Terça-feira, 17 de julho de 2018

 
 

Bom dia,


Agenda bem fraca. Sem nenhum indicador econômico relevante para hoje, o cenário político ganha força, principalmente com as incertezas sobre os candidatos e o apoio de partidos, trazendo volatilidade para o mercado.

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Taxa de emprego no Reino Unido apresenta forte elevação. O Reino Unido apresentou a maior taxa de emprego de sua história, subindo para 75,7% nos três meses até maio. A população empregada aumentou em 137 mil, e a taxa de desemprego se manteve em 4,2%. Já os salários no Reino Unido aumentaram a um ritmo de 2,7% no trimestre, conforme esperado. 

Powell e Trump são destaques.
Os investidores devem ficar atentos ao discurso de Jerome Powell no Senado norte-americano, diante da expectativa de que o presidente do Fed aborde questões relacionadas à recente escalada da guerra comercial e seus potenciais impactos para economia e na condução da política monetária no curto e médio prazo. A agenda também conta com a divulgação da produção industrial de junho, que deve voltar ao campo positivo, e de resultados corporativos. Donald Trump também segue no radar, com o mercado monitorando os possíveis desdobramentos da aproximação EUA - Rússia, vista na reunião com Putin, ontem, na Finlândia.

Bolsas recuam.
A maior parte das Bolsas asiáticas teve mais um dia de perdas, ainda reflexo dos dados mais fracos de atividade divulgados ontem pela China. Na Europa, os índices oscilam entre a estabilidade e leves perdas, diante dos balanços corporativos do segundo trimestre e da expectativa com o discurso de Powell.

     

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Produção da Petrobras (PETR4) recua. Em junho, a produção total de petróleo e gás foi cerca de 1,9% inferior a registrada em maio, sobretudo por conta de uma parada programada e da alienação de 25% de sua participação no campo de Roncador, concluída no dia 14. Esses fatores foram parcialmente compensados pelo aumento de produção no exterior, mais especificamente em campos na Nigéria, e pelo início da produção no FPSO Cidade de Campos de Goytacazes, na Bacia de Campos. Contudo, à novidade deve ter pouca influência sobre os papéis da companhia, que vão continuar respondendo ao noticiário político e a volatilidade na cotação do petróleo.

Vendas da Energias do Brasil (ENBR3) avançam.
O volume de energia distribuída aumentou 3,2% nesse segundo trimestre, frente ao 2T17, puxado principalmente pelas maiores vendas no mercado livre para clientes industriais e comerciais e pela recuperação no consumo residencial, tanto na EDP São Paulo quanto no Espírito Santo. A geração e comercialização também avançaram, devido a estratégia de sazonalização da companhia. Esse desempenho perfaz boas perspectivas para o resultado financeiro que será divulgado na próxima semana, no dia 25 após o pregão, portanto, seus papéis devem responder de forma marginalmente positiva à divulgação.

Tenda (TEND3) tem trimestre positivo. Destaque na prévia de resultados para a contínua melhora na velocidade de vendas da incorporadora e para a retomada dos lançamentos após um primeiro trimestre bastante impactado por atrasos na aprovação de projetos em determinados locais. Os lançamentos dobraram na comparação com o trimestre imediatamente anterior e as vendas tiveram bom avanço de 13,5% na mesma comparação. Distratos continuaram sob controle, bem abaixo do patamar do segundo trimestre do ano passado. Esperamos reação positiva do mercado à divulgação.

Boa prévia da Trisul (TRIS3). Mesmo com o efeito da greve dos caminhoneiros e das incertezas domésticas, a companhia conseguiu vender mais nesse trimestre do que no 1T18 e no 2T17. A velocidade de vendas foi um pouco menor, porque o trimestre também foi forte em lançamentos, diferente do primeiro trimestre do ano que teve apenas um lançamento no segmento econômico, ainda assim vemos os números como positivos. Vale lembrar que no 1T18 a prévia de resultados também veio forte, mas as margens vieram mais pressionadas quando da divulgação do resultado completo. Acreditamos que o mercado deva receber bem os números divulgados, mas esperar o resultado consolidado para uma reação mais forte.

Cyrela (CYRE3) fecha a trinca de boas prévias do dia. A incorporadora mostrou melhora nas vendas tanto na comparação com o 1T18 quanto com o 2T17. Essa boa performance veio principalmente das vendas de lançamentos, que responderam com metade das vendas da companhia nesses três meses. Ponto negativo foi a venda de estoque pronto que diminuiu bastante. O volume lançado no trimestre, excluindo a participação de terceiros, saltou 38% na comparação com o mesmo período do ano anterior, ainda assim, no ano, os lançamentos caem 12% na comparação com o primeiro semestre de 2017.

Valid (VLID3) fecha novo contrato nos EUA. A companhia anunciou que vai produzir carteiras de habilitação e de identidade para os residentes do estado americano de Vermont. A estimativa da Valid é de uma demanda de 200 mil documentos por ano. Vale lembrar que Vermont é um dos estados menos populosos dos EUA, ganhando apenas do Wyoming. Ainda assim, esse novo contrato corrobora a tendência positiva que temos visto para a divisão de identificação nos EUA, que na semana passada fechou um contrato com a cidade de Providence, em Rhode Island.

Anima Educação (ANIM3) anuncia aquisição. A companhia anunciou que adquiriu a Cesuc Educação, em Catalão, em Goiás, reforçando a atuação na região do oeste de Minas Gerais e Goiás. O valor a ser pago pela aquisição é de R$ 31,2 milhões, sendo uma entrada de R$ 10 milhões e o restante em 5 prestações anuais, além de um contrato de locação de longo prazo dos imóveis onde estão instaladas as instituições. O Cesuc é a principal instituição de ensino superior de Catalão, contando com aproximadamente 2,5 mil alunos matriculados. Em 2017, o CESUC apresentou receita líquida de R$ 22,8 milhões e EBITDA ajustado de R$ 5,5 milhões.

CADE aprova fusão de IMC (MEAL3) e Sapore.
O CADE aprovou sem restrições a combinação dos negócios entre a Sapore e a IMC, anunciada em 15 de junho. A implementação da operação continua sujeita a aprovação dos acionistas da IMC e caso seja aprovada, a junção das operações resultará em uma empresa com faturamento de R$ 3 bilhões.


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