Sexta-Feira, 17 de março de 2017

 
 

Bom dia,


1IGP-M e IPC reforçam cenário benigno para inflação. O Índice Geral de Preços – Mercado registrou variação de 0,08% na segunda prévia de março, com a aceleração no índice nacional de custo da construção sendo compensada pela deflação no índice de preços ao produtor amplo e pelo arrefecimento nos preços ao consumidor. Já o Índice de Preços ao Consumidor do Município de São Paulo avançou 0,02% na segunda quadrissemana desse mês, com quatro das sete classes de despesas apresentando deflação no período. Ambos os resultados reforçam um quadro benigno para inflação e reiteram a perspectiva de que o COPOM pode intensificar o ritmo de afrouxamento monetário.

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Perspectiva positiva para dados dos EUA. A agenda norte americana de hoje conta com a divulgação de indicadores da produção industrial e utilização da capacidade instalada, ambos referentes ao mês de fevereiro, e da prévia de março da confiança do consumidor, cuja perspectiva é que todos apresentem melhora. Em sentido oposto, o índice de indicadores antecedentes, que é um agregado de indicadores usado para sinalizar o desempenho futuro da economia do país, pode apresentar um leve arrefecimento, mas que será tido como um movimento de ajuste após o dado avançar mais do que o esperado na última divulgação.  Por fim, também está previsto o anúncio, pelo Baker Hughes, do índice de perfuração de poços, que pode influenciar a cotação do petróleo hoje.
   
Balança Comercial da Zona do Euro registra déficit. Foi o primeiro déficit registrado em janeiro desde 2014, e esse resultado negativo em € 600 milhões deriva principalmente da alta anual de 17% no volume de importações, que totalizaram € 164,5 bilhões. As exportações também aumentaram, mas em menor magnitude, em 13% ante o volume registrado em janeiro de 2016. Ainda que esse resultado tenha contrariado as expectativas, que apontavam para um superávit próximo ao que foi registrado em dezembro do ano passado, a notícia deve trazer pouco impacto para o desempenho da bolsa paulista.

Ásia tem pregão negativo e Europa abre perto da estabilidade. Em dia fraco de agenda, as Bolsas asiáticas tiveram um pregão de realização após as altas impulsionadas pelo gradualismo da turma de Yellen, já na Europa, as Bolsas abrem no azul, mas não parecem ter muita tração, tendo em vista que as altas são bem comedidas.

 
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Triunfo (TPIS3) divulga dados mensais novamente com volume forte de cargas em Viracopos. A prévia operacional da Triunfo de fevereiro seguiu a mesma tônica da de janeiro, Navegantes e o terminal de cargas de Viracopos novamente trouxeram números bem fortes, que já eram esperados para o porto nesse 1T17, mas vem surpreendendo no caso de Viracopos. Os números das rodovias e de passageiros em Viracopos continuam patinando, sem grandes surpresas. Chama atenção o crescimento do número de conexões em Viracopos, que a despeito da queda no número de voos no Brasil, tem avançado bem em relação a 2016. Com os números ruins de rodovias e passageiros em Viracopos já largamente esperados e como o volume de cargas e as conexões em Viracopos tem surpreendido positivamente, esperamos reação positiva do mercado aos dados mensais da Triunfo.

Wiz (PARC3) vai ampliar escopo. A antiga Par Corretora se reuniu com o mercado para explicar a mudança de marca e de posicionamento da companhia. A ideia é deixar de ser apenas uma corretora de seguros que vende os produtos da Caixa para se tornar uma espécie de plataforma de distribuição de produtos e serviços financeiros com parceria não apenas com a Caixa, mas aberta para os demais bancos. Para ir além das agências da Caixa, a Wiz deve investir em uma plataforma digital e não descarta possíveis M&As. Em nossa visão, faria bastante sentido para a companhia uma aquisição (ou uma série delas, tendo em vista o mercado bem fragmentado) para expandir mais rapidamente sua plataforma física de distribuição. Ainda assim, não nos parece tão claro como se dará a estratégia de distribuir serviços financeiros e de seguros de terceiros e como isso impactará a relação com Caixa e Caixa Seguradora. Esperamos pouco impacto, no curto prazo, dessa reestruturação nos papéis da companhia, já que o resultado dessa mudança de posicionamento ainda é muito incerto.

As ações da BRF (BRFS3) apresentaram expressiva elevação. As ações da BRF, no pregão de ontem, tiveram forte elevação tudo por conta dos casos de gripe aviária, em fazendas dos EUA. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos confirmou o primeiro caso de gripe aviária, deste ano, na semana passada, em uma fazenda no Tennessee, condado de Lincoln, contratado pela gigante de alimentos Tyson Foods Inc. Já foram abatidas 73.500 aves a fim de impedir que o vírus se propague. Agora a Tyson Foods enviou um comunicado ao mercado informando a ocorrência do segundo caso de gripe aviária em uma granja de aves reprodutoras (matrizes de frango) no mesmo estado americano (Tennessee), e também irão abater as matrizes, além disso, irá colocar sob quarentena a fazenda, junto com aproximadamente 30 outras fazendas de aves dentro de um raio de 10 km do local, além de serem constantemente testadas. Segundo o Departamento de Agricultura, a produção de frangos de corte, no estado com problema, é pequena. Vale comentar que além dos EUA, a Ásia e a Europa, já haviam comunicado as autoridades algum tipo de doença de gripe aviária, sendo sacrificadas milhões de aves. Com estes surtos se propagando, a produção de frangos nos EUA, Ásia e Europa será bastante afetada, desta forma, acreditamos que a BRF irá ser beneficiada, podendo elevar as suas exportações.

Positivo (POSI3) reportou bom desempenho no ano de 2016. A companhia conseguiu reverter o prejuízo apresentado no 4T15 para lucro no 4T16, reflexo das maiores vendas de celulares, além da substituição de sua fábrica para Manaus e por fortes reduções nos custos e despesas.  Em celulares, a companhia registrou avanço de 126% em termos de receita líquida no 4T16, que totalizou R$ 149 milhões. Já os PCs e tablets, por sua vez, apresentaram queda de 43% na receita líquida no 4T16, totalizando R$ 223 milhões. As margens no 4T16 foram bastante saudáveis e registraram novo avanço, decorrente dos cortes agressivos de custo fixo, ganhos de eficiência em fábrica, logística e pós-vendas, além de medidas para eliminação do excesso de estoques, reduzindo as vendas promocionais de itens de giro lento em inventário. Para 2017, a Positivo está bastante confiante, já no 1T17 seu faturamento deve ser maior, por conta das vendas que ainda não foram faturadas, do segmento governo, este montante totalizou R$ 102 milhões, que entrará no resultado de janeiro. Outros pontos que a companhia acredita que irão impulsionar seus números são: i) Plano de Monetização de Ativos Tributários (Projeto Manaus); ii) Redução do excesso de estoques; iii) Vendas de Celulares e Projeto TV Digital; iv) Expansão da operação nas escolas da África e; v) Início das vendas de produtos VAIO na América do Sul. Todas estas frentes irão ajudar no resultado futuro da companhia, pois o mercado de PCs e Tablets continua bastante complicado. A Positivo irá fazer sua teleconferência hoje às 10h30. Acreditamos que suas ações tendem a performar positivamente no pregão de hoje.

Números surpreendentes da Ser Educacional (SEER3). A instituição de ensino superou as projeções de mercado para o desempenho no 4º Trim/16. No comparativo com o derradeiro trimestre de 2015 com os dados ajustados pelos efeitos do FIES, a receita líquida cresceu 11,6%, o EBITDA 28,5% e lucro líquido praticamente dobrou (R$ 16,1 milhões versus R$ 32,2 milhões) entre os períodos. Adicionalmente a esse forte desempenho, a companhia distribuirá um bom dividendo aos acionistas posicionados ao fim do pregão de hoje, o que deverá levar ainda mais as ações SEER3 para o campo positivo. Serão distribuídos R$ 34,2 milhões em dividendos, equivalentes à R$ 0,27 bruto por ação, sendo que o pagamento será feito até 05/mai/17 e o dividend yield está próximo a 1,5% considerando a cotação de fechamento de ontem.

Fraca performance operacional da Log-In (LOGN3). Em meio ao processo de reestruturação organizacional, a companhia tem se desfeito de ativos para melhorar sua estrutura de capital. Portanto, iremos analisar seus números recorrentes, ao invés de fazer a avaliação pelos dados consolidados neste período. Em relação ao 4º Trim/15, a receita líquida tombou 20,4% diante do menor volume em todos os nichos de atuação da empresa. O EBITDA que já era negativo aumentou ainda mais, saindo de R$ 9,3 milhões para R$ 40,5 milhões no 4º Trim/16 e, da mesma forma, o prejuízo líquido foi bem maior no último trimestre do ano passado. Acreditamos que esse desempenho já estava na conta dos investidores, porém, o processo de reestruturação da companhia poderá suavizar a pressão nos ativos LOGN3 no pregão de hoje.

Movida (MOVI3) divulga prévia operacional do 1º Bim/17. A empresa de locação veicular mostrou que a taxa de ocupação da frota operacional subiu para 74,2% no rent a car, ante taxa de 62,8% no mesmo período de 2016, além de que o total de diárias nesse segmento saltou 46,1%. Já no mercado de terceirização de frotas, o desempenho ficou mais pressionado com queda de 11,1% nas diárias e, consequentemente, redução de 2,7 pontos percentuais na taxa de ocupação da frota. E, para compensar, houve forte crescimento de 36,5% na venda de seminovos entre os bimestres. Entendemos que o desempenho foi satisfatório para o período, o que tende a levar as ações MOVI3 para o campo positivo no pregão de hoje.

Fusão de Kroton (KROT3) e Estácio (ESTC3) enfrenta turbulências. Segundo reportagem de hoje do jornal Valor Econômico, a combinação de negócios entre as companhias passa por uma série de bombardeios. O conselho da Estácio abriu uma investigação para apurar uma denúncia anônima dando conta de que seu presidente, Pedro Thompson, estaria articulando contra a fusão. O executivo foi afastado do grupo de trabalho que negocia os termos da associação com a Kroton no CADE, segundo fontes a par do assunto que não foram citadas pelo jornal. A transação sofre pressão também de terceiros interessados, como as rivais Ser Educacional (SEER3), Anima (ANIM3) e o grupo Laureate, entre outras instituições que já se posicionaram publicamente contra o negócio. O caso ainda está sendo analisado pelo órgão antitruste que já considerou a transação complexa e, portanto, aumentou o prazo para dar seu parecer final. Essa notícia dando conta de forças internas da Estácio contra a fusão com a Kroton certamente movimentará os papéis das companhias no curto prazo.

Lojas Renner (LREN3) distribuirá JCP e fará bonificação. A companhia aprovou a distribuição de JCP, no valor bruto de R$ 48 milhões, sobre o exercício de 2017, correspondentes a R$ 0,07476 por ação (valor bruto, também). O pagamento será efetuado até dez dias após a AGO de 2018. Farão jus aos juros os acionistas da companhia detentores de ações em 21/03/17. Dessa forma, a partir de 22/03/17 as ações serão negociadas ex-JCP. Além disso, a Lojas Renner, irá propor na assembleia de acionistas (essa, a de 2017) a bonificação de 10% em ações, que corresponderá à emissão de 64.355.058 novas ações ordinárias, sendo uma nova ação ordinária para cada dez ações ordinárias, sem custo aos acionistas.

Acordo da Samarco, joint venture da Vale (VALE5) e BHP Billiton, é homologado. A Justiça de Minas Gerais homologou parcialmente o Termo de Ajustamento Preliminar celebrado pela Samarco e suas acionistas com o Ministério Público Federal. Com isso foram definidos os prazos para contratação de empresas especializadas para o diagnóstico dos problemas e avaliação dos programas socioeconômicos e socioambientais previstos no programa. O destaque, todavia, fica com a suspensão de duas ações, ajuizadas pelo MPF e pela União, que chegam a R$ 175 bilhões. Esse acordo já tinha sido anunciado, ainda assim, sua homologação aliado a suspensão dos processos é um alento, que pode favorecer os papéis da Vale.

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Bons negócios.