Segunda-Feira, 17 de abril de 2017

 
 

Bom dia,


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Boletim Focus aponta nova queda da inflação. As projeções do boletim Focus novamente vieram com redução para o IPCA. Para 2017, a previsão agora é que feche o ano em 4,06% ante 4,09% esperado na semana passada e para 2018 segue em 4,50%. A projeção para Selic no final do ano veio com números inalterados tanto para 2017 quanto 2018, em 8,5% nos dois períodos. Já a expectativa para o PIB foi reduzida, saindo de 0,41% para 0,40%, em 2017 e para 2018 a perspectiva segue de 2,50%. E no câmbio, para o fim de 2017 a projeção permanece em R$ 3,23 e em 2018 segue em R$ 3,40.

Inflação menor. Em mais uma semana com apenas quatro dias úteis (feriado de Tiradentes na sexta-feira), esta segunda-feira chuvosa, trouxe indicadores de inflação menores. Com o Índice de Preços ao Consumidor da segunda quadrissemana de abril saindo de uma alta de 0,49% para 0,44%, influenciado principalmente pela desaceleração do aumento nas contas de luz. Ficou abaixo das projeções de mercado que esperavam um índice de 0,5%. E o IGP-10 também desacelerou saindo de 0,05% em março para -0,76% em abril, ficando abaixo das projeções de mercado que apontavam para uma deflação de 0,64%. O grande influenciador da desaceleração do IGP-10 foi os preços ao produtor (IPA) que arrefeceu de -0,12% para -1,29% no mês.
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Atividade industrial é destaque na agenda norte-americana. O índice de preços ao consumidor (CPI), acompanhado de perto pelos integrantes do FED, divulgado na última sexta-feira, surpreendeu ao cair 0,3% em março, enquanto que o núcleo (onde itens voláteis como alimentos e energia são excluídos) registrou queda de 0,1%. Essa é a primeira retração no núcleo do CPI desde 2010, que contrariou as projeções que apontavam para uma alta de 0,2%. Com esses números sugerindo perda de fôlego na inflação norte-americana, o mercado deve ficar atento ao índice de atividade industrial, divulgado pelo FED hoje, cuja expectativa é de leve recuo em abril. Para o índice de confiança do construtor, menos relevante, a estimativa também é de arrefecimento, frente aos 71,0 pontos registrados em março.

Crescimento da China surpreende, mas cautela predomina. O PIB do gigante asiático avançou 6,9% nesse 1° trimestre, superando as estimativas do mercado (6,8%) ao atingir o maior ritmo de crescimento desde 2015. Além disso, foram divulgados uma série de dados referentes a março, que também superaram as projeções, com a produção industrial avançando 7,6%, os investimentos em ativos fixos crescendo 9,2% e as vendas no varejo aumentando em 10,9%, todos na comparação com o mesmo período do ano passado. Apesar desses dados mais positivos, há dúvidas quanto sustentabilidade desse desempenho, que, em boa medida, reflete o aumento dos estímulos do governo.

Bolsas sem sinal definido, com feriado na Europa. As Bolsas europeias ficam fechadas nessa segunda, com o pessoal lá ainda comemorando a Páscoa, enquanto isso, a Bolsa de Shanghai fechou em queda, mesmo com os dados mais fortes da economia Chinesa (com texto acima), pressionada pela queda nas commodities. No Japão, o principal índice acionário fechou perto da estabilidade com leve alta, com as tensões entre EUA e Coreia do Norte ainda preocupando os mercados, em meio à visita do vice-presidente americano à Seul.

 
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Prévia sem surpresas da Even (EVEN3) no 1T17. A incorporadora divulgou seus números operacionais referentes ao 1T17 e o resultado do trimestre não deve fugir muito da dinâmica observada nos últimos períodos. As vendas da Even continuaram em um patamar bem baixo, com velocidade de vendas cadente em relação aos últimos trimestres, em que pese a elevação dos lançamentos da incorporadora na comparação principalmente com o 1T16. Além disso, outro ponto importante, o volume de entregas de empreendimentos, continuou elevado, o que deve manter o patamar de distratos ainda bem elevado historicamente. Com números ainda pressionados, mas sem novidades, consideramos que a prévia da Even deve ter impacto apenas marginal nos seus papéis.

Produção da Petrobras (PETR4) sem novidades em março. A produção média de petróleo e de gás natural no país foi 3% inferior a de fevereiro, principalmente por conta de paradas para manutenção no FPSO Cidade de Angra dos Reis, no pré-sal da Bacia de Santos, e no P-37, na Bacia de Campos. A parada no FPSO de Angra também justifica a queda mensal de 2% na produção de petróleo e gás natural na camada do pré sal. Já na comparação com março de 2016, a produção no pré-sal aumentou 36%, em razão da entrada em operação de dois FPSO, Saquarema e Caraguatatuba, e da maior produção no FPSO Cidade de Maricá. No exterior, a produção de petróleo saltou 4% frente ao mês anterior, sobretudo pela retomada na produção nos campos de Lucius e Hadrian South, nos Estados Unidos. Sem grandes surpresas, esses dados devem trazer influência marginalmente positiva para os papéis da companhia, amenizando os impactos derivados do imbróglio político que aflige o país.

Intervenção na Oi (OIBR4) fica mais distante. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) resolveu "frear" as expectativas do mercado em torno da intervenção imediata na Oi. Agora, o plano é aguardar a assembleia de credores no âmbito do processo de recuperação judicial, que deve ocorrer apenas em agosto ou em setembro deste ano, para definir se intervém ou não na operadora de telefonia. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o presidente da agência reguladora, Juarez Quadros, alertou sobre os riscos de que a União seja responsabilizada judicialmente por não permitir que acionistas e credores esgotem todas as possibilidades de selar um acordo. Tal entrevista do presidente da Anatel, assim como a própria demora na publicação da medida provisória que trata do tema deverão deixar pressionadas as ações OIBR4 em bolsa, uma vez que as perspectivas criadas pelos investidores com a possibilidade da intervenção federal na operadora e a expressiva valorização dos ativos da Oi desde então, abrem espaço para a realização nesse novo momento de incerteza.

A M. Dias Branco (MDIA3) aprovou o desdobramento de ações ordinárias de 1 para 3. Por unanimidade de votos, foi aprovado o desdobramento das ações ordinárias de emissão da companhia, na proporção de três ações para cada uma ação existente. Assim, para cada uma ação ordinária detida, o acionista receberá duas ações adicionais, passando o capital social da companhia a ser representado por 339,0 milhões de ações ordinárias. O desdobramento terá como base a posição acionária na data de 17/04/2017, as ações serão negociadas sem direito ao desdobramento, e o crédito das ações desdobradas será realizado em 20/04/2017.

Desdobramentos da Operação Carne Fraca (JBSS3 e BRFS3). No sábado, dia 15/04, a Polícia Federal indiciou 63 alvos da Operação, por crimes de corrupção, concussão, prevaricação, formação de organização criminosa e crime contra a saúde pública. Os alvos continuam sendo os funcionários do Ministério da Agricultura, no Paraná e Goiás, além de donos de frigoríficos e empresas de alimentos processados e executivos, entre eles nomes de executivos da JBS e da BRF. As duas empresas se pronunciaram ao mercado esclarecendo que não compactuam com qualquer desvio de conduta de seus funcionários e tomarão as medidas cabíveis. No entanto, essa notícia é bastante negativa para as companhias do setor, principalmente para as duas empresas que estão sendo investigadas. Desta forma, mantemos nossa recomendação de cautela para os papéis das empresas JBS e BRF.

Publicamos o relatório de revisão de projeção da Senior Solution (SNSL3). As perspectivas para a companhia se alteraram em função da relevante aquisição realizada recentemente e por conta da "reoneração" da folha de pagamentos. Confira esses temas, bem como a nossa visão e recomendação para as ações SNSL3 clicando aqui.

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Bons negócios.