que deve denotar leve desaceleração em outubro. Os indicadores antecedentes do mês passado também devem ser acompanhados, por trazer sinalizações quanto ao ímpeto do crescimento econômico no futuro próximo. Já no final do dia, as atenções se voltam para a bateria de dados da China, com destaque para o PIB do terceiro trimestre e para produção industrial de setembro, ambos que devem seguir a trajetória de arrefecimento.

Bolsas no campo negativo. Após a ata da última reunião do FOMC mostrar um tom mais hawkish de alguns integrantes, os mercados acionários operam em leve queda nessa quinta-feira, precificando um patamar de juros mais elevado já no ano que vem. Não temos grandes novidades no campo dos indicadores e nem mesmo na seara comercial, com as disputas entre os EUA e os seus principais parceiros tendo dado uma esfriada nesse mês, talvez pela iminência das eleições legislativas de novembro.

 


BRF (BRFS3) estaria negociando acordo de leniência. Segundo notícia divulgada ontem pelo Valor, a BRF estaria costurando um acordo com Ministério Público Federal e a Controladoria Geral União. A empresa não confirmou a notícia, apenas declarou que está colaborando com as autoridades com todas as informações. Continuamos acompanhando o caso de perto. A BRF divulgará seu desempenho do 3º trimestre no dia 8 de novembro, antes da abertura do mercado, quando esperamos números bem negativos.
   
Eletrobras (ELET6) não será obrigada a comprar energia de Belo Monte. Foi definido, através de arbitragem, que a Eletrobras não tem obrigação de adquirir a energia da usina de Belo Monte, destinada ao ambiente de contratação livre, como era contestado pelos sócios do empreendimento. Outra notícia envolvendo a elétrica nesta manhã é a conclusão da transferência do controle acionário da Companhia Energética do Piauí - CEPISA para Equatorial Energia (EQTL3). A partir de agora, a Eletrobras tem até seis meses para exercer uma opção de aumento de capital na CEPISA, de forma a aumentar sua participação acionária em até 30%. Todavia, ambas as notícias devem ter impacto pequeno sobre os papéis da companhia, propiciando apenas uma ligeira recuperação das perdas registradas ontem.

LPS Brasil (LPSB3) quer reforçar sua atuação em imóveis de alto padrão. A companhia vai lançar uma marca e uma plataforma específica para atuação no nicho de imóveis com valor acima de R$ 3 milhões ou locação de R$ 20 mil. A companhia acredita que esse segmento deve representar 30% de suas vendas no futuro. É uma iniciativa positiva, pois no segmento médio/alto temos visto algumas tendências negativas para a companhia, como a desintermediação no mercado secundário e as imobiliárias próprias das construtoras no mercado primário, as chamadas houses. Não recomendamos posição no setor de intermediação imobiliária.

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