Terça-Feira, 11 de abril de 2017

 
 

Bom dia,


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IPC avança no início de abril. O Índice de Preços ao Consumidor do Município de São Paulo registrou alta de 0,31% na 1° quadrissemana desse mês, acelerando frente à variação de 0,14% registrada na última leitura. Esse resultado se deve principalmente à alta nos preços dos grupos alimentação, saúde e habitação, que mais do que compensaram a deflação vista na classe de transportes.
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Produção industrial na Zona do Euro mantém ritmo de crescimento. Após registrar avanço de 0,3% em jan/17 sobre dez/16, se esperava para fev/17 uma desaceleração da indústria europeia, sendo que a mediana das projeções indicava para +0,1%. No entanto, o dado oficial divulgado hoje mostrou que a taxa de crescimento se manteve estável nos +0,3% no confronto entre a produção industrial de fev/17 com jan/17, além de crescer 1,2% na comparação anual. Bom indicativo para os mercados que seguem temerosos quanto às incertezas políticas e econômicas na região.

Inflação no Reino Unido fica dentro do esperado. Hoje cedo também saiu o resultado do CPI britânico em mar/17 que registrou alta anual de 2,3% e estabilidade em relação ao mês anterior, vindo exatamente em cima da mediana das estimativas. O aumento nos preços dos alimentos, álcool, tabaco, vestuário, calçados, assim como bens e serviços diversos foram os principais contribuintes para a forte variação anual. Diante do resultado em linha com as projeções, o indicador pouco deverá influenciar o mercado bursátil.

Confiança em alta na Alemanha. O índice de expectativas econômicas, apurado pelo instituto alemão ZEW, subiu para 19,5 pontos em abr/17, ante 12,8 pontos reportados em mar/17. A previsão era para um avanço bem menor no indicador, atingindo ao redor de 14,0 pontos. Já o chamado índice para as condições atuais, também medido pelo ZEW, aumentou para 80,1 pontos neste mês frente os 77,3 pontos do mês passado, também superando a projeção do mercado em torno de 78,0 pontos.

Agenda econômica robusta nos EUA, mas noticiário político continua em destaque. Dentre as divulgações previstas para hoje, o destaque fica com a criação de empregos, após o relatório mais fraco sobre as condições do mercado de trabalho divulgado ontem pelo FED. Nesse sentido, o discurso do presidente do FED de Minneapolis, também deve atrair a atenção dos investidores. Mais cedo, foi divulgado o índice de confiança do pequeno empresário, referente a março, que arrefeceu menos do que o esperado, ao registrar 104,7 pontos, frente aos 105,3 registrados na leitura anterior.  A instituição responsável por esse índice, NFIB, reforçou que trata-se de um resultado ainda muito forte, que deve sustentar o aumento no número de empregos mais adiante. Já na esfera política, segue no radar  o início da visita do secretário de Estado dos EUA à Rússia, bem como a posição da China em relação à Coreia do Norte, o que deve deixar os investidores mais apreensivos ao longo do dia.

Dados da China no radar. No finalzinho do dia hoje serão divulgados os índices de inflação do gigante asiático, referentes ao mês de março. Para o índice de preços ao consumidor (CPI) a perspectiva é de leve aceleração frente a última leitura, enquanto que o índice de preços ao produtor (PPI) deve arrefecer no mesmo período. De toda forma, vale acompanhar esses números, pois certamente eles irão influenciar, ao menos na abertura, o pregão de amanhã.

Bolsas sem direção única. Em dia mais carregado de indicadores, mas com os mercados de olho no desenrolar de questões geopolíticas importantes, com destaque para a reunião do G7, mas sem novidades até o momento, as Bolsas da Ásia fecharam sem uma direção definida, com Tóquio e Hong Kong pressionados e Shanghai no azul. Na Europa, o quadro se repete, com o índice FTSE, da Bolsa de Londres, operando no campo positivo, com os dados de inflação por lá dando fôlego ao mercado, e o DAX, da Bolsa de Frankfurt, com leve queda, mesmo com os dados positivos da produção industrial na zona do euro (tanto inflação no Reino Unido, quanto produção industrial na zona do euro, com texto acima).

 
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Segundo Valor, governo vai liberar participação de estrangeiros nas aéreas (GOLL4 e AZUL4). Segundo o jornal, o governo vai divulgar hoje os pontos da MP do Turismo, que tem entre os destaques, o fim do limite para a participação de capital estrangeiro nas cias aéreas nacionais, limite que hoje é de 20%. A notícia, bastante aguardada pelo mercado, já vem mexendo bastante com os papéis da Gol, que devem responder positivamente (além disso, a companhia divulgou seus dados operacionais de março, comentado no texto abaixo). Vale lembrar que hoje estreiam na Bolsa os papéis da Azul, que teve o seu IPO liberado pela CVM após suspensão na semana passada.

Taxa de ocupação da Gol (GOLL4) decola em março. Além da notícia sobre a liberação completa do capital estrangeiro, a cia aérea divulgou seus dados mensais com números que consideramos favoráveis. A Gol continuou a reduzir a oferta de assentos, ainda assim, o número de passageiros transportados avançou 3,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Com isso, a taxa de ocupação da companhia saltou 4,1 p.p. na comparação março/17 contra março/16. Como comentamos em diários anteriores, a Gol divulgou seu guidance de curtíssimo prazo, uma espécie de prévia não auditada do 1T17, com números bem saudáveis.

Cyrela (CYRE3) vai participar do aumento de capital da Tecnisa (TCSA3). A Cyrela informou a Tecnisa que vai participar do aumento de capital dessa última, com pelo menos R$ 20,4 milhões, desde que a família controladora da Tecnisa aporte R$ 73,5 milhões na oferta de ações. Consideramos a notícia neutra para a Cyrela e positiva para a Tecnisa, apesar de já esperada pelo mercado.

Sabesp (SBSP3) retoma negociação com município. A Sabesp fechou um acordo com o município de Guarulhos para elaboração de estudos e avaliações, visando o equacionamento das relações comerciais e das dívidas existente entre o município e a concessionária. Trata-se de uma nova tentativa de reaver uma dívida, estimada em R$ 2,3 bilhões, acumulada ao longo de 20 anos, sendo que em janeiro de 2016 houve acordo semelhante ao divulgado agora, porém pela falta de consenso entre as partes as negociações foram suspensas meses depois. A notícia deve trazer influência marginalmente positiva para os papéis da Sabesp hoje.

Controlador da Advanced Digital Health (ADHM3) aumenta prazo para receber. O grupo Metropolis Capital Markets GmbH que detém o controle da empresa de medicina preventiva estendeu em 185 dias todos os vencimentos dos empréstimos mútuos que realizou à companhia. Adicionalmente, o controlador reduziu o custo original da dívida. A taxa do empréstimo era de 11% ao ano e agora passou para 4% a.a., inferior até mesmo que a inflação. Com este alongamento no cronograma de pagamento dos mútuos, estima-se que a companhia tenha tempo hábil para se tornar operacional e inicie a geração de caixa para que então possa cumprir com os compromissos financeiros ("de pai para filho") tomados com seu controlador que, como destacamos nessa publicação do dia 05/abr, fará novos aportes nos próximos três meses que poderão chegar até a R$ 3,5 milhões. As ações ADHM3 devem reagir positivamente no pregão de hoje.

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Bons negócios.