Segunda-feira, 11 de junho de 2018

 
 

Bom dia,


Estimativas para o PIB despencam. O Boletim Focus dessa semana manteve a tendência negativa vista desde os temores causados pela greve dos caminhoneiros. Agora, a média das estimativas aponta para um PIB crescendo apenas 1,94% esse ano, frente aos 2,51% previstos há quatro semanas. Para 2019, a previsão saiu dos 3,00% para 2,80% na mesma base de comparação. Outro destaque ficou com o aumento na previsão do IPCA esse ano, que ficou em 3,82%, ainda em patamar benigno. Para o câmbio e juros não houve alterações significativas nesta divulgação.

Pesquisa Datafolha mostra cenário ainda indefinido. Na simulação feita sem uma candidatura do PT, o número de indecisos atinge 34%, enquanto Bolsonaro fica na liderança das intenções de voto, com 19%, seguido por Marina Silva e Ciro Gomes, com 15% e 11% respectivamente. Já o candidato do PSDB segue empacado, com apenas 7% das intenções de voto, o que não deve agradar o mercado, mas não é exatamente uma surpresa, tendo em vista a tendência mostrada desde o começo das pesquisas.

Inflação acelera no começo de Junho. O IGP-M apresentou alta de 1,50% no primeiro decênio de junho, acelerando frente aos 1,12% registrados em maio, com alta tanto nos preços ao produtor quanto nos preços ao consumidor, em razão, principalmente, do avanço em produtos agropecuários e gasolina. Já o IPC do município de São Paulo, apresentou alta de 0,57% na primeira semana de junho, com acréscimo na taxa de variação de quatro das sete categorias de despesa, com destaque para alimentação e transportes.

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Produção industrial decepciona no Reino Unido. A produção industrial caiu 0,8% em abril ante março no Reino Unido. No comparativo anual, a produção industrial cresceu 1,8%, vindo fora das projeções de mercado que indicavam uma alta de 2,8% em um ano e de 0,2% no comparativo mensal. 

CPI da China apresenta alta. A inflação ao consumidor chinês apresentou alta de 1,8% em abril ante o ano anterior, vindo em linha com o esperado pelo mercado. Na base mensal, o CPI caiu 0,2%.

Encontro Trump/Jong-un é destaque lá fora. Com agenda de indicadores esvaziada, o mercado espera o encontro do presidente Donald Trump com o ditador Kim Jong-un, em Cingapura, na noite de segunda para terça, no nosso horário. Os temas principais devem ser a suspensão de programa nuclear norte-coreano e as sanções econômicas americanas ao país asiático.

Trump eleva clima de tensão nos mercados. A semana já começa agitada com a reação do mercado à reunião do G7 no Canadá, que sugere que o período de disputas comerciais ferrenhas envolvendo os EUA e seus principais parceiros comerciais deve continuar. Bolsas europeias operam no azul, mas próximas da estabilidade, enquanto o pregão na Ásia pendeu mais para o lado negativo, com as Bolsas chinesas no vermelho. Trump segue no radar com a reunião potencialmente “nitroglicerínica” com o mandatário norte-coreano, que acontece de hoje para amanhã em Cingapura. Na agenda da semana, destaque para uma bateria de decisões de bancos centrais ao redor do mundo. Fed, BCE e BoJ têm reuniões essa semana. Por aqui, o mercado segue atento ao noticiário político, com uma nova pesquisa divulgada no final de semana, e com a atuação do BC no câmbio, que segue extremamente volátil.

 

aB3 (B3SA3) esclarece parceria com bolsa de Shanghai. A companhia anunciou uma parceria com a China Invest Information Services, subsidiária da bolsa de Shanghai, e o acordo prevê que essa empresa atue como administradora e distribuidora oficial de dados de mercado da bolsa brasileira no país. Não houve a divulgação ao mercado pela B3 sobre esse acordo, mas, na última sexta-feira, houve uma notícia veiculada no jornal Valor Econômico dando conta dessa parceria. A companhia esclareceu que, embora considere o acordo importante, não entende que a matéria seja ato ou fato relevante nos termos da regulação, pois não espera impacto relevante em seus resultados no curto/médio prazo. Apenas para registrar, nos doze meses encerrados em mar/18, as receitas provenientes da distribuição de market data representaram 2,4% do faturamento total da B3 e, segundo a própria bolsa, a adição de novos clientes em função dessa parceria representará somente uma fração desse percentual.

JSL (JSLG3) adquiriu totalidade da Vamos. O grupo logístico informou que comprou 9%, aproximadamente, do capital social da sua controlada que era detido pelos acionistas da Borgato por conta da incorporação feita no ano passado. A transação gira em torno dos R$ 100 milhões, sendo que R$ 68,1 milhões serão pagos em dinheiro e os acionistas vendedores receberão ações da Movida (MOVI3) e da JSL (JSLG3) como forma de compor o restante do pagamento. Além disso, a companhia estima que os gastos para a implementação da aquisição ficarão em torno de R$ 500 mil. Com a incorporação total da Vamos, o grupo logístico deve se beneficiar dos resultados positivos da Vamos, como observamos no desempenho do 1º Trim/18, contribuindo para seu crescimento operacional e rentabilidade.

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