Segunda-feira, 18 de junho de 2018

 
 

Bom dia,


Perspectivas seguem em deterioração. O Boletim Focus dessa semana trouxe uma nova série de revisões negativas, a começar pela previsão do PIB desse ano, que passou dos 1,94% registrados há uma semana para 1,76% agora. Para 2019, a estimativa é que o crescimento da atividade fique em torno de 2,70%, queda de 0,10 pontos percentuais frente à última leitura. Além  da ligeira alta nas projeções de inflação, também houve mudança nas perspectivas para o câmbio, que agora deve encerrar o ano em R$ 3,63/ US$ e ficar em R$ 3,60/ US$ no final de 2019. Os juros ficou entre as poucas variáveis que não sofreram alterações frente ao boletim da semana passada, tanto nas projeções para o final desse ano quanto para 2019.
    
Inflação acelera. O IPC-S registrou variação de 1,0% na última semana, acima dos 0,70% registrados no início do mês, com acréscimo na taxa de variação de cinco das oito categorias de despesas. Os grupos alimentação, habitação e transportes foram os que apresentaram maior alta no período, enquanto o item educação, leitura e recreação foi o único a apresentar deflação nessa leitura.

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Mesmo com feriado, China não sai do radar dos investidores. As tarifas anunciadas pelos EUA sobre as importações chinesas foram respondidas na mesma medida pelo país asiático, principalmente em commodities, com destaque para produtos agrícolas. Além disso, as tarifas chinesas devem afetar a indústria americana de óleo e gás. Essa nova elevação na tensão nas relações comerciais entre os dois países aumenta a aversão ao risco nos mercados e pressiona o preço do petróleo no mercado internacional. Hoje, em outra frente, o banco central chinês tentou acalmar o mercado sobre a saúde do mercado de títulos privados chineses, especialmente no tocante à inadimplência, um dos principais temores do mercado internacional.

Fed e política são destaque nos EUA. A agenda macro dessa segunda-feira conta apenas com a divulgação da confiança do construtor, que não deve trazer grandes novidades, tampouco movimentar o mercado. Dessa forma, os investidores devem ficar atentos aos discursos de representantes do Fed ao longo do dia, até porque todos que vão falar hoje possuem direito a voto no comitê de política monetária esse ano. Além disso, segue no radar  também o desenrolar da disputa comercial entre Washington e Pequim.

Bolsas pressionadas. As tarifas impostas pelo governo americano aos produtos chineses, prontamente respondidas pelo governo chinês pressionam os mercados nessa segunda-feira. As Bolsas chinesas ficaram fechadas hoje, por conta de um feriado local. Além disso, como comentamos anteriormente, o dia é de pressão para a cotação do petróleo, o que pode impactar bastante diversas empresas por aqui.

 

aProdução da Petrobras (PETR4) tem ligeiro recuo em maio. A produção total de petróleo e gás, incluindo gás natural, foi 0,4% inferior ao registrado em abril, sobretudo por conta de uma parada programa, no pré-sal da Bacia de Santos, que impactou a produção de petróleo no país. Já em comparação com maio de 2017, a retração foi mais significativa, de 4,6%, haja vista os desinvestimentos realizados pela companhia ao longo dos últimos meses. O desempenho da petrolífera ficou dentro do esperado, mas, ainda assim, a notícia pode trazer influência marginalmente negativa para PETR4.

Conselho de administração da IMC (MEAL3) aprova acordo com a Sapore. A união das companhias resultará em uma empresa com faturamento próximo a R$ 3 bilhões e operações complementares nos segmentos de serviços e varejo de alimentos, contando com mais de 1,4 mil pontos de vendas distribuídos em 5 países e com mais de 25 mil funcionários. Para a efetivação da operação será realizada uma oferta pública para a aquisição de até 25% das ações representativas do capital social da IMC, pela Sapore, pelo preço de R$ 9,30 por ação, ainda um prêmio de 12% em relação ao fechamento de sexta, 15/06. Dessa forma, o controlador da Sapore deve se tornar titular de ações correspondentes a até 41,79% do capital social da IMC ao final da operação. O presidente da nova companhia será o Newton Maia, atual presidente da IMC, e os atuais diretores da IMC serão reeleitos para um novo mandato de 2 anos, sem alteração na estrutura ou nos cargos da diretoria. A operação ainda está sujeita a aprovação pelo CADE.

Santos Brasil (STBP3) divulgará balanço do 1º Trim/18. Em virtude da prorrogação antecipada no prazo da concessão do TECON-1 em Santos-SP, protocolada em fevereiro deste ano, a apresentação do balanço trimestral da companhia será feita somente hoje, depois do pregão. Em relação ao 1º Trim/17, as projeções de mercado apontam para fracos resultados, com receita líquida caindo 4%, EBITDA recuando mais de 50% e com a linha final revertendo o lucro de R$ 1,9 milhão para prejuízo líquido ao redor dos R$ 4,5 milhões. Entendemos que as previsões mais negativas para o 1º Trim/18 podem deixar os ativos STBP3 pressionados em bolsa.

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