Sexta-feira, 13 de julho de 2018

 
 

Bom dia,


Serviços tem forte queda em maio. Influenciado pela paralisação dos caminhoneiros no final do mês, o volume de serviços recuou 3,8% tanto na comparação com abril, na série com ajuste sazonal, quanto frente a maio de 2017. Houve retração em todos os segmentos que compõem o índice, com destaque para área de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano o setor acumula perdas de 1,3%.

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Fed é destaque hoje. O banco central norte-americano deve divulgar seu relatório de política monetária ao Congresso nessa sexta-feira, onde pode haver novos indícios a respeito da condução dos juros ao longo desse e do próximo ano. Na mesma linha, fica o discurso de Raphael Bostic, do Fed de Atlanta, que possui direito a voto esse ano. Ademais, a agenda também conta com a prévia da confiança do consumidor em julho e com dados referentes aos preços de exportação e importação, que de agora em diante devem ser monitorados mais de perto pelos investidores, dado os potenciais impactos da guerra comercial.

Bolsas sobem lá fora.
Apesar dos temores quanto a possibilidade de um acirramento da guerra comercial, após os dados do comércio chinês mostrarem um aumento do superávit do país com os Estados Unidos, a maior parte das Bolsas fecharam ou operam em alta nesta manhã. As boas expectativas para a temporada de resultados corporativos do segundo trimestre e a valorização registrada em Wall Street ontem justificam a recuperação vista nos índices asiáticos e europeus hoje.

    

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Vendas ainda patinam, apesar da elevação nos lançamentos da MRV (MRVE3). A incorporadora lançou mais que o dobro do que há um trimestre, para compensar o atraso nos lançamentos do começo do ano, quando o fluxo de aprovação de projetos de determinadas cidades atrapalhou a companhia. Esse problema parece ter se solucionado, como era a expectativa da companhia. Mas o patamar de vendas da MRV ainda está abaixo do visto no final do ano passado. Claro, nesse trimestre, além do baixo volume de lançamentos do começo do ano ainda atrapalharem as vendas, ainda temos as incertezas domésticas, especialmente no campo político, influenciando negativamente a recuperação econômica e a greve dos caminhoneiros pode ter afetado o fluxo de pessoas nos stands e lojas da MRV, o que pode mitigar o efeito mais negativo das vendas ainda aquém do potencial da companhia nos seus papéis. Além da volta dos lançamentos, que já comentamos, a contínua queda nos distratos e a boa geração de caixa do trimestre também foram destaques positivos da divulgação.

Distratos diminuem, mas vendas não avançam na Eztec (EZTC3). A incorporadora não lançou nenhum empreendimento nesse trimestre, apenas comprou participação em um projeto já lançado. Além disso, fechou acordo com o braço imobiliário da Odebrecht para aquisição da parte residencial do projeto Parque da Cidade, com VGV potencial de R$ 500 milhões, com projeto já aprovado, mas ainda não lançado. Sem lançamentos e impactada, assim como dissemos no caso da MRV, pela deterioração da expectativa quanto à economia doméstica e pela greve dos caminhoneiros, as vendas da Eztec caíram na comparação com o 1T18, apesar de se manterem acima do 2T17, quando o nível de distratos estava machucando bastante a companhia.

Pão de Açúcar (PCAR4) reporta prévia de vendas positiva. A companhia anunciou a prévia de sua receita líquida total, atingindo R$ 12 bilhões, uma evolução de 10,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a empresa, essa alta reflete a melhora no canal Multivarejo e a continuidade do bom desempenho do Assaí, que apresentou elevação em sua receita líquida de 23,5%. As vendas brutas 'mesmas lojas' cresceram 5,1% contra o 2T17 e com forte evolução em comparação ao 1T18, que teve uma elevação de 2,8%. Vale comentar, que esse resultado veio mesmo com a greve dos caminhoneiros que acabou afetando toda a parte de distribuição do país. Outro ponto favorável foi o ganho de market share do canal Multivarejo, aumentando em 1,0 p.p., com destaque para as bandeiras Extra Hiper e Pão de Açúcar.

Camil (CAML3) reporta fraco resultado. A companhia reportou fraco desempenho no 1T18, reflexo do cenário mais competitivo, que acabou afetando os preços, e aos impactos da greve dos caminheiros no Brasil. Com isso, a receita líquida da empresa teve queda de 18,0% e o EBITDA se reduziu em 35,6%, apresentando margem EBITDA 2,2 pp menor em relação ao 1T17. O lucro líquido veio menor em 46,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Presidente da Cielo (CIEL3) pede demissão. Eduardo Gouveia estava na companhia há um ano e meio e, enquanto a companhia busca um substituto, o cargo será ocupado interinamente por Clovis Poggetti Junior, que hoje é vice-presidente de finanças e diretor de RI. Esperamos reação negativa do mercado ao anúncio da saída.

Privatização das distribuidoras da Eletrobras (ELET6) é suspensa.
O BNDES suspendeu o processo de privatização das 6 distribuidoras da companhia, previsto para ocorrer no próximo dia 26, em razão de uma ação civil movida pela associação dos empregados da Eletrobras, que alega a necessidade de aprovação legislativa, e foi aceita pela 19° Vara Federal do Rio de Janeiro. A matéria já foi aprovada na Câmara, mas ainda deve passar pelo Senado o que, diante do recesso parlamentar, só deve acontecer em agosto. A elétrica ressaltou que "adotará todas as medidas necessárias para resguardar prosseguimento do processo de desestatização". Contudo, seus papéis devem reagir de forma negativa à novidade.

Cemig (CMIG4) emite dívida lá fora.
A companhia reabriu os Eurobonds emitidos originalmente no final de 2017, realizando uma emissão adicional de US$ 500 milhões, com vencimento em 2024 e um yield de 9,14% ao ano, pouco inferior aos 9,25% pagos na primeira emissão. Esse processo está alinhado com a necessidade de alongamento da dívida e redução de suas despesas financeiras, já que o custo final dessa captação, após proteção cambial, sujeito às condições de mercado na data da liquidação, deve ser inferior ao custo médio das dívidas de curto prazo que serão liquidadas. Ademais, cabe ressaltar que a demanda inicial pela operação foi superior a US$ 1 bilhão. Dessa forma, ainda que a situação financeira da companhia continue delicada por ora, à novidade tende a influenciar de forma positiva suas ações no pregão de hoje.

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