Sexta-feira, 14 de setembro de 2018

 
 

Bom dia,


IGP-10 bem acima que o esperado. O índice ultrapassou o teto das previsões de mercado que apontavam para uma alta entre 0,55% a 1,02%, subindo 1,20% em setembro. O principal propulsor para esse forte aumento foi o índice de preço ao produtor, com os produtos agropecuários e industriais acelerando para 2,23% e 1,61%, respectivamente. Outro indicador que saiu nessa manhã foi sobre o setor de serviços, que recuou 2,2% em julho frente a junho. E no comparativo com julho de 2017 o volume de serviços caiu 0,3%.

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Balança comercial é destaque na zona do euro. O superávit do bloco foi de € 17,6 bilhões em julho, inferior aos € 21,6 bilhões registrados no mesmo período de 2017, em razão da alta de 13,4% das importações, contra o avanço de 9,4% nas exportações. No acumulado do ano, o resultado é positivo em € 118,5 bilhões. Destaque para a relação comercial do bloco com os Estados Unidos, onde o superávit até julho chega a € 79,3 bilhões, alta de cerca de 18% em um ano, o que deve elevar a tensão no que tange às políticas protecionistas de Donald Trump. Também foi divulgado hoje o custo do trabalho no segundo trimestre, que avançou 2,2%, ligeiramente acima dos 2% do registrado nos três primeiros meses do ano.
   
Dados ligeiramente melhores na China. Em agosto, tanto a produção industrial quanto as vendas no varejo ficaram levemente acima da leitura anterior e da expectativa. Na indústria, a alta anual foi de 6,1% ante 6,0% registrado em julho e no varejo houve avanço de 9% nesse mês, ante 8,8% no mês anterior. Por outro lado, os investimentos em ativos fixos arrefeceram para 5,3% no acumulado de janeiro a agosto, ficando no menor patamar desde o início da série histórica.

Agenda carregada nos EUA. Destaque por lá para vendas no varejo e para a produção industrial, ambas de agosto, que serão divulgadas agora pela manhã e trarão um panorama da economia americana com efeitos da reforma tributária de Trump, mas também das disputas comerciais em andamento. No final da manhã, a Universidade de Michigan divulga os dados prévios sobre a confiança do consumidor. O discurso do presidente do Fed de Boston, Eric Rosengren, terá a atenção dos investidores, pois apesar de não ter direito a voto no FOMC nesse ano, no próximo ele volta a participar do comitê de política monetária, no rodízio com outros presidentes regionais.

Bolsas em alta lá fora. Os índices apresentam desempenho majoritariamente positivo nesta manhã, na Ásia e na Europa, seguindo o desempenho positivo do mercado norte-americano ontem e com os investidores ainda na expectativa quanto às negociações entre Washington e Pequim. A exceção é a Bolsa de Shanghai, que caiu devido às preocupações em torno da queda no volume de investimentos chinês, que comentamos acima.

 
  

Acionistas de Fibria (FIBR3) e Suzano (SUZB3) aprovam fusão. As assembleias das duas empresas deram parecer favorável à operação, como esperado, mesmo com a pressão de alguns minoritários da Fibria. Agora as empresas aguardam a aprovação do CADE e de alguns outros órgãos. Vale lembrar que para o acionista da Suzano não há direito de retirada e que para o acionista da Fibria há, mas o preço é equivalente ao valor patrimonial da ação no fechamento do último ano, R$ 26,36, muito abaixo mesmo da parcela em dinheiro da oferta.

Eztec (EZTC3) lança empreendimento em SP. O projeto lançado é no Tatuapé, de médio/alto padrão, com VGV potencial de R$ 106,1 milhões e 100% da Eztec, sem parceiros. A previsão de entrega é agosto de 2021. É o primeiro lançamento da empresa desde fevereiro desse ano. Consideramos que os papéis devem responder positivamente à notícia.

Anima (ANIM3) lança programa de recompra de ações. A companhia anunciou um novo programa de recompra de ações, logo após ter encerrado antecipadamente o programa de recompra anterior (2,388 milhões de ações). O novo programa vai adquirir até 10% do total de ações em circulação. O prazo máximo para a aquisição de ações dentro do novo programa de recompra é de 12 meses.

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