Segunda-feira, 16 de julho de 2018

 
 

Bom dia,


Inflação arrefece. O IGP-10 reportou variação positiva de 0,93% em julho, vindo abaixo dos 1,86% registrados em junho. Com este resultado, o índice acumula alta de 6,07% no ano e de 8,06% em 12 meses. O resultado de julho abaixo do mês anterior reflete a queda dp preços dos combustíveis, que avançaram 9,37% no mês passado e caíram 1,64% nessa medição. O IPC-S de julho também apresentou variação menor que a reportada no mês anterior, ficando em 0,67%, 0,34 p.p. abaixo da taxa registrada na última divulgação. Nesta apuração, sete das oito classes de despesas que compõem o índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação, com a maior contribuição para a desaceleração partindo do grupo alimentação.

Mais do mesmo. O Boletim Focus mostrou estabilidade nas projeções para o câmbio e para a Selic. E a revisão da projeção para o PIB desse ano, continua caindo, ficando agora em 1,50%. Destaque também para a queda da inflação projetada, com o mercado projetando IPCA ao final desse ano, em 4,15% contra 4,17% da última divulgação, revertendo a tendência das últimas semanas.

Atividade desacelera. Como esperado, diante da ruptura do sistema logístico do país, com a greve dos caminhoneiros, a atividade teve forte desaceleração em maio, recuando 3,34% frente ao mês anterior, na séria dessazonalizada, e caindo 2,90% frente a maio de 2017. Apesar de fraco, esse desempenho já era bastante esperado e, portanto, deve exercer pouca influência para os mercados hoje, onde os investidores seguirão atentos principalmente ao noticiário político.

a

Economia chinesa desacelera. Dados importantes divulgados na principal economia asiática mostraram um desaquecimento da atividade industrial, com a produção industrial de junho vindo abaixo da expectativa, já impactada pela disputa comercial iniciada por Trump nesse início de ano. No mesmo sentido, o PIB chinês, esse do segundo trimestre, também veio menor que o período imediatamente anterior, mas esse dentro do projetado pelo mercado. Os dados reforçaram os temores do mercado quanto aos impactos das medidas já anunciadas por Trump e das que podem estar por vir.

Superávit da Zona do Euro diminui. Em maio, a balança comercial do bloco europeu apresentou saldo positivo de € 16,5 bilhões, denotando certo arrefecimento frente à leitura anterior e ante os € 19,5 bilhões de superávit registrado em maio de 2017, com as exportações caindo 0,8% e as importações avançando 0,7% no período. Por outro lado, cabe destacar que o superávit do bloco com os Estados Unidos aumentou no acumulado dos cinco primeiros meses do ano, atingindo 54,8 bilhões de euros, frente aos € 48,1  bilhões registrados no mesmo período do ano anterior, o que, certamente, vai realimentar os temores quanto a um acirramento da guerra comercial.

Encontro de Trump e Putin no radar dos investidores. O destaque na agenda americana são os números relativos às vendas no varejo de junho, mas o mercado deve ficar atento, logo agora pela manhã, ao encontro entre o presidente americano e o mandatário russo, que acontece na Finlândia. Um dos principais pontos de discussão deve ser a questão síria, ponto de divergência entre os dois países recentemente.

Dados chineses pressionam Bolsas. Além da desaceleração dos índices divulgados hoje, o Ministério do Comércio da China entrou com uma reclamação na OMC por conta das tarifas impostas pelo governo americano a produtos chineses, o que eleva a aversão ao risco global. Na Ásia, a Bolsa de Shanghai foi destaque de queda, enquanto o mercado japonês permaneceu fechado por conta do feriado local do dia do oceano. Após abrirem com algum ímpeto positivo, as Bolsas europeias também já operam no campo negativo.

    

a
Produção da Vale (VALE3) segue em alta. A companhia apresentou bom desempenho nesse 2° trimestre, com a produção de minério de ferro atingindo 96,8 mil toneladas, alta de 18,1% frente ao 1° trimestre e de 5,3% em doze meses. Todavia, a greve dos caminhoneiros trouxe algum impacto para o volume de vendas no período, o que deve ser parcialmente compensado pela desvalorização do real e pela contínua melhora no mix de vendas, com produtos considerados premium correspondendo por 77% das vendas, contra 68% no 2T17.  Em síntese, esse desempenho operacional reforça as boas expectativas para o resultado financeiro que será divulgado na próxima semana, no dia 25, após o pregão. Suas ações devem responder de forma positiva à novidade.

CSN (CSNA3) aumenta preço do aço. Segundo veiculado nesta manhã pelo Estadão, a CSN vai reajustar o preço do aço laminado para a rede de distribuição em 12,25%, a partir do próximo dia 27. Esse movimento reflete principalmente a desvalorização do câmbio no último trimestre e a contínua alta na cotação de suas principais matérias-primas. A companhia não se manifestou a respeito, todavia, ainda assim, seus papéis devem responder de forma positiva no pregão de hoje.

Embraer (EMBR3) anuncia pedido de 25 jatos. A venda foi feita para a United Airlines e tem o valor estimado em US$ 1,1 bilhão. Serão 25 aeronaves E175 com entrega a partir do ano que vem. A venda foi realizada durante o Farnborough Airshow, feira de aviação realizada na Inglaterra. A companhia deve anunciar mais acordos do tipo nos próximos dias, o que é usual nesses eventos, mas o efeito sobre os seus papéis deve ser mitigado pelo acordo com a Boeing, que pressiona os papéis desde o anúncio oficial, ainda que esteja subprecificado nas ações.

AGENDA DE DIVIDENDOS



AGENDA DE RESULTADOS


Bons negócios