Sexta-feira, 15 de junho de 2018

 
 

Bom dia,


Inflação acelera e indicador de atividade fica abaixo do esperado. Hoje cedo, a FGV divulgou o IGP-10 deste mês que registrou 1,86%, acima dos 1,11% apurados no mês passado e também da mediana das previsões que estava em 1,61% para essa leitura. A alta nos preços ao produtor (2,50%) puxou o IGP-10, uma vez que a inflação ao consumidor (0,74%) e o índice de custo da construção (0,36%) aceleraram bem menos neste mês. Com este resultado de junho, o índice acumula alta de 5,09% no ano e de 6,17% em doze meses. Já o índice de atividade econômica do Banco Central, o IBC-Br que é considerado uma prévia do PIB do IBGE, relativo ao mês de abril cresceu 0,46% sobre março na série com ajuste sazonal e 3,7% na comparação com abr/17. Apesar de positivas, ambas as variações ficaram ligeiramente aquém das estimativas de 0,6% e 3,8%, respectivamente. Cabe registrar que o cálculo de abril ainda não contemplou os efeitos negativos à atividade econômica da greve dos caminhoneiros, que ocorreu no final de maio, sugerindo que a dinâmica de recuperação econômica já arrefecia antes mesmo da paralisação.

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Dados europeus. Destaque na agenda hoje para a balança comercial da zona do euro que trouxe um superávit de € 16,7 bilhões em abril, com bom avanço, de cerca de 8%, tanto nas importações quanto nas exportações na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Quando olhamos para o número do bloco, no entanto, há um déficit de € 1 bilhão, pela inclusão do Reino Unido. O maior superávit dos países europeus é na relação com os EUA e o maior déficit comercial com a China. Além disso, saiu hoje a inflação da zona do euro, que ficou em 1,9%, dentro do esperado pelos agentes do mercado, sem surpresas.
   
Reunião do BoJ. Hoje, a autoridade monetária japonesa manteve a taxa de juros negativa e indicou a continuidade de uma política monetária mais frouxa por conta da inflação ainda aquém da meta do banco. O banco ainda mostrou uma visão um pouco mais cautelosa para a inflação, comentando que os preços ao consumidor devem crescer no intervalo entre 0,5% e 1%, quando anteriormente sinalizava apenas que a inflação devia ficar ao redor de 1%.

Sexta-feira agitada nos EUA. Em termos de agenda econômica, destaque para a prévia da confiança do consumidor em junho e para o volume de fluxo de capital estrangeiro em abril, ambos com perspectiva de aceleração frente à última leitura. Além disso, serão divulgados dados da indústria, pelo Fed, cuja tendência é oposta, de ligeiro arrefecimento na margem. Não obstante, os investidores ainda devem ficar atentos ao noticiário político, já que Donald Trump deve anunciar as tarifas para importação de produtos chineses, o que pode aumentar as tensões no âmbito comercial.

Decisões de bancos centrais guiam as Bolsas mundiais. No Japão, as expectativas em relação aos rumos da política monetária, que comentamos acima, levaram a Bolsa de Tóquio para o campo positivo. Ainda na Ásia, mas em sentido oposto, os índices acionários de Shanghai e Hang Seng ficaram pressionados pela possibilidade de novas medidas protecionistas por parte dos EUA aos produtos chineses. Por fim, na Europa a sessão é, majoritariamente, de realização dos ganhos da véspera após a decisão do BCE sobre a manutenção dos juros e encerramento mais tardio do programa de estímulos monetários às economias da região.

 

aJustiça americana também reconhece recuperação judicial da Oi (OIBR4). Depois do seu plano de recuperação judicial ter sido aceito em Portugal e na Holanda no começo dessa semana, a Oi informou que o tribunal de falências dos EUA para o distrito sul de Nova Iorque proferiu uma decisão que confere plenos efeitos e eficácia ao plano da operadora no país. A decisão também autoriza a realização das etapas necessárias para a consumação da recuperação judicial, em relação às séries de dívidas regidas pela lei de Nova Iorque e que foram emitidas pela Oi. Além da aprovação nos EUA, aqui no Brasil o conselho diretor da Anatel deu anuência prévia para o aumento de capital proposto pela Oi também nesta semana. O acórdão publicado no diário oficial da União de ontem determina que a Oi informe ao regulador o capital social subscrito e integralizado após a oferta, bem como a composição acionária e os possíveis acionistas controladores depois da conversão das dívidas externas (bonds) por ações da empresa.

Petrobras (PETR4) conclui parceria estratégia. Ontem, foi finalizado a transação referente à alienação de 25% de sua participação do campo de Roncador para a Equinor (ex-Statoil). Cabe lembrar que a Petrobras permanece como operadora do campo, com participação de 75%, e que o valor recebido ontem foi de US$ 2 bilhões, adicionalmente aos US$ 117,5 milhões recebidos como adiantamento em dezembro de 2017. A Equinor também terá que realizar pagamentos contingentes, para "investimentos nos projetos que visam ao aumento do fator de recuperação desse campo, carregando a Petrobras na proporção 2:1", limitados a US$ 550 milhões. A notícia é positiva, ainda assim deve ter pouca influência sobre os papéis da PETR4, que devem continuar respondendo às inúmeras incertezas em âmbito político e a recente deterioração das variáveis macroeconômicas.

Greve e preços impactam desempenho da Ferbasa (FESA4). Em maio, o volume de vendas caiu 38,9% em doze meses, e o faturamento líquido recuou 31,4% no período. Esse desempenho reflete, principalmente, a greve dos caminhoneiros, segundo a própria companhia, e a queda dos preços no mercado internacional, fatores que foram parcialmente amenizados pela significativa valorização do dólar. De toda forma, vislumbramos que os papéis da companhia devem ficar pressionados ao longo do pregão de hoje.

BRF (BRFS3) confirma Pedro Parente como CEO. Logo após o final do pregão de ontem, a companhia comunicou que seu conselho de administração confirmou por unanimidade Pedro Parente como seu presidente global. O mercado já esperava por essa indicação, mas a confirmação deve manter as ações da companhia no campo positivo no pregão de hoje.

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