Segunda-Feira, 17 de julho de 2017

 
 

Bom dia,


1

Mercado espera queda maior dos juros. O Boletim Focus mostra que os agentes estão, por ora, menos receosos quanto ao impacto da crise política sobre a atividade econômica. A projeção para o crescimento do PIB ficou inalterada frente aos dados da última leitura, ao passo em que houve queda na estimativa para todos os índices de inflação, com destaque para o IPCA desse ano, que saiu dos 3,38% há uma semana para 3,29% nessa divulgação. Nesse sentido, o mercado também passou a esperar uma redução mais acentuada na taxa de juros esse ano, com a Selic final do período caindo 0,25 p.p. em uma semana, para 8%. Para 2018, a perspectiva para a taxa no final do período se manteve estável em 8%, mas a taxa média recuou de 8,17% para 8% na mesma base de comparação.

IGP-10 acentua deflação. O índice geral de preços registrou variação de -0,84% em julho, acelerando a queda de 0,62% do mês anterior. Esse resultado reflete principalmente a retração nos preços ao produtor, puxada pelos produtos agropecuários. Nos preços ao consumidor, houve retração em três das oito classes de despesas, com destaque para habitação e transportes, que caíram pela redução nos custos com eletricidade e combustíveis. Em doze meses o IGP-10 registra queda de 1,79% e no acumulado desse ano -2,25%.

Já o IPC-S tem deflação menor. No índice de preços ao consumidor semanal a variação foi de -0,05%, reduzindo a queda de 0,18% registrada na última divulgação. Houve aceleração nos preços em habitação, comunicação e educação, leitura e recreação. Porém, esse efeito foi compensado pela taxa de variação negativa nos grupos alimentação e transportes, bem como pela desaceleração nas demais categorias.
a
Dados da China surpreendem positivamente. O PIB do gigante asiático avançou 6,9% no 2° trimestre, superando as estimativas do mercado, com o aumento das exportações e a resiliência do consumo doméstico compensando as medidas mais restritivas impostas no início do ano. Outros indicadores divulgados nesse final de semana também trouxeram boas novas, com crescimento de 7,6% na produção industrial e de 11,0% nas vendas do varejo em junho, ambos em comparação com junho do ano passado. Esse desempenho corrobora a perspectiva de que a meta de crescimento de 6,5% deve ser cumprida, e deve trazer um fôlego importante para as commodities no curto prazo.

Bolsas sem direção, em dia fraco de indicadores. As principais Bolsas da Europa operam sem um sinal definido em dias sem indicadores relevantes no continente. Os dados fortes de atividade na China não foram capazes de manter os índices locais no campo positivo, impactados por temores acerca de um aperto na política monetária pelas autoridades chinesas. Vale mencionar que o dia não reserva grandes novidades, apenas com o indicador mensal do Fed de NY sobre a atividade da indústria por lá. Aqui, com o recesso parlamentar, a agenda política deve momentaneamente sair do radar, o que pode diminuir a volatilidade no pregão de hoje.

 
a
JBS (JBSS3) continua vendendo ativos. A companhia celebrou um acordo para a alienação de sua operação de confinamento e uma fazenda adjacente, no Canadá, à MCF Holdings Ltd. pelo valor de 50 milhões de dólares canadenses (cerca de US$ 40 milhões). O acordo prevê que a MCF irá continuar fornecendo gado para a unidade de produção de carne bovina da JBS Canadá. A conclusão da transação está condicionada à aprovação pelas autoridades competentes. Notícia positiva para a companhia, pois irá ajudar em sua desalavacagem, entretanto, continuamos não recomendando o posicionamento em seus papéis haja vista que os problemas envolvendo os seus principais executivos irão continuar afetando as suas operações.

BrProperties (BRPR3) finaliza aquisição do Robocop. A companhia anunciou que concluiu a operação para adquirir as duas torres do Condomínio Centenário Plaza, conhecido como Robocop, por R$ 439 milhões, R$ 6 milhões acima do valor anunciado inicialmente, o que não muda substancialmente a nossa visão mais positiva da aquisição. A companhia estava um pouco alavancada, olhando para múltiplos, pois seu EBITDA está depreciado pela vacância, que além de diminuir receitas, aumenta os custos, mas vale lembrar que a companhia fez uma oferta de quase R$ 1 bilhão recentemente. À medida que a vacância se normalize no médio prazo, isso deve abrir ainda mais espaço para aquisições.

Rescisão contratual gera indenização de R$ 59,6 milhões para a Log-In (LOGN3).
A companhia anunciou na semana passada que o estaleiro EISA rescindiu definitivamente o contrato para a construção de três navios que foi celebrado em 2007 e que estava suspenso desde 2015. Com isso, a Log-In receberá a indenização no valor de R$ 59,6 milhões, sendo que a companhia estuda empregar esses recursos para a compra da embarcação para recompor os ativos que não foram entregues a EISA. Diferentemente do que informamos na publicação matinal de 13/jul, a EISA não é cliente da Log-In, dessa forma a rescisão não reduz o faturamento da companhia, bem como a entrada da indenização reforça o caixa da empresa.

Odontoprev (ODPV3) ganha disputa. A companhia comunicou ao mercado que a disputa que vinha travando desde 2010 pelo não recolhimento da contribuição previdenciária sobre as remunerações pagas aos dentistas individuais credenciados teve desfecho favorável. A empresa vinha contabilizando em sua linha de encargos, a alíquota de 20% sobre as remunerações pagas, agora não precisará mais fazê-lo, o valor que estava provisionado era de R$ 303 milhões. Desta forma, este montante além de não precisar mais ser contabilizado em seu balanço. Notícia positiva para as ações da empresa no pregão de hoje. Entretanto nossa recomendação ainda é de não exposição aos seus papéis.

AGENDA DE DIVIDENDOS

 

Bons negócios.