Sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

 
 

Bom dia,


1S&P rebaixou o rating do Brasil. E agora? A agência de risco cortou o rating de BB para BB-, por conta, principalmente, da demora na aprovação das reformas que ajudem o país a encontrar um equilíbrio fiscal. Na prática, pouco muda. O rebaixamento já era largamente esperado, haja vista a dificuldade do governo em aprovar a reforma da previdência mesmo em uma versão mais light do que frango com batata doce. Uma debandada do capital estrangeiro é pouco provável, especialmente em um momento em que o mercado começa a olhar para o cenário eleitoral com um pouco mais de otimismo. O governo certamente vai usar esse rebaixamento para pressionar o Congresso que tem a primeira votação da reforma marcada para 19 de fevereiro, mas o efeito ainda é bastante incerto. Hoje, os ativos brasileiros devem ficar pressionados, claro, mas em linhas gerais, o mercado deve continuar mais focado nos sinais de recuperação da economia e em novidades da corrida eleitoral, que deve seguir dominando o noticiário.

Setor de serviços ensaia uma recuperação. O IBGE divulgou a Pesquisa Mensal de Serviços referente a novembro com evolução de 1,0% na comparação com outubro, já considerando os ajustes relativos à sazonalidade. Ainda assim, na comparação com novembro do ano anterior, o volume de serviços prestados caiu no Brasil, 0,7%. No ano, o acumulado é de queda de 3,2%. Os serviços prestados às famílias têm se recuperado mais rápido, enquanto serviços profissionais seguem com resultado pior.

aChina apresenta forte resultado em sua balança comercial. A balança comercial chinesa apresentou forte aumento, ficando bem acima das previsões de mercado. O saldo comercial ficou em US$ 54,69 bilhões, refletindo a elevação das exportações chinesas, maior que a variação das importações do país. As exportações apresentaram expansão anual de 10,9%, vindo maior que os 9,5% previstos pelo mercado. Já as importações tiveram um aumento mais comedido, com elevação de 4,5%, no entanto, as importações de minério de ferro acabaram batendo recorde em 2017 sendo maior que no comparativo com 2016.

Inflação segue em destaque nos EUA. Hoje é a vez da divulgação da inflação ao consumidor e a expectativa é ainda maior após o PPI vir bem aquém do esperado ontem. Uma nova rodada de queda ou arrefecimento dos preços enfraquece a hipótese de que a inflação baixa é transitória e, portanto, deve dar força às apostas de que haverá apenas duas altas nos juros esse ano, ao invés dos três ajustes previstos pelos próprios dirigentes do Fed. Ademais, a agenda norte-americana ainda conta com a divulgação das vendas no varejo no final do ano passado, cuja estimativa é de desaceleração na margem, e com o discurso do representante do Fed de Boston, Eric Rosengren, que só deve votar no comitê de política monetária em 2019.

Bolsas em dia de leves ganhos lá fora. Na esteira dos dados da balança comercial da China, a maior parte das Bolsas asiáticas fechou em alta nessa manhã, com exceção do índice do Japão, que terminou com novo recuo, devido às preocupações em torno da valorização do iene. Na Europa, o dia é de leves ganhos, após a fraca inflação norte-americana reforçar a tendência de farta liquidez global e com investidores a espera da divulgação de resultados corporativos.

 

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AES Tietê (TIET11) aumenta plano de investimentos. A geradora atualizou suas estimativas de investimento em 2018 e 2019 a fim de incluir os recursos destinados à construção dos complexos solares Boa Hora e Água Vermelha. Dessa forma, a companhia prevê investir R$ 980 milhões entre 2017 e 2021, montante  bem superior aos R$ 400 milhões que eram previstos para o período até então. A novidade já era em boa medida esperada, após a recente aquisição do projeto Boa Hora e da venda de energia do complexo Água Vermelha no último leilão A-4, e não traz preocupações em torno de sua situação financeira. Suas ações podem responder de forma marginalmente positiva

TAC da Telefônica (VIVT4) com Anatel recebe crítica de associações. O Termo de Ajuste de Conduta (TAC) em que a agência reguladora determinou a troca de multas por investimentos na ordem de R$ 5,5 bilhões da operadora é alvo de questionamentos das associações que representam pequenas empresas do setor, são essas Abrint e Telcomp. O principal ponto de discordância é a ausência da obrigatoriedade do compartilhamento da nova estrutura de rede que a Telefônica fará para cumprir o acordo, o que, na visão das associações, vai causar desequilíbrio concorrencial para as operadoras que já atuam nos municípios determinados pela Anatel. Entendemos que o assunto poderá repercutir negativamente nas ações da Telefônica Brasil que se valorizam em bolsa desde a assinatura do TAC, em meados de dezembro passado.

Camil (CAML3) anuncia resultados do 3T17. A companhia anunciou seu desempenho do terceiro trimestre que contempla os meses de setembro, outubro e novembro de 2017, com fraco desempenho operacional. Com um cenário de queda nos preços de arroz, feijão e açúcar, suas vendas no mercado interno acabaram sendo afetadas, com isso, sua receita líquida consolidada mostrou queda de 9,2%, mesmo que suas vendas no mercado internacional tenham apresentado melhora, além disso, o EBITDA ficou 11,5% menor em relação ao 3T16. No entanto, a empresa conseguiu melhorar seu resultado final, pela evolução no resultado financeiro, ocasionada pela entrada dos recursos vindos do IPO. Estes recursos também ajudaram a companhia a reduzir sua alavancagem saindo de uma relação dívida líq./EBITDA de 2,5x do 2º trimestre para 1,6x neste trimestre em análise. Adicionalmente, a Camil anunciou em dezembro um programa de recompra de até 5,8 milhões de ações, com prazo máximo para aquisição de 6 meses. Vale comentar que a empresa continua focada em suas melhorias operacionais visando as operações internacionais. Consideramos que seu fraco desempenho operacional no Brasil devem se refletir em suas ações em Bolsa no pregão de hoje.

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