Quarta-Feira, 11 de outubro de 2017

 
 

Bom dia,


1IGP-M reporta inflação de 0,32% na 1º prévia de outubro. O índice registrou variação de 0,32% na primeira semana de outubro, ante 0,34% no mesmo período de setembro. Os preços ao produtor e os custos da construção foram os que mais contribuíram para essa desaceleração. Quando o IPA registrou variação de 0,42%, contra os 0,55% do mês anterior e o INCC saiu de 0,19% para registrar variação de 0,06% no período em análise. Já o índice de preços ao consumidor apresentou taxa de variação de 0,17%, contra a variação negativa de 0,12% do mês de setembro, apresentando acréscimo em sete das oito classes de despesa que o compõem, com destaque para o grupo alimentação.

IPC avança 0,10% na 1º quadrissemana de outubro. O índice de preços ao consumidor apresentou alta de 0,10% na 1º quadrissemana de outubro, após registrar um leve avanço 0,02% em setembro. Esta alta do IPC advém do acréscimo da inflação em apenas duas das sete classes de despesa que compõem o indicador, sendo elas, despesas pessoais e saúde. 

Contrariando as estimativas, vendas no varejo se retraíram em agosto. A mediana das projeções de mercado indicava que o mês de agosto seria de bom avanço, tanto na comparação anual quanto na sequencial. Porém, os dados oficiais divulgados hoje cedo pelo IBGE apuraram que o volume vendido caiu 0,5% em relação à jul/17, sendo que a queda foi praticamente generalizada, pois sete dos oito setores pesquisados apresentaram recuo na comparação mensal, apenas o segmento de móveis e eletrodomésticos avançou (+1,7%). Quando olhamos para o varejo ampliado, que inclui veículos, autopeças e materiais de construção, houve praticamente a estabilização (+0,1%) no volume vendido entre os meses de julho e agosto de 2017. No acumulado do ano, o varejo apresenta leve crescimento de 0,7%, porém esses resultados aquém das expectativas em agosto certamente trouxeram preocupações quanto à recuperação da atividade neste setor econômico.

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Mercado de trabalho e Fed seguem no radar norte-americano. Ainda que o mercado dê praticamente como certo mais uma alta dos juros esse ano, em dezembro, os investidores ficarão atentos ao número de criação de empregos em agosto, bem como à ata do Fomc, que pode dar algum novo indício sobre o processo de redução de seu balanço patrimonial, cujo início é esperado para o comecinho de novembro. Além disso, ficam no radar os discursos dos presidentes do Fed de Chicago e São Francisco, Charles Evans e John Williams, respectivamente, com destaque para o primeiro, que vota neste ano.

Bolsas em compasso de espera. O mercado bursátil tem movimento ameno nesta manhã, com os investidores à espera da ata do Fomc. Assim, na Europa, os índices oscilam entre a estabilidade e leves ganhos, após o governo da Catalunha declarar que vai negociar com Madrid, ao invés de declarar a independência de forma unilateral. Na Ásia, mais cedo, as Bolsas fecharam, em sua maioria, no campo positivo, ainda repercutindo a expectativa positiva com a eleição japonesa.

 
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Helbor (HBOR3) vai fazer aumento de capital. Serão emitidas entre 105 e 140 milhões de novas ações ao preço de R$ 2,00, bem abaixo do fechamento de ontem (R$ 2,45). O aumento de capital se dará por subscrição particular, ou seja, os atuais acionistas vão poder subscrever as novas ações na proporção de sua participação ao final do dia 16 de outubro. O período de subscrição começa em 17 de outubro, data ex do direito de subscrição, e termina em 16 de novembro. Nesse período o direito de subscrição poderá ser negociado. Os papéis devem abrir pressionados hoje, mas, como o direito de subscrição pode ser negociado em bolsa, o deságio da oferta em relação ao preço atual dos papéis pode compensar essa pressão negativa no curto prazo.

Gol (GOLL4) tem melhora na taxa de ocupação em setembro.
A cia aérea divulgou sua prévia operacional do último mês com números que consideramos sólidos. A taxa de ocupação em seus voos deu um salto de 2,7 p.p. em voos domésticos, com evolução de 4,1% na demanda e oferta quase flat. Em viagens internacionais, oferta e demanda andaram lado a lado, com bom avanço de 13,1%, mantendo a taxa de ocupação. O terceiro trimestre fechou com números superiores ao dos primeiros trimestres do ano, o que deve se traduzir em melhora de margens no resultado da Gol, muito sensível a taxa de ocupação. Continuamos com visão favorável para o papel em termos de evolução de resultado, mas que tem upside reduzido por conta da forte valorização vista no ano.

Vendas da Even (EVEN3) seguem bem fracas.
Se olharmos o número frio, de R$ 332 milhões vendidos, temos o melhor trimestre em muito tempo para a Even. Porém, nesse trimestre tivemos a venda de uma torre corporativa por R$ 102 milhões. Desconsiderando esse efeito, as vendas tiveram retração de 27% na comparação com o 2T17, trimestre que não teve um lançamento por parte da companhia. As vendas de estoque ficaram no pior patamar desde o 3T16, o que em parte é explicado exatamente pela falta de lançamentos no 2T17, já que a velocidade de vendas vai caindo com o decorrer da obra. A venda da torre corporativa do projeto Urbanity deve ajudar o resultado desse trimestre, mas a perspectiva de curto prazo para a companhia ainda é bem desafiadora. Consideramos Even como um papel para médio/longo prazo, com um perfil de risco elevado, mas potencial de valorização igualmente alto.

BrProperties (BRPR3) vende ativo em SP.
A companhia vendeu à vista o empreendimento Henrique Schaumann, que fica na avenida de mesmo nome, por R$ 84 milhões. A operação é positiva, considerando renovação de portfólio, mas não é muito representativa, tendo em vista o tamanho da companhia, o que deve mitigar qualquer efeito maior nos seus papéis.

Shell troca ações da Comgás (CGAS3) por participação acionária na Cosan (CSAN3). A Shell exerceu uma opção de venda, negociada em 2012, de suas ações da Comgás, equivalente a 16,77% do capital social e a um preço de R$ 53,05 por ação ordinária, as quais devem ser compradas pela Cosan Limited. A Cosan Limited entregará parte de suas ações na Cosan, o que correspondente a 4,99% do capital social da CSAN3, além de pagar R$ 208,65 milhões na data do fechamento da operação e outros R$ 214,9 milhões após doze meses. O valor intrínseco da operação, portanto, é de R$ 1,16 bilhão. Dessa forma, o acordo de acionistas entre Cosan Limited e Shell na Comgás será extinto. Ademais, a Limited ofereceu para a Cosan a possibilidade de comprar as referidas ações da Comgás, com o mesmo valor de exercício e condição do pagamento. A decisão, por parte da CSAN3, deve ser tomada dentro de dez dias. Os papéis CSAN3 e CGAS3 não devem ser muito influenciados pela notícia, que já era bastante esperada pelo mercado.

Destaques da reunião pública do Grupo Fleury (FLRY3). Ontem, foi realizado o encontro anual com investidores na sede da companhia que detalhou bastante suas estratégias em cada frente de atuação por meio das apresentações de seus principais executivos. A captura dos resultados da reestruturação feita nos últimos anos ganhou bastante ênfase ao longo do evento, especialmente o forte crescimento da receita e os ganhos de margem nas suas operações. E olhando adiante, a principal iniciativa do grupo de medicina diagnóstica é o seu plano de crescimento orgânico, no qual pretende abrir até 90 novas unidades entre 2017 e 2021, sendo que neste ano já foram inauguradas 21 (oito da marca Fleury e treze de outras marcas regionais). Saímos da reunião com a mesma visão sobre o Fleury, pois se trata de um case interessante em bolsa que atravessou uma prolongada reestruturação e agora está executando o plano de expansão operacional que fortalecerá ainda mais seus resultados. Posteriormente, publicaremos um relatório dando maior detalhamento sobre as informações apresentadas neste evento.

DASA (DASA3) segue fazendo aquisições. Enquanto a estratégia do Fleury está mais voltada ao crescimento orgânico, a rede de laboratórios DASA anunciou mais uma compra. A companhia adquiriu integralmente as ações do MOB Laboratório de Análises Clínicas sediado em Joinville-SC. No entanto, a empresa não revelou os valores da transação, assim como nenhuma informação acerca dos dados financeiros e operacionais do MOB. Dessa forma, entendemos que o provável efeito positivo da notícia para suas ações em bolsa deverá ser mitigado pela falta de esclarecimentos sobre essa operação.

Log-In (LOGN3) fará grupamento de ações. Em assembleia extraordinária, os acionistas da companhia aprovaram o grupamento das ações LOGN3 na proporção de cinco para uma. Contudo, o evento societário não será imediato, porque será concedido o prazo de trinta dias para que os investidores possam ajustar suas posições acionárias de modo a evitar a geração de frações de ações após o processo de agrupamento. Ou seja, em meados de novembro, voltaremos a alertar os acionistas de LOGN3 sobre a implementação deste grupamento.

AGENDA DE DIVIDENDOS


Bons negócios.