Terça-Feira, 18 de abril de 2017

 
 

Bom dia,


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Ata do Copom. Na última quarta feira o Banco Central, não surpreendeu o mercado e cortou a Selic em 1 p.p., chegando a 11,25% ao ano e hoje a ata apontou que a extensão do ciclo de corte da Selic irá depender das estimativas da taxa de juros estrutural que serão reavaliadas pelo Comitê, e que o ritmo atual de corte de juros está adequado, levando em consideração que a economia está evoluindo de maneira bem gradual. E que para as próximas reuniões os pontos observados continuarão sendo as expectativas de inflação e o desempenho da economia. Como as projeções de inflação estão em torno da meta para 2018 e um pouco abaixo da meta para 2017, além do elevado grau de ociosidade na economia, o cenário básico do Copom vem apontando um ciclo de continuidade de reduções na política monetária.

Agenda fraca hoje no Brasil. Com a agenda fraca hoje, as atenções se voltam ao Congresso, que retoma os trabalhos em clima muito tenso após a lista de Fachin. Mais precisamente na Comissão Especial onde vai ocorrer a leitura do parecer da reforma da Previdência na Câmara. O presidente da Comissão, Carlos Marun (PMDB-MS), já alterou a leitura das 11h para às 13h, dando a entender que poderá ser prorrogada para amanhã caso seja solicitado. São aguardadas algumas mudanças que vão abrandar a proposta original do Planalto, mas, alterações essas, que foram acertadas em negociações com o Legislativo para que o projeto "ande" na Câmara. Temas como a regra de transição da reforma, as aposentadorias em caráter especial de professores, policiais e trabalhadores rurais, além da idade mínima para mulheres se aposentarem deverão ser o foco das principais modificações a serem feitas. De toda forma, a apresentação do relatório final na comissão é uma importante etapa na extensa tramitação da Reforma da Previdência.
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Indústria em destaque nos EUA. Na agenda norte-americana de hoje o destaque fica com a produção industrial de março, cuja expectativa é de uma leve aceleração frente a estabilidade registrada no mês anterior. Também serão divulgados o volume de novas construções residenciais, o número de concessões de alvarás e  utilização da capacidade instalada, ambos referentes a março. Vale comentar que ontem o índice de atividade industrial de Nova York ficou muito aquém do esperado, caindo de 16,4 para 5,2 pontos em abril. Logo, caso venham outros dados mais fracos do que o previsto, o mercado certamente deve reduzir ainda mais a perspectiva (atualmente em torno de 45%) de um aperto monetário em junho. Nesse sentido, os investidores devem acompanhar o discurso do representante do FED de Kansas, Esther George, ainda que o mesmo não tenha direito a voto nesse ano.

Primeira-ministra britânica propõe eleições antecipadas. Nesta terça-feira, Theresa May propôs antecipar as eleições no Reino Unido para o dia 8/jun/17, sendo que o pleito eleitoral está previsto somente para 2020. Contudo, uma eleição geral de forma antecipada precisa ser aprovada pelo parlamento britânico. Nesse sentido, May já recebeu hoje o apoio do principal líder da oposição, o trabalhista Jeremy Corbyn. A primeira-ministra argumentou que ela precisa de uma liderança forte para negociar a retirada do país da União Europeia em meio à oposição de outros partidos aos planos do governo para conduzir esse processo que durará ao menos dois anos. Esse anúncio feito por Thereza May tende a trazer mais incertezas no curto prazo para o continente em um momento de aversão ao risco advindo das eleições presidenciais na França, onde as pesquisas de intenção de voto indicam empate técnico entre quatro candidatos e deixam em aberto os nomes que vão disputar o segundo turno. Certamente teremos mais uma dose de volatilidade para os mercados.

Europa volta de feriado com Bolsas pressionadas. De volta do feriado de Páscoa, os mercados europeus mostram cautela principalmente pelo noticiário político na França, com a proximidade da eleição sem nenhuma mostra de definição, e no Reino Unido, com a proposta da premiê britânica de antecipar as eleições gerais por lá (com texto acima).  Na Ásia, o mau humor dos mercados chineses continua, com dúvidas sobre a sustentabilidade do crescimento econômico por lá, enquanto o Nikkei da Bolsa de Tóquio vai contra a “maré vermelha” que toma conta das Bolsas nessa terça e fechou em alta de 0,35%.

 
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Prévia sem surpresas da Cyrela (CYRE3). A incorporadora reportou números dentro do esperado em sua prévia operacional do 1T17, com lançamentos em linha com mesmo período do ano anterior, mas com maior participação da companhia contra participação de parceiros e permuta. As vendas, porém, continuaram pressionadas. A boa notícia é a venda de estoque pronto, que praticamente dobrou na comparação com o 1T16. Entre dados sem surpresas, esperamos reação marginalmente positiva do mercado para os números prévios da Cyrela, por conta da venda mais forte de estoque pronto, a principal dor de cabeça da companhia nesse período complicado pelo qual as incorporadoras vêm passando. Continuamos a recomendar as ações da companhia como uma opção de risco moderado no setor

Boas notícias na prévia da MRV (MRVE3). A incorporadora voltada para o MCMV trouxe números saudáveis nesse trimestre, com avanço de lançamento e de vendas tanto na comparação com o 1T16, quanto com o 4T16. A velocidade de vendas, medida pelo indicador de vendas sobre oferta, também apresentou avanço nas duas comparações. Outra notícia positiva é a continuidade da queda nos distratos, como pode ser observado no gráfico abaixo, distratos que vêm tirando o sono de todo o setor. A companhia está implementando ainda um modelo que visa reduzir o impacto dos distratos no resultado, que é reconhecer a venda no momento do repasse. A MRV calcula que o processo implica na postergação de aproximadamente 5% da venda, que será reconhecida nos próximos trimestres. Por fim, a geração de caixa da companhia foi de R$ 75 milhões, abaixo da média dos últimos trimestres, sendo a notícia negativa dessa divulgação. Ainda assim, esperamos reação mais positiva do mercado, tendo em vista a performance de vendas saudável.


Justiça suspende venda da Petrobras (PETR4). A companhia anunciou que a 2ª Vara da Justiça Federal de Sergipe concedeu liminar para suspender a venda de sua participação no bloco exploratório “Campo de Carcará” para a Statoil Brasil e a exploração do campo pela adquirente até que ocorra uma deliberação judicial. Como trata-se de um negócio que já estava finalizado, com as devidas aprovações do CADE e da ANP e com a Petrobras tendo recebido US$ 1,25 bilhão no fechamento da operação, a notícia aumenta as incertezas quanto a evolução de seu plano de desinvestimento no curtíssimo prazo. Papéis podem reagir de forma negativa no pregão de hoje.

Conselho da Engie (EGIE3) autoriza participação em leilão de transmissão. O conselho de administração autorizou a companhia a participar do próximo leilão de transmissão de energia, previsto para ocorrer na próxima sexta-feira (24/04). Também foi aprovada a contratação de todas as garantias necessárias. A elétrica já tinha havia anunciado que diante das condições atrativas do leilão estava analisando a possibilidade de diversificar suas operações (atualmente a Engie opera apenas no segmento de geração). Portanto, a aprovação deve trazer influência apenas marginalmente positiva para seus papéis hoje.

AGENDA DE DIVIDENDOS


Bons negócios.