Sexta-feira, 17 de agosto de 2018

 
 

Bom dia,


Indicadores de inflação apresentam alta. O índice de preços ao consumidor de São Paulo avançou 0,47% na 2ª quadrissemana de agosto, depois de subir 0,37% na última prévia do mês, com os grupos habitação e saúde mostrando mais força. E o IGP-M também teve elevação, saindo de 0,53% para 0,67% no segundo decêndio de agosto, com a maior contribuição partindo dos preços ao produtor.

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Inflação na zona do euro acelera em julho. O CPI da zona do euro subiu 2,1% na comparação anual em julho, ganhando força em relação ao aumento de 2,0% verificado em junho. O resultado ficou dentro das estimativas de mercado. Essa última leitura acabou mostrando que a inflação na zona do euro superou a meta do BCE. Excluindo os preços de energia e de alimentos não processados do indicador, houve alta de 1,3% na mesma base de comparação, também mostrando aceleração em relação ao mês anterior.

Agenda segue amena nos EUA. Sem trazer grandes novidades, hoje serão divulgados os indicadores antecedentes, pelo Conference Board, do mês passado, além da prévia da confiança do consumidor pela Universidade de Michigan. Os dados semanais da Baker Hughes, sobre a perfuração semana de poços, como de costume, deve trazer alguma volatilidade para a cotação do petróleo ao longo do dia, mas é o noticiário político, sobretudo em torno da política comercial norte-americana, que deve de fato balizar o humor dos investidores nesta sexta-feira.
   
Bolsas encerram a semana em baixa. As relações comerciais entre EUA e Turquia, que entraram em foco na última sexta, continuaram trazendo tensão para os mercados bursáteis ao longo da semana, sentimento que foi apenas amenizado com os indícios de que Washington e Pequim podem retomar as negociações comerciais ainda esse mês. Nesta manhã especificamente, alguns índices da Ásia denotaram leve recuperação, enquanto que na Europa as Bolsas operam com ligeiras perdas, também em reflexo dos dados de inflação, que comentamos acima.

 


Light (LIGT3) avalia oferta pública. A elétrica anunciou que vem avaliando a possibilidade de realizar uma captação de recursos por meio de uma  oferta pública de ações ordinárias de sua emissão. Como ato preliminar, foi celebrado um acordo não vinculante para ancoragem de parte da possível oferta com fundos liderados pela GP  Investments. A companhia ainda deixou claro que não há qualquer conclusão definitiva sobre a operação, nem sobre sua estrutura e volume, e que a proposta está "sujeita a diversos fatores e condições". De toda forma, vislumbramos que suas ações podem responder de forma negativa à novidade.

Assembleia da Oi (OIBR4) é adiada. Após a primeira capitalização de mercado, estava previsto para o próximo dia 3 o encontro de acionistas para eleição do novo conselho de administração da empresa, além de tratar dos termos do segundo aumento de capital. Em comunicado, a administração da Oi decidiu adiar a assembleia para o dia 17/set para "garantir aos acionistas tempo suficiente para tomarem uma decisão informada sobre as matérias colocadas à sua deliberação". Prevista para ocorrer até o fim deste ano, mas com prazo final até fev/19, a segunda capitalização não deve exceder o limite de R$ 4 bilhões, uma vez que este foi o valor estipulado no plano aprovado em dez/17 pelos seus credores, sendo que a administração da empresa já indicou que o valor por ação nessa oferta deverá ficar próximo a R$ 1,24, bem abaixo da cotação atual de seus ativos. Embora a redução da dívida e a entrada de novos recursos na Oi possam melhorar a situação financeira da companhia, ainda entendemos que a volatilidade deverá permanecer alta nos ativos OIBR4 em meio às ofertas de ações em bolsa.

JHSF (JHSF3) antecipa inauguração de expansão.
A companhia informou que a segunda expansão do outlet Catarina foi inaugurada com 45 dias de antecedência. São 5,5 mil m² adicionais de área bruta locável que vão levar a um crescimento de NOI (resultado operacional) de cerca de 20% no empreendimento. A ABL total em shoppings da JHSF antes da inauguração era de 100,7 mil m². Vale lembrar que o Catarina está 100% locado. Boa notícia para os acionistas, mas com impacto limitado.

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