Terça-feira, 16 de outubro de 2018

 
 

Bom dia,


Dados mais positivos. O IPC-S da segunda quadrissemana de outubro apresentou variação de 0,52%, 0,01 p.p. abaixo da taxa registrada na última divulgação. Outro dado divulgado foi a sondagem de serviços de agosto que mostrou crescimento de 1,2% frente o mês anterior, acima das projeções de mercado. Em comparação a agosto de 2017, o setor de serviços teve crescimento de 1,6%. Já do lado político, a pesquisa Ibope para o segundo turno confirmou liderança com folga de Bolsonaro com 59% contra 41% de Haddad. 

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Dados mais fracos na Europa. O superávit da zona do euro arrefeceu em agosto, ao atingir € 11,7 bilhões, com as importações avançando cerca de 8,4% em um ano e as exportações subindo 5,6% no mesmo período. Na Alemanha, o índice de expectativas apresentou forte retração em outubro, saindo dos -10,6 pontos registrados no mês anterior para -24,7 pontos agora, reflexo de temores quanto a uma guerra comercial mais acirrada e da maior instabilidade no governo de coalizão do país. Já no Reino Unido, sem grandes novidades, a taxa de desemprego de agosto se manteve estável frente à última leitura, em 4%.

Agenda americana. Os índices americanos devem responder ao calendário de resultados, que nessa manhã tem como destaque os balanços da Johnson & Johnson e do Goldman Sachs, que vieram acima do esperado. Além disso, logo depois da abertura por aqui, sai a produção industrial de setembro, com expectativa de alguma desaceleração. Um pouco mais tarde, ainda pela manhã, o mercado fica de olho nos dados de confiança da Associação Nacional de Construtores.

Dia misto lá fora. O sentimento em geral segue mais negativo, nessa semana potencializado pela questão saudita, que afeta bastante a cotação do petróleo. Algumas notícias, porém, acalmam um pouco investidores, como os resultados mais positivos divulgados por empresas americanas e o acordo na Itália em torno do orçamento para o próximo ano, ainda que com um déficit que não agrada em nada o pessoal da União Europeia. Dessa forma, o dia é de ganhos marginais, mas com alguns mercados ainda no vermelho, como Londres e Shanghai.

 


Petrobras (PETR4) celebra nova parceria estratégia. O acordo realizado com a petroleira chinesa CNPC visa analisar a viabilidade técnica do estado atual do Comperj, e a elaboração de um planejamento do escopo e investimentos necessários para a conclusão da refinaria. Com o custo-benefício do negócio em mãos, pretende-se formar uma joint venture para conclusão do projeto, com a Petrobras tendo 80% de participação e a CNPC ficando com os outros 20%. Além disso, a parceria também define a participação de 20% da CNPC no cluster de Marlim, onde o petróleo tem características "perfeitamente adequadas ao processamento na refinaria do Comperj". A novidade deve trazer influência marginalmente positiva aos papéis PETR4 hoje.

Má notícia para a BRF (BRFS3). A companhia afastou todos os funcionários citados ontem no inquérito da Operação Trapaça da Polícia Federal, derivada da Carne Fraca, até que os fatos sejam esclarecidos. Segundo a BRF, ela vem colaborando com as investigações e segue com um comitê independente de investigação que tem por objetivo esclarecer todos os fatos.

Direito de subscrição da Minerva (BEEF3). A companhia anunciou no dia 11 de setembro o aumento de capital no valor de até R$ 1,05 bilhão, com o objetivo principal de reduzir a sua alta alavancagem, que está em 5x o EBITDA, aprovado em assembleia no final do dia de ontem. O direito de preferência para subscrição das novas ações deve ser exercido entre os dias 16 de outubro e 14 de novembro.

Unipar (UNIP6) distribuirá proventos. A companhia irá distribuir dividendos no valor total de R$ 1,5431 por ação preferencial, o equivalente a um yield de cerca de 3,8%. Os papéis ficarão ex nessa sexta-feira (19/10) e o pagamento deve ocorrer ainda esse mês, no dia 30.

AGENDA DE DIVIDENDOS



Bons negócios