Quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

 
 

Bom dia,


Encontro entre Bolsonaro e Guedes é destaque. Marcado para as 15h, o encontro entre o presidente e o ministro da economia deve ter como tema principal a reforma da previdência. Temores quanto a condições mais brandas, como divulgado pela imprensa ontem, trazem cautela aos investidores, que monitoram se a proposta vai preservar, no mínimo, a economia defendida por Guedes. Em indicadores, o setor de serviços teve leve avanço (0,2%) em dezembro, frente ao mês anterior. Todavia, no acumulado de 2018 o resultado foi de -0,1%, levando ao quarto ano consecutivo de retração, com perda acumulada de 11,1% no período.

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PIB da zona do euro vem dentro do esperado. O PIB cresceu 0,2% no quarto trimestre de 2018 ante o trimestre anterior e teve expansão de 1,2% na comparação com o 4T18, vindo em linha com as projeções de mercado. O número de pessoas empregadas na zona do euro aumentou 0,3% no quarto trimestre de 2018 e no ano cresceu 1,4%. Já o dado preliminar do PIB na Alemanha no quarto trimestre ficou em 0,6%, abaixo das projeções de mercado, que esperava para um crescimento de 0,8%. No ano passado, a economia alemã cresceu 1,5%.

Bolsas esperam notícias de Pequim. A maior parte das Bolsas asiáticas fecharam próximas da estabilidade e as Bolsas europeias abrem o pregão dessa quinta da mesma forma. A principal razão para o compasso de espera mostrado nos mercados é a reunião entre autoridades do primeiro escalão dos governos americanos e chineses em Pequim. A expectativa, noticiada por um jornal chinês, é que até o presidente chinês participe de parte do encontro. Trump, no entanto, fica de fora dessa rodada de negocições. Mesmo com esse marasmo aparente nas ações mundo afora, o sentimento é mais positivo nos mercados tanto com a reunião na China quanto com dados da balança comercial do país, que superou em muito o esperado em janeiro. O resultado forte só não impulsionou mais as Bolsas pela leitura que boa parte dessa melhora se deu pela antecipação das exportações por conta do feriado de ano novo lunar, que ocorreu na semana passada, já em fevereiro e deve impactar negativamente os dados desse mês. Nos EUA, os futuros de NY também apontam para uma leve alta na abertura esperando também a bateria de indicadores esperados por lá, todos entre o final da manhã e o começo da tarde, como você pode acompanhar na tabela lá em cima do relatório.

 


Lucro do BB (BBAS3) supera expectativa no 4T18. O banco reportou seus números referentes ao último trimestre do ano com bottom line acima do esperado no período, mesmo com ligeira queda na margem financeira na comparação com o 3T18, turbinado pelo resultado da reorganização societária da BB Seguridade com a Mapfre, que gerou um ganho adicional de R$ 776 milhões para o BB nesse trimestre. O resultado ainda teve um efeito positivo de “conciliação de programas com a União”, que junto do caixa gerado com a BB Seguridade mais do que compensaram uma provisão extraordinária de R$ 633 milhões. Operacionalmente, um trimestre sem grandes surpresas, com a continuidade da queda das despesas com PDD e a carteira de crédito do banco apresentando crescimento moderado, muito em cima da carteira pessoa física, de quase 3% em um trimestre, sendo que a carteira PJ cresceu bem menos, 0,7% no período. Outro destaque positivo do BB foi o avanço das receitas de serviços, de 5,3% em apenas três meses. Nessa linha, além das tarifas bancárias, entram os números de segmentos como seguros, previdência e consórcio. O banco entregou todas as linhas do guidance para o ano, com destaque para o lucro líquido que ficou mais perto do teto do que do piso do guidance e para o crescimento da carteira PF, que ultrapassou o topo da projeção do banco. Para 2019, o BB divulgou que espera uma elevação entre 7,4% e 29,6% no lucro líquido. O banco vai pagar R$ 0,4981 (valor já líquido) por ação para os acionistas posicionados ao final do dia 21/02. Yield de 1%. Pagamento em 07/03. Esperamos reação positiva do mercado aos números trimestrais do banco.

Totvs (TOTS3) tem prejuízo.
Operacionalmente, a companhia mostrou alguma melhora na comparação com o 4T17, com um resultado muito próximo do apresentado no 3T18. A divisão de hardware continua sendo a pedra no sapato da Totvs, com um EBITDA negativo na divisão e com a razão do prejuízo da companhia nesse trimestre, uma reavaliação dos ativos da divisão, que impactou negativamente o trimestre em R$ 87 milhões. O prejuízo consolidado da Totvs nesses três meses foi de R$ 41 milhões. Os números ainda pressionados da divisão já eram esperados e a performance melhor do segmento de softwares deve amenizar o efeito do resultado nos papéis da companhia.

Não recorrente afeta o resultado da Duratex (DTEX3) neste 4T18. A companhia já havia anunciado que eventos extraordinários afetariam negativamente o seu desempenho neste 4T18. Entretanto, segundo a empresa, esses eventos foram necessários e fazem parte de sua estratégia de desalavancagem e melhoria de seus produtos. Os eventos extraordinários foram as vendas do negócio de chapas finas de fibra de madeira para a Eucatex e dos ativos florestais para a Suzano
, além disso, em novembro de 2018, a fábrica de Botucatu foi temporariamente paralisada, para introdução de novas tecnologias. No negócio Deca/Hydra, houve, no trimestre, importantes movimentos de reestruturação das operações, ocorrendo o encerramento da operação industrial de chuveiros elétricos na unidade localizada em Tubarão/SC e a transferência das linhas produtivas para unidade da Hydra em Aracaju/SE. Todas essas iniciativas acabaram por afetar o resultado da empresa neste 4T18, no entanto, no consolidado do ano o seu desempenho veio satisfatório, com crescimento de 16,7% no faturamento, principalmente pelos volumes da divisão de madeira para o mercado externo. O EBITDA no ano teve forte elevação e o lucro líquido veio bem melhor se comparado ao ano de 2017. Para o ano de 2019, a companhia espera um cenário econômico melhor, com isso, seu foco permanece na expansão de projetos de revestimentos cerâmicos e em sua divisão madeira.

Paranapanema (PMAM3) tem lucro no 4T18, mas fecha o ano no vermelho. Os números da companhia deram leves indícios de melhora, com a retomada do crescimento da produção, o foco em produtos de maior valor agregado (como vergalhões e fios) e o câmbio propiciando a alta da receita e do lucro bruto em um ano. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, entretanto, houve deterioração, devido a queda nas vendas ao mercado externo (que corresponde por cerca de 60% do faturamento líquido). O custo com ociosidade das fábricas continuou elevado, mas, ainda assim, a Paranapanema reverteu o EBITDA negativo de R$ 214,7 milhões registrados no acumulado de 2017 para um positivo de R$ 82,7 milhões em 2018, com margem de 1,7%. Contudo, o resultado financeiro foi impactado pelo efeito da variação cambial sobre dívidas e assim o prejuízo aumentou em um ano, chegando a R$ 323,4 milhões. Sua situação financeira segue preocupante, pois apesar dos vencimentos de curto prazo não serem tão expressivos, a relação dívida líquida/ EBITDA ficou em 22,4x e o covenant para o final de 2019 é de no máximo 10,4x. Seguimos com recomendação de cautela na exposição aos ativos PMAM3.

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