Quinta-feira, 13 de junho de 2018

 
 

Bom dia,


Serviços têm leve avanço em abril. Foi a primeira variação positiva do ano, com alta de 1,0% em relação ao mês anterior e de 2,2% frente a abril de 2017. Houve crescimento em quatro das cinco classes de pesquisa, com destaque para serviços profissionais, administrativos e complementares e para o grupo transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio. Todavia, essa divulgação não deve favorecer as perspectivas para economia doméstica, tampouco deve exercer influência sobre a Bolsa paulista, pois mesmo sem captar os impactos da greve dos caminhoneiros o desempenho foi modesto.

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De olho em crescimento menor, China, mantém taxa de juros. Depois de reportar dados abaixo das perspectivas de mercado, o banco central chinês deixou inalterada a taxa de juros. A decisão foi inesperada, pois o mercado apostava em uma mudança, seguindo o aperto monetário americano. A produção industrial acabou decepcionando em maio, com alta de 6,8% ante a previsão de 7% e as vendas no varejo que acabaram crescendo em ritmo menor, apresentando alta de 8,5%, quando as estimativas do mercado era de um aumento de 9,6%, influenciando na decisão do banco central chinês.
   
Inflação tem ligeira aceleração na Alemanha. O índice de preços ao consumidor avançou 0,5% em maio, frente a abril, e teve alta de 2,2% em doze meses, puxada principalmente pela alta no preço dos alimentos e dos combustíveis, o que mais do que compensou a deflação nos grupos vestuário e comunicação.

Fed sinaliza juros mais altos nesse e no próximo ano. O mercado norte-americano ainda deve digerir as mudanças nas projeções de membros do FOMC, que agora prevê mais dois reajustes na taxa de juros, totalizando quatro ajustes ao longo do ano, com a mediana dos juros encerrando o ano em 2,4% esse ano e atingindo 3,1% em 2019 (frente as estimativas anteriores de 2,1% e 2,9%, respectivamente). Ainda assim, o presidente da instituição fez questão de enfatizar que o reajuste continuará sendo feito de forma gradual, de toda forma, dados de inflação e emprego devem ser monitorados ainda mais de perto de agora em diante. Em termos de agenda, o destaque dessa quinta-feira fica com as vendas no varejo em maio, que devem denotar ligeira aceleração, com o número semanal de pedidos de auxílio desemprego.

Decisão do BCE. Alguns pontos relevantes no comunicado da autoridade monetária europeia. O banco central anunciou que vai reduzir o ritmo de compra de títulos (QE) a partir de setembro, como previsto, e que ao final de dezembro vai encerrar o programa. Além disso, o comitê adicionou ao comunicado que a taxa de juros devem permanecer inalterada pelo menos até após o verão de 2019, quando a expectativa do mercado era de uma elevação em algum momento em meados do ano que vem. Em linhas gerais, o timing do fim do QE veio em linha com a expectativa do mercado e a sinalização mais dovish quanto aos juros deve ter um impacto mais relevante, animando os mercados.

Bancos centrais definem direção das Bolsas. Na Ásia, o pregão foi negativo, na esteira da sinalização mais hawkish do FOMC após a reunião de ontem. Hoje, as Bolsas europeias também abriram pressionadas, mas esboçam uma recuperação após um comunicado no sentido oposto do BCE, com expectativa de manutenção dos juros por um período bem prolongado.

 

aBRF (BRFS3) pode anunciar novo presidente. O conselho de administração da BRF tem reunião marcada para hoje e o mercado especula que ela pode marcar o anúncio de uma mudança no comando da companhia. O nome mais especulado é do ex-presidente da Petrobras, Pedro Parente. Caso isso ocorra, acreditamos que as ações da companhia tendem a performar de forma positiva no pregão de hoje.

Paranapanema (PMAM3) conclui acordo com Santander. A companhia e o Banco Santander firmaram um acordo vinculante para "encerrar definitivamente as disputas judiciais e arbitrais existentes entre as partes", mediante a confissão de dívida de R$ 150 milhões, a ser paga em parcelas anuais em 10 anos. Essas disputas estavam classificadas no balanço da companhia como "risco possível" de perda, ou seja, sem provisão financeira, no valor de R$ 731 milhões. Logo, os termos do acordo foram favoráveis, frente a perda estimada, fato que tende a dar novo fôlego aos seus papéis hoje.

Kroton (KROT3) inicia registro de companhia aberta da Saber. A empresa subsidiária do grupo de ensino foi criada neste ano com intuito de concentrar as atividades do ensino básico através das operações do sistema de ensino Pitágoras, da aquisição do centro educacional Leonardo da Vinci e por meio da compra do controle da Somos Educação (SEDU3), que ainda está sujeita a aprovação pelo CADE. Nesse contexto, a Kroton informou que fez o pedido de registro da Saber junto a CVM na categoria "B", aquela que autoriza a emissão e negociação em mercados regulamentados de valores mobiliários de ativos que não sejam ações ou lastreados à esse tipo de título. Ou seja, a abertura de capital da Saber inicialmente será estruturada para a empresa poder futuramente emitir títulos de dívida no mercado de capitais, sendo que a Kroton já informou que esses recursos deverão ser utilizados para financiar e concluir a compra do controle da Somos, bem como outras futuras incorporações de mercado. Vemos a notícia de maneira positiva e acreditamos que os ativos KROT3 tendem a reagir positivamente.

AGE da Qualicorp (QUAL3) aprova mudanças societárias. Ontem, os acionistas representantes de 32,29% do capital social da companhia, quórum legal mínimo, aprovaram a alteração no objeto social da holding, Qualicorp S.A., para torná-la uma empresa operacional e, posteriormente, passar a incorporar as empresas subsidiárias do grupo e obter benefícios fiscais. Detalhamos mais esses assuntos em nosso relatório recente do contato direto que tivemos com a companhia. Com essa aprovação, a denominação da companhia passa a ser Qualicorp Consultoria e Corretora de Seguros S.A. e houve também a modificação do cargo de diretor geral de operações para diretor comercial que assumirá novas competências e responsabilidade técnica perante a SUSEP. Os ativos QUAL3 já reagiram positivamente no decorrer do pregão de ontem, porém entendemos que a aprovação ainda poderá deixar os papéis no campo positivo em bolsa no curto prazo.

JCP da OdontoPrev (ODPV3). Serão pagos R$ 14,3 milhões em juros sobre o capital próprio que corresponde a R$ 0,02 líquido por ação, aproximadamente, e equivalente a um yield de somente 0,2% frente a cotação de fechamento de ontem. Terão direito ao provento os investidores que estiverem posicionados ao fim do próximo dia 18, as ações ficam ex-JCP na próxima terça-feira e o pagamento será feito em 04/07/2018.

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