Quarta-feira, 10 de outubro de 2018

 
 

Bom dia,


Inflação sobe, mas destaque é política. O IGP-M acelerou para 1,06% no primeiro decênio de outubro, sobretudo por conta da alta no preço dos combustíveis, que impactou tanto a inflação ao produtor quanto ao consumidor. O grupo alimentação também contribuiu para tal desempenho. Em doze meses, o IGP-M acumula alta de 10,99% e no ano de 9,44%. Entretanto, é o noticiário político que deve seguir ditando o rumo da Bolsa paulista. A entrevista de Bolsonaro ao Jornal da Band pode suscitar preocupações no que tange a uma implementação rápida e efetiva das reformas fiscais, com destaque para Previdência. O mercado segue atento a novas declarações de Bolsonaro e Haddad, à espera da primeira pesquisa de intenção de voto no segundo turno, que será divulgada ainda hoje (19h) pelo Datafolha.

aPIB mensal do Reino Unido. O Escritório Nacional de Estatísticas britânico divulgou os dados mensais do PIB com estagnação em agosto frente a julho. Na comparação do período de junho a agosto com o trimestre imediatamente anterior, houve crescimento de 0,7%, beneficiado pelo verão mais quente que o esperado. O dado de agosto veio ligeiramente abaixo do esperado, mas o dado trimestral veio um pouco acima da projeção, por conta de revisão do crescimento de meses anteriores.

Bolsas sem tendência única lá fora.
Frente a uma agenda macro amena, os investidores europeus mantêm cautela, atentos ao déficit da Itália e na espera do índice de preços ao produtor norte-americano, que será divulgado ainda pela manhã. Por outro lado, na Ásia, a maior parte das Bolsas fechou com ligeiros ganhos, com o apoio do governo chinês ao crescimento econômico reduzindo momentaneamente os temores quanto ao impacto de uma guerra comercial entre Pequim e Washington.

     


Vendas nas faixas 2 e 3 desaceleram para MRV (MRVE3) e Direcional (DIRR3). A prévia operacional das duas companhias voltadas para as faixas mais altas do Minha Casa Minha Vida mostraram retração nas vendas em relação aos trimestres anteriores nesse principal segmento. No caso da MRV a explicação foi “instabilidade no processo de repasse das vendas no Estado de SP e aumento do volume da Venda Garantida”, processo em que a venda é reconhecida após a aprovação do cliente no banco, visando reduzir distratos. Já a Direcional viu seu volume de lançamentos voltados para as faixas 2 e 3 do MCMV muito concentrado no final do trimestre. A velocidade de vendas de estoque, no entanto, continuou saudável. Vale lembrar, também, que a Direcional reconheceu nesse trimestre a venda de R$ 230 milhões de estoque de média e alta renda para um fundo imobiliário. Considerando todos os segmentos e incluindo a venda para o fundo, a Direcional teve alta de 72% nas vendas em três meses. Ainda consideramos o cenário mais positivo no curto prazo para as incorporadoras voltadas para baixa renda e como a desaceleração das vendas nas faixas mais altas do MCMV parecem pontuais nesse trimestre, alguma realização dos papéis podem significar uma oportunidade de posicionamento.

Camil (CAML3) dobra lucro líquido.
A companhia reportou seu resultado do segundo trimestre de 2018, que se encerrou em agosto, com bottom line 96% maior se comparado ao mesmo período de 2017. Esse melhor desempenho vem do maior controle dos custos e despesas, além da venda de uma de suas unidades na Argentina e menores impostos.

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