Segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

 
 

Bom dia,


Crise no governo pode atrapalhar rally da previdência. Nessa semana deve ser enviada para o Congresso a tão aguardada proposta do governo para a reforma da previdência, ótima notícia para o mercado, mas a crise envolvendo o (ainda?) ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, pode pesar no índice com o “sai, não sai” e o “falou, não falou” dos últimos dias. Na agenda de indicadores, os índices de inflação medidos pela FGV e pela FIPE desaceleraram na segunda semana de fevereiro, nos dois casos com os custos da educação mostrando a maior queda em relação à última leitura. No Focus dessa semana, as projeções para esse ano pouco se alteraram, mas para 2020, a estimativa para a alta do PIB cresceu 0,8 p.p., para 2,58%.

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Feriado nos EUA enxuga liquidez. O President’s Day mantém as Bolsas fechadas em NY, enquanto na Ásia, o sentimento do mercado após nova rodada de negociações entre EUA e China é mais positivo, apesar da falta de informações oficiais sobre as discussões. As Bolsas por lá fecharam em alta, com destaque para a Bolsa de Shenzhen, que subiu quase 4%. Na Europa, sem indicadores relevantes na agenda e com o feriado americano, o dia é de estabilidade, com os índices operando muito próximos do 0x0.
   
 


Alpargatas (ALPA4) reporta bom desempenho. Mesmo com Argentina ainda puxando o resultado para baixo, reportando forte queda em seu faturamento, a companhia conseguiu reportar crescimento em sua receita líquida consolidada neste 4T18 na comparação anual. No mercado internacional, a receita líquida foi turbinada pela valorização do dólar e do euro durante o ano passado e no Brasil o crescimento veio da melhora nos canais de vendas e mix de produtos favorável. O EBITDA apresentou forte crescimento no trimestre, em parte por itens não recorrentes (como a venda da participação da Topper Argentina), entretanto, excluindo esses itens, o EBITDA recorrente ainda cresceu 12,6% ante o 4T17. Por fim, o lucro líquido veio melhor no trimestre, mas no ano, a pressão da inflação na Argentina afetou o seu resultado final. A companhia mantém o foco em sua internacionalização, principalmente com a marca Havaianas, além de manter o controle rigoroso de custos e despesas.

Noticiário segue intenso para Vale (VALE3). No final do último sábado, a mineradora evacuou cerca de 200 pessoas que poderiam ser atingidas em caso do rompimento de uma barragem da empresa em Nova Lima, Minas Gerais. Segundo a companhia, a decisão é preventiva e não deve impactar a produção. Além disso, a companhia anunciou a criação de um "Comitê Independente de Assessoramento Extraordinário de Segurança de Barragens", que deve prestar assessoria em questões relacionadas ao diagnóstico das condições de segurança, gestão e mitigação dos riscos relacionas às barragens, além de "recomendar medidas  a serem tomadas para reforçar as condições de segurança das mesmas". O fluxo de notícias deve continuar trazendo volatilidade para os papéis da Vale, que devem seguir pressionados no curtíssimo prazo.


Proventos da Telefônica Brasil (VIVT4).
Será distribuído JCP no valor líquido de R$ 0,3634 por ação preferencial aos acionistas posicionados ao final do dia 28 de fevereiro. Em 1° de março, portanto, os papéis ficam ex-provento. O pagamento será realizado até o final de 2020 e o yield é pequeno, de 0,8% sobre o fechamento da última sexta-feira.

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