Quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

 
 

Bom dia,


1IGP-M avança no início do ano. A alta foi de 0,75% no primeiro decênio de janeiro, ligeiramente maior que os 0,73% registrados no mesmo período do mês anterior. Esse desempenho reflete principalmente a maior inflação ao produtor, puxada pela alta no preço de matérias-primas, enquanto que o ritmo de aumento dos preços ao consumidor se manteve frente a leitura anterior, com a alta em alimentos sendo compensada pela queda no item passagens aéreas, que levou a deflação no grupo educação, leitura e recreação. Já o índice nacional de custo da construção apresentou sutil desaceleração, dado o arrefecimento na categoria materiais, equipamentos e serviços. Tal desempenho deve enfraquecer as apostas mais arrojadas em torno da continuidade do ciclo de queda na taxa de juros.

aInflação no radar dos EUA. O desempenho do índice de preços ao produtor em dezembro ficará em destaque hoje. A expectativa é de leve arrefecimento frente à leitura anterior, o que, caso se concretize, deve reforçar a visão de gradualismo na alta dos juros. O discurso de William Dudley, do Fed de Nova York, também pode dar novos indícios sobre a condução da política monetária. Ademais, será divulgado o número semanal de pedidos de auxílio desemprego e os investidores devem ficar atentos ao noticiário político, que envolve a possível ruptura do NAFTA.

Produção industrial apresenta elevação na Zona do Euro. A produção industrial avançou 3,2% na zona do euro, no mês de novembro, e na União Europeia reportou alta de 3,5%, ambas as comparações com o mesmo período de 2016. Os números vieram em linha com o esperado pelo mercado. O indicador foi influenciado pelas maiores altas da Eslovênia (9,9%), Romênia (9,3%) e República Tcheca (8,5%). Já no comparativo mensal, o indicador veio maior em 1,0% na zona do euro e 0,9% na União Europeia, segundo o Eurostat. Em comparação ao mês anterior, destaque para o crescimento de República Tcheca e Alemanha, que apresentaram aumento de 3,6% cada, além de Luxemburgo (3,4%) e Portugal que cresceu 3,1%.

Bolsas mundiais praticamente de lado nesta quinta. Na Ásia, mesmo com a recente melhora nas expectativas sobre o desempenho econômico chinês, os principais índices acionários da região exibiram pouca oscilação no pregão de hoje. Enquanto na Europa, os reflexos da produção industrial do bloco, que detalhamos mais acima, são leves nos mercados que esperam a ata BCE a ser divulgada ainda hoje. Novamente, vale o destaque para o petróleo que reage aos menores estoques norte-americanos apresentados ontem.

 

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Ecorodovias (ECOR3) ganha concessão do Rodoanel Norte. A companhia foi a vencedora oferecendo um ágio muito maior que a sua única concorrente, a italiana Atlantia. A Ecorodovias ofereceu uma outorga total de R$ 883 milhões, ágio de 90% em relação a outorga fixa mínima de R$ 462 milhões. A Atlantia ofereceu R$ 517 milhões, ágio de 12%. Os papéis da companhia responderam mal no pregão de ontem, por conta do ágio elevado. Vale lembrar que, de acordo com as projeções da ARTESP, agência reguladora do setor no estado de SP, com a outorga fixa mínima, o retorno do projeto ficava ao redor de 10%. A Ecorodovias não abriu qual a taxa de retorno que ela vê na concessão usando as suas premissas. Papéis podem seguir pressionados no curto prazo.

Rumo (RAIL3) emite cerca de R$ 1,1 bilhão em dívida externa. A companhia precificou ontem a emissão de senior notes no montante de US$ 500 milhões, algo próximo do R$ 1,1 bilhão na taxa de câmbio atual. Os títulos terão vencimento em 2025 e serão remunerados à taxa de 5,875% ao ano. Os recursos líquidos serão destinados ao plano de investimentos da Rumo que deve ter seus papéis beneficiados em bolsa no curto prazo pela captação bem-sucedida.

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