Segunda-feira, 12 de novembro de 2018

 
 

Bom dia,


Inflação corrente e projetada desacelera. O IPC do município de São Paulo apresentou variação de 0,40% na primeira quadrissemana do mês, com a desaceleração no grupo alimentação sendo, em boa medida, compensada pela alta em saúde e vestuário. As estimativas para inflação desse ano também melhoraram, de acordo com o Boletim Focus, com a mediana das projeções para o IPCA caindo dos 4,40% divulgados há uma semana para 4,23% agora. Outra mudança foi na previsão da taxa de câmbio no final de 2019, agora em R$ 3,76 / US$.

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Petróleo é destaque lá fora. As Bolsas asiáticas fecharam sem uma direção definida e da mesma forma abriram os mercados europeus. Os investidores seguem cautelosos, mesmo com a atual temporada de balanços tendo mostrado números animadores, quanto ao crescimento nos próximos trimestres, mais impactados pelas disputas comerciais iniciadas pelo governo Trump. Sem indicadores relevantes lá fora, os mercados repercutem o anúncio da Arábia Saudita de reduzir a produção de petróleo em dezembro e a sinalização de mais países da OPEP de que devem fazer o mesmo em 2019, com a expectativa para a demanda se reduzindo. Após alguns dias bem pressionada, a cotação da commodity voltou a subir hoje. Nos EUA, apesar das Bolsas abrirem, a liquidez deve ficar reduzida por conta do Veterans’ Day.

 

Alpargatas (ALPA4) tem resultado pressionado pelos números da Argentina. A inflação/variação cambial na Argentina foi um dos principais fatores nesse trimestre, assim como o aumento do custo da borracha, o mix de vendas de Havaianas pendendo para produtos com menor valor e o efeito negativo do câmbio na Mizuno. O EBITDA consolidado recorrente caiu 15,1%, com margem EBITDA caindo 1,8 p.p. quando comparados com o mesmo período de 2017. Vale destacar um item não recorrente relevante, o êxito em ação judicial de exclusão do ICMS da base de cálculo da COFINS no Brasil, com impacto de R$ 180,7 milhões. Não esperamos uma forte reação do mercado aos números da companhia.

Anima (ANIM3) reporta fraco desempenho. Assim como as outras empresas do setor, que sofreram com o cenário mais desafiador e um panorama mais complicado no tocante ao financiamento dos estudantes, a companhia também apresentou números piores neste 3T18, com a receita líquida subindo apenas 1,7% pelos efeitos negativos associados ao aumento dos descontos, bolsas e impostos. O EBITDA ajustado veio praticamente estável quando comparado ao do 3T17, apenas 0,2% maior. A Anima apresentou prejuízo líquido de R$ 16,3 milhões no período, principalmente pela menor geração de caixa aliada às maiores despesas não recorrentes com sua reestruturação e maiores provisões relacionadas a um processo judicial. Com o fraco desempenho reportado, acreditamos que suas ações terão performance negativa no pregão de hoje.

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