Quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

 
 

Bom dia,


1IPCA acima da expectativa, abaixo da meta. O índice fechou dezembro com alta de 0,44%, aceleração causada pela reversão de tendência observada no preço dos alimentos nesse mês após sete meses de queda nos preços e para a elevação ainda maior na linha de transportes, com aumento na gasolina e alta muito forte nas passagens aéreas (+22%). Apesar de acima das projeções de mercado, a inflação se mantém em um patamar benigno. Com esses números, o IPCA fecha 2017 em 2,95%, menor número desde 1998, pouco abaixo do piso de 3% para a meta de inflação. Ou seja, o presidente do Banco Central vai ter que dar explicações sobre a inflação para o Ministro da Fazenda. Explicação das mais fáceis, diga-se de passagem.

IPC mantém ritmo de aceleração. Na primeira quadrissemana do ano, o índice de preços do município de São Paulo apresentou alta de 0,55%, mesma variação apresentada no final do último ano. Houve aceleração em quatro das sete classes de despesas, com destaque para o grupo educação, puxado pela sazonalidade do período.

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Produção industrial apresenta forte alta no Reino Unido. Os dados de novembro superaram as projeções de mercado. No comparativo anual, a produção industrial subiu 2,5%, quando as expectativas apontavam para uma alta de 1,8%. No comparativo mensal, aumento de 0,4% sobre outubro, apresentando a sétima elevação consecutiva.

Agenda amena nos EUA. Entre os indicadores previstos está o índice de preços de importados e o volume semanal de estoques de petróleo bruto, cuja expectativa é de um novo recuo, o que já vem influenciando positivamente a cotação da commodity nesta manhã. Ademais, dois representantes do Fed, Charles Evans de Chicago e James Bullard de St. Louis, irão discursar ainda hoje, porém devem exercer pouca influência sobre os mercados bursáteis, haja vista que não votam em 2018.
   
Inflação avança na China, mas segue aquém da meta. A inflação ao consumidor registrou alta anual de 1,8% em dezembro, denotando ligeiro avanço, de 0,1 ponto percentual, frente a variação do mês anterior, sobretudo pela menor deflação no grupo alimentos. O índice encerra o ano com avanço de 1,6% frente a 2016, ainda bem aquém da meta de 3% estipulada pelas autoridades monetárias do país. Já os preços ao produtor registraram avanço um pouco acima do esperado, com alta de 4,9% em dezembro e 6,3% no acumulado de 2017.

Mercados em direções distintas.
Na Ásia, os dados da inflação chinesa, que comentamos acima, influenciaram positivamente os principais índices acionários da região, com exceção da bolsa de Tóquio que fechou em leve queda em reflexo da decisão do BoJ de reduzir a compra de ativos. Na Europa, a agenda vazia abre espaço para uma pequena realização das bolsas na sessão de hoje. Vale também destacar o mercado de commodities, especialmente a nova elevação nas cotações do petróleo, à espera dos estoques semanais.

 

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É hoje o leilão do trecho norte do Rodoanel (CCRO3 e ECOR3). O certame está marcado para começar às 10h na B3. Entre as companhias de capital aberto, CCR e Ecorodovias devem entregar propostas. O investimento total no projeto é estimado em R$ 581 milhões, sendo R$ 153 milhões no primeiro ano. Além disso, a concessionária pagará uma outorga fixa mínima na assinatura do contrato de R$ 462 milhões mais 15% das receitas como outorga variável. O vencedor será quem oferecer a maior outorga fixa. Se a diferença entre lances for inferior a 10%, haverá um leilão viva voz. Com as estimativas da ARTESP, agência reguladora do setor no estado de SP, e a outorga fixa mínima, a TIR do projeto gira em torno de 10%. O impacto nos papéis de uma eventual vitoriosa no leilão dependerá do ágio oferecido na outorga fixa.

Voos internacionais puxam demanda da Azul (AZUL4) em dezembro. A cia aérea divulgou sua prévia operacional de dezembro com números bem sólidos. Evolução de 15,4% na demanda total por voos da companhia, com destaque para o crescimento de 64,8% nos destinos internacionais, contra 4,3% nos voos domésticos. A taxa de ocupação da Azul foi de 81,4% em dezembro de 2016 para 83,1% no mês em análise. Mais um mês positivo para fechar um ano forte para a cia aérea. Papéis devem responder positivamente.

Maior acionista da Oi (OIBR4) pede suspensão da recuperação judicial. A Pharol (ex-Portugal Telecom) solicitou à Justiça que sejam suspensas as cláusulas do plano aprovado no último dia 20 pelos credores da Oi em assembleia, pois, de acordo com a empresa, os termos violam o estatuto da companhia. A pretensão é de adiar o andamento do plano até a assembleia geral extraordinária convocada, pela própria Pharol, para o próximo dia 7 de fevereiro. Cabe ressaltar que a Oi tenta revogar na Justiça essa convocação dos acionistas. Essa notícia pode pressionar os ativos OIBR4 no pregão de hoje, mas entendemos que a tendência para seus papéis em bolsa é de forte volatilidade porque a novela que se tornou a recuperação judicial da operadora ainda parece longe de terminar!

Brasil Pharma (BRPH3) ajuizou pedido de recuperação judicial. Depois de um longo período de reestruturação para melhorar seus números a companhia vem ao mercado comunicar que entrou com pedido de recuperação judicial, já que não conseguiu solucionar a sua crise financeira. No último trimestre, a empresa registrou prejuízo de R$ 1,08 bilhão, sete vezes maior se comparado ao mesmo período do ano passado. Este fraco resultado reflete a redução das vendas, dado o desabastecimento das lojas e a baixa de ativos intangíveis das bandeiras Santana e Big Ben, bem como o patrimônio líquido negativo de R$ 1,15 bilhão. Além disso, a companhia também anunciou que o seu presidente do conselho de administração, Roberto Bocchino Ferrari, acaba de entregar uma carta de renúncia ao cargo. Vale lembrar, que a Brasil Pharma já havia anunciado, em 07 de dezembro de 2017, uma oferta pública voluntária de aquisição de ações para a saída do Novo Mercado, que será realizada pela Stigma II LLC, sendo assim, segundo a companhia este evento não se alterará. Notícias bem negativas para a empresa, desta forma, acreditamos que suas ações irão responder negativamente no pregão de hoje.

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