Terça-feira, 14 de agosto de 2018

 
 

Bom dia,


Setor de serviços sobe 6,6% em junho. O volume de serviços no Brasil subiu 6,6% (série com ajuste sazonal), recuperando-se da queda de 5,0% registrada em maio (motivada pela greve dos caminhoneiros). Esse resultado reflete o maior volume de serviços de transportes. Na comparação anual, o volume de serviços avançou 0,9%.

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Em meio à guerra comercial, China já desacelera. O desempenho do gigante asiático decepcionou no último mês, com a produção industrial mantendo o ritmo de crescimento  registrado em junho (6%) e ficando aquém das estimativas. Já as vendas no varejo cresceram 8,8% na comparação anual, também frustrando as expectativas e abaixo da leitura anterior. Esses indicadores apontam para um arrefecimento do PIB chinês ao longo do segundo semestre e, certamente, vão aumentar os temores quanto aos impactos de possíveis novas imposições de tarifas pelos EUA.

PIB acelera na Zona do Euro. O PIB do bloco europeu avançou 0,4% no segundo trimestre, na série dessazonalizada, com o bom desempenho de países como a Alemanha (que detalhamos a seguir) mais do que compensando a atividade ainda fraca na Itália e Espanha. Na comparação com o mesmo período de 2017, a alta foi de 2,2%, segundo a Eurostat. Por outro lado, a produção industrial ficou abaixo do esperado em junho, ao recuar 0,7% frente a maio, em razão, principalmente, do menor dinamismo na área de bens de capital. 

PIB alemão vem acima das expectativas. O PIB da Alemanha cresceu mais do que o esperado neste 2T18, impulsionado pelo aumento no consumo doméstico e do governo. O produto interno bruto cresceu 0,5% em relação ao trimestre anterior. As previsões de mercado apontavam para uma expansão de 0,4% no período. A agência também revisou a taxa de crescimento do 1º trimestre para 0,4%, sobre 0,3% relatado anteriormente. Outro dado que saiu da Alemanha foi o índice de expectativas econômicas que também acabou surpreendendo o mercado, ao melhorar no período, saindo de -24,7 em julho para -13,7 em agosto. Já o CPI harmonizado alemão avançou 0,4% em julho, mostrando alta de 2,1% em doze meses, ficando dentro das estimativas de mercado.

Sessão mista lá fora. Na Ásia, enquanto o mercado japonês se recuperou do tombo de ontem, na China, as Bolsas fecharam em nova queda por conta dos indicadores econômicos que comentamos acima e vieram abaixo do esperado. Na Europa, dia misto, com o PIB do bloco em destaque, com boas notícias para alguns países do bloco e não tão boas para outros.

 


Eztec (EZTC3) com números ainda pressionados. O resultado mostrou evolução de margens na comparação com o 1T18, mas ainda muito aquém do ideal, com EBITDA ainda negativo, com o G&A, ainda que um pouco abaixo do reportado há um ano, representando uma fatia muito maior da receita. Isso porque a receita líquida caiu 35% na comparação com o 2T17, com a melhora nas vendas não sendo o bastante para compensar o ritmo de entregas de empreendimentos nos últimos trimestres. Ainda assim, o lucro líquido da Eztec segue no positivo, por conta do resultado financeiro de R$ 24 milhões, pelo caixa líquido da Eztec. Os números devem seguir pressionados enquanto o mercado imobiliário continuar sofrendo, mas vemos a companhia muito bem posicionada para aproveitar uma melhora do setor. Além disso, é a opção de menor risco entre as incorporadoras por conta da ausência de alavancagem.

Algumas boas notícias da Even (EVEN). Os números da companhia também continuaram pressionados com EBITDA negativo e prejuízo líquido. Mas isso já era largamente esperado pelo mercado. As boas notícias vieram principalmente em decorrência da forte geração de caixa da companhia, 160% superior à reportada no 2T17, que ajudou a companhia a seguir reduzindo a sua alavancagem. O indicador dívida líquida / patrimônio líquido ficou em 42,9%, contra 46,8% há apenas três meses e 56,9% há doze meses, ou seja, forte evolução. Nesse momento de mercado imobiliário ainda patinando, essa melhora no endividamento é uma ótima notícia, pois está diretamente ligada à percepção de risco em relação à Even. Mesmo com números ainda fracos, o mercado pode receber bem essa forte geração de caixa e redução da alavancagem.

Boa evolução da Tenda (TEND3). A incorporadora voltada para o programa Minha Casa Minha Vida acabou entregando bom avanço no top line com evolução de margens nesse trimestre, tanto na comparação com o 1T18 quanto com o 2T17. O resultado foi um lucro líquido 147,9% maior em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a R$ 51,6 milhões. Esperamos reação positiva do mercado aos números.

Números da Direcional (DIRR3) melhoram. A transição de uma companhia voltada para a faixa 1 do MCMV e para empreendimento de média e alta renda para uma incorporadora mais focada nas faixas 2 e 3 do programa governamental tem trazido avanço nos números da companhia. Foram 11,0 p.p. de aumento na margem bruta e 12,0 p.p. na margem EBITDA na comparação com o 2T17. O bottom line ainda foi negativo, mas de R$ 3,8 milhões, contra R$ 29,7 milhões há um ano. Destaque no trimestre também para a geração de caixa de R$ 64 milhões, revertendo a queima de caixa tanto do 2T17 quanto do 1T18. Mesmo com números ainda um pouco pressionados, com prejuízo líquido, vemos avanço nos números e acreditamos que o mercado deve os receber bem.

Preço do açúcar prejudica rentabilidade a São Martinho (SMTO3). A companhia mostrou números sólidos nesse primeiro trimestre da safra 2018/19, mas abaixo do reportado um ano atrás, por conta da trajetória negativa do preço da commodity no mercado internacional. A receita líquida da empresa caiu 11,1%, enquanto o EBITDA caiu 15,6%, resultando em perda de 2,7 p.p. na margem EBITDA. A cana processada foi 8,8% maior que no mesmo período do ano passado, mesmo com piora na produtividade medida em toneladas por hectare. Além disso, houve melhora no total de açúcar recuperável por tonelada de cana, compensando também o efeito da menor produtividade. Mesmo com aumento na produção total da companhia e a balança pendendo bastante para o lado do etanol no total produzido (66% contra 52% há um ano), o preço do açúcar acabou levando à retração observada na receita e à pressão nas margens. Como esse efeito já era bem esperado, vislumbramos impacto apenas marginal da divulgação nos papéis da companhia.

Resultado sem surpresas da Alupar (ALUP11). Conforme esperado, o desempenho do segmento de transmissão ficou levemente pressionado pela redução de 50% na receita anual permitida de três empreendimentos, enquanto o resultado de geração foi favorecido pelo maior volume de vendas e menor necessidade de compra de energia. Dessa forma, no consolidado, o EBITDA avançou 1,6% em um ano, com ganho de 3,2 p.p. na margem, que atingiu 80,1% agora. Já a menor despesa financeira do trimestre alavancou o lucro líquido, que saltou quase que 50% ante o 2T17. A divulgação deve exercer influência apenas marginalmente positiva sobre os ativos da Alupar ao longo do pregão hoje.

Resultado regular da MAHLE Metal Leve (LEVE3). Apesar do bom avanço no volume de vendas de peças originais (diretamente para as montadoras), o segmento de reposição foi bastante afetado pela greve dos caminhoneiros, que além de reduzir o volume também ocasionou custos extras neste trimestre. Assim, a despeito dos esforços da companhia para ganho de produtividade e redução de despesas, a margem caiu 0,7 p.p. em um ano. O EBITDA e o lucro líquido avançaram cerca de 5% ante o 2T17, ficando levemente aquém das estimativas. Portanto, suas ações podem reagir de forma marginalmente negativa à divulgação.

Light (LIGT3) frustra expectativas e segue com prejuízo. O segmento de distribuição apresentou expressiva melhora, sobretudo em razão do aumento de 4,9% no mercado faturado e do menor volume de provisões para crédito de liquidação duvidosa. Todavia, o setor de geração reportou números mais modestos, tendo em vista a mudança na estratégia de sazonalização da companhia. De toda forma, o EBITDA mais que dobrou, e a margem saiu de 9,2% para 16,1% em doze meses. Contudo, a maior despesa financeira do trimestre culminou em mais um prejuízo, dessa vez de R$ 25 milhões. Logo, suas ações devem continuar pressionadas no curto prazo.

Piraquê alavanca resultados da M. Dias Branco (MDIA3). No 2T18, a receita líquida cresceu 7,8% frente ao 2T17 (+0,9% sem Piraquê), o EBITDA aumentou 11,3% (+6,0% sem Piraquê), a margem EBITDA foi de 18,6% (18,9% sem Piraquê) e o lucro líquido cresceu 5,2% (+4,2% sem Piraquê). A companhia também continua com boa alavancagem, com uma relação dívida líquida / EBITDA (últimos 12 meses) de 0,8x. A consolidação dos resultados da Piraquê para o período entre 17 de maio e 30 de junho de 2018 acabou agregando nos números consolidados da empresa além da contribuição positiva em aumento de preço médio dos itens produzidos e comercializados pela M. Dias Branco. O crescimento orgânico na linha de massas e também a maior diversificação geográfica das vendas contribuíram para esse desempenho positivo, revertendo os problemas com a greve dos caminhoneiros e os maiores custos com o trigo. 

Vulcabras (VULC3) reporta fraco desempenho. A companhia apresentou queda de 9,0% em sua receita líquida, quando comparada ao mesmo período do ano anterior. Afetada pela interrupção da produção devido à concessão de férias forçadas no final do mês de maio, decorrente do desabastecimento das fábricas. O EBITDA do 2T18 foi substancialmente inferior ao apresentado no mesmo período do ano anterior, com margem EBITDA caindo 11,5 p.p. no 2T18 ante o 2T17. O lucro líquido caiu 35,9% na mesma base de comparação, motivado pelos piores números operacionais como destacados acima, além disso, no 2T17 foi registrado um ganho não recorrente de R$ 18,5 milhões oriundo de créditos tributários provenientes de adesão da companhia ao Programa de Regularização Tributária. Desta forma, acreditamos que suas ações devem continuar pressionadas no curto prazo.

Resultado da Oi (OIBR4) veio em linha com o esperado. A operadora de telefonia apresentou desempenho operacional fraco no 2T18, porém dentro das expectativas de mercado. Na comparação com o 2T17, a receita líquida diminuiu 5% e o EBITDA de rotina caiu em menor proporção (3%) diante da política de redução de gastos operacionais em curso na companhia. Com a variação cambial no período, o resultado financeiro foi impactado e culminou em novo prejuízo líquido trimestral, de R$ 1,3 bilhão ante os R$ 4,1 bilhões reportados há doze meses. De todo modo, acreditamos que o resultado em linha com as previsões pouco deverá movimentar os ativos OIBR4 no curto prazo.

Expressivo desempenho da Locamerica (LCAM3). Como destacamos na publicação matinal de ontem, a expectativa para o resultado da companhia era bem positiva e os números da Locamerica vieram fortes por conta da incorporação da Auto Ricci e da fusão com a Unidas. Em relação ao 2T17, houve significativa mudança de patamar de empresa, com a receita líquida saindo de R$ 216,5 milhões para R$ 770,3 milhões agora, o EBITDA recorrente de R$ 65,5 milhões para R$ 227,0 milhões e o lucro líquido recorrente de R$ 12,6 milhões para R$ 51,3 milhões. Nesse contexto, acreditamos que os ativos LCAM3 deverão reagir positivamente à divulgação.

Apreensão com o balanço da Qualicorp (QUAL3). Em razão do novo modelo de comercialização das carteiras da companhia, que incorre em menor comissionamento imediato para a Qualicorp, as estimativas de mercado apontam para uma queda na receita líquida sobre o 2T17. Porém, em meio ao controle de gastos operacionais, a previsão é de crescimento para o EBITDA e no lucro líquido, ambos em dois dígitos sobre a mesma base de comparação. Entretanto, a nova dinâmica operacional da companhia ainda deverá deixar seus ativos voláteis em bolsa, em nossa visão.

Outra que divulgará seu resultado será a Estácio (ESTC3). A instituição de ensino superior atravessa o processo de reestruturação das suas operações e, nesse sentido, as estimativas para o 2T18 indicam números ainda em recuperação. Em relação ao segundo trimestre de 2017, espera-se apenas estabilidade na receita líquida, enquanto que para o EBITDA se prevê uma alta próxima a 9% e para a linha final da DRE um avanço de 18%. Entendemos que a expectativa de melhora na rentabilidade da Estácio neste 2T18 tende a levar suas ações ao campo positivo.

Anima (ANIM3) publicará resultado antes do pregão de amanhã. Na comparação com o frágil balanço do 2T17, a companhia deverá apresentar satisfatória evolução, com estimativas dando conta de crescimento de 7% na receita líquida, de 80% no EBITDA e de 60% no lucro líquido. Diante dessas expectativas, os papéis ANIM3 podem ficar no campo positivo na sessão de hoje.

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