Terça-Feira, 10 de outubro de 2017

 
 

Bom dia,


1Indicadores do mercado de trabalho sugerem a retomada das contratações. O Indicador Antecedente de Emprego apresentou avanço de 2,4 pontos em setembro, alcançando 100,6 pontos, sendo o maior nível da série, iniciada em junho de 2008. E no ano, o indicador acumula ganho de 10,6 pontos. Esta alta reflete a base muito fraca de comparação, após dois anos de números negativos de emprego, além do maior otimismo dos empresários para retomar as contratações, por conta da perspectiva de crescimento da atividade econômica para o ano de 2017 e 2018. Por sua vez, o Indicador Coincidente de Desemprego recuou 0,5 ponto, em setembro, para 97,6 pontos, mesmo com este recuo, o indicador continua bastante elevado, no entanto, começa a mostrar uma tendência de melhora. As classes que mais contribuíram para a redução do ICD foram as dos grupos de consumidores que auferem renda familiar mensal entre R$ 4.100,00 e R$ 9.600,00, cujo indicador de percepção de dificuldade de se conseguir emprego recuou 0,5 e 2,1 pontos, respectivamente.

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Agenda vazia nos EUA. Na volta do Colombus Day, a agenda norte-americana segue amena, tendo como destaque os discursos de Neel Kashkari e Robert Kaplan, presidentes dos Feds de Minneapolis e Dallas, respectivamente, ambos com direito a voto no comitê de política monetária nesse ano. Os investidores devem ficar atentos às tensões geopolíticas, que, agora, também envolvem a relação EUA x Turquia.

Em dia fraco de indicadores, política rege desempenho das Bolsas mundiais. Na Ásia, os índices acionários fecharam no campo positivo nesta manhã, sobretudo pela perspectiva positiva para o desfecho da eleição parlamentar no Japão, marcada para o próximo dia 22/10. Já na Europa, as Bolsas seguem pressionadas pela tensão envolvendo a independência da Catalunha, com exceção do Reino Unido, após Theresa May angariar apoio para dar sequência ao Brexit. Por aqui, a agenda também é amena e, portanto, é o noticiário político que deve dar as cartas, podendo culminar em outro pregão de realização de lucros.

 
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Embraer (EMBR3) mantém média de entregas do ano. A companhia divulgou sua prévia operacional do 3T17 com 45 aeronaves entregues, sem grandes surpresas já que o número está exatamente na média dos dois primeiros trimestres. A diferença foi o aumento do número de E190’s compensado pela queda nos E175’s. A boa notícia do trimestre é o aumento no backlog da Embraer em US$ 300 milhões, impulsionada pela venda de jatos para a SkyWest. Porém, os papéis já responderam positivamente na ocasião da venda, o que deve fazer com que a divulgação de hoje tenha pouco impacto nos papéis.

Azul (AZUL4) segue com crescimento robusto.
O tráfego de passageiros nos voos da Azul cresceu 15,0% em setembro, acima da oferta de assentos que saltou 10,3%, todas as comparações contra setembro/16. Isso fez a taxa de ocupação melhorar 3,4 p.p. no período, chegando a 83,2%, bom número. O crescimento continua sendo maior nos voos internacionais, fruto da maior expansão da malha da aérea nesse segmento. Consideramos que os números serão bem recebidos pelo mercado.

Direcional (DIRR3) tem vendas saudáveis nas faixas maiores do MCMV.
A companhia, que vem passando por uma mudança, deixando de focar na faixa 1 do MCMV para focar nas faixas 2 e 3, viu suas vendas nessas faixas mais elevadas do programa governamental mais do que quadruplicarem na comparação com o 3T17. O ponto negativo da divulgação é que 28% de todo seu estoque é de unidades prontas de média e alta renda, que além de estarem com uma velocidade de vendas menor, estão sofrendo muito com distratos, que continuaram crescendo bastante. Os números finais do 3T17 ainda devem vir pressionados pelo movimento de mudança do MCMV 1 para o 2 e o 3 e pelos números ainda ruins de média e alta renda. Porém, a evolução nas faixas mais altas no MCMV traça um cenário mais favorável para o médio/longo prazo.

Localiza (RENT3) conclui captação de R$ 1 bilhão. A companhia anunciou o encerramento da sexta emissão de notas promissórias, no total de R$ 650 milhões, e também da quarta debênture emitida pela sua subsidiária Localiza Fleet, no montante de R$ 350 milhões, que não são conversíveis em ações. A somatória dos valores atingiu o R$ 1 bilhão pretendido inicialmente pela empresa com estas captações de mercado. O que ficou melhor do que o esperado foi o custo da dívida, com juros remuneratórios correspondendo a variação do CDI acrescida de apenas 0,40% a.a. para as notas promissórias que vencem em 2020 e a variação do CDI acrescida de 0,30% a.a. para as debêntures que vencem somente em 2024. A situação financeira da Localiza é bastante confortável, sobretudo quando comparamos com seus pares em bolsa, e consideramos que o menor custo dessa captação favorecerá seus números mais adiante. Ações RENT3 deverão reagir positivamente no pregão de hoje.

Congresso vota hoje as novas regras do FIES (ANIM3/ESTC3/KROT3/SEER3). Está agendada para hoje a votação pela Comissão Mista (de senadores e deputados federais) da Medida Provisória (MP) que regulamenta o financiamento estudantil do governo federal. O novo FIES, anunciado na metade deste ano, prevê um programa com cerca de 300 mil novas vagas anuais. Deste total, 100 mil serão bancadas com recursos do governo que não cobrará juros, apenas a variação da inflação entre o prazo de pagamento dos estudantes. As demais 200 mil vagas serão geridas pelos bancos que poderão definir prazo de pagamento e taxa de juros conforme as práticas de mercado. O relator da MP do FIES, deputado Alex Canziani (PTB-PR), incluiu o ensino a distância entre as modalidades que podem ser beneficiadas pelo FIES, mas dificilmente essa modificação deverá ir adiante. Outra alteração prevê que os descontos concedidos pelas instituições de ensino para um determinado grupo de alunos seja estendido para todos os beneficiários do FIES. Já a nova regra deverá ter impacto financeiro direto nas empresas se refere à taxa do fundo garantidor do programa, pois, atualmente, a taxa é de 6,25% e passaria para 13% ou, até, 25% nos casos em que a inadimplência na faculdade for elevada. De todo modo, embora alguns pontos do novo FIES possam limitar o tamanho do programa, bem como encarecer os custos para as instituições, acreditamos que a definição do texto tende a eliminar as incertezas quanto a continuidade do financiamento público nos próximos anos.

AGENDA DE DIVIDENDOS


Bons negócios.