Sexta-feira, 9 de novembro de 2018

 
 

Bom dia,


Preços caem e IGP-M surpreende. O índice registrou deflação de 0,11% na primeira prévia de novembro, contra alta de 1,06% na última leitura. Esse desempenho reflete principalmente a queda no preço dos combustíveis, que influenciou tanto os preços ao produtor quanto ao consumidor, por meio da classe transportes. A mudança na bandeira tarifária na conta de luz também explica essa melhora.

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PIB do Reino Unido avança. A atividade econômica do Reino Unido registrou crescimento de 0,6% no 3T18 ante o trimestre imediatamente anterior, sobretudo por conta do bom desempenho no setor de serviços e da construção, segundo dados prévios da agência nacional de estatísticas britânica. Na comparação anual, o avanço foi de 1,5% e ficou bem em linha com as estimativas do mercado. Já a produção industrial de setembro registrou alta de 0,2% em um ano e ficou praticamente estagnada frente a agosto.

CPI chinês vem em linha com o esperado. A inflação ao consumidor da China em outubro veio em linha com o esperado pelo mercado e igual se comparado a setembro, ficando em 2,5%. Nesta avaliação o preço dos alimentos acabou perdendo força, enquanto os custos para educação e combustíveis tiveram alta. Os PPI também vieram praticamente em linha com o anterior, apresentando alta de 3,3% em outubro contra 3,6% em setembro.

Discursos de representantes do Fed e inflação na agenda americana. A agenda de indicadores nos EUA tem a divulgação da inflação ao produtor com expectativa de alta no comparativo anual. A confiança do consumidor medida pela Universidade de Michigan tende a se arrefecer. Já os discursos dos membros votantes do Fed podem trazer mais indicações sobre o rumo do juro.

Tom negativo predomina lá fora. Os índices bursáteis fecharam em queda na Ásia nesta manhã e abriram pressionados na Europa, com os investidores digerindo o comunicado de ontem do banco central norte-americano, que não descartou a manutenção da gradualidade no ajuste dos juros, mas chamou atenção para o crescimento econômico mais forte nos EUA. Além disso, dados do gigante asiático contribuem para o mau humor generalizado desta sexta-feira.

 

Resultado da Eztec (EZTC3) mostra evolução. A comparação com o 3T17 fica comprometida por conta da venda da segunda torre do projeto EzTowers que aconteceu naquele trimestre. Dessa forma, destacamos a evolução ainda que leve da receita na comparação com o 2T18, mas principalmente o fato do EBITDA da companhia voltar para o campo positivo nesses três meses. Além disso, o lucro líquido mais do que dobrou na comparação trimestral. Os números seguem aquém do potencial da companhia, que deve apresentar números melhores a medida que o setor de construção mostrar uma retomada mais contundente, o que ainda tem timing incerto.

Cyrela (CYRE3) tem prejuízo no período. Apesar do desempenho operacional positivo, a companhia reconheceu, nesse trimestre, R$ 29 milhões de ajuste de valor de um terreno no Rio, R$ 31 milhões de novas contingências e R$ 94 milhões de despesas reparatórias na região Nordeste, sendo que desses R$ 94 milhões, R$ 32 milhões foram desembolsados e R$ 62 milhões estão apenas provisionados e serão pagos no futuro. Dessa forma, a companhia apresentou prejuízo de R$ 121 milhões.

Tenda (TEND3) tem resultado saudável e anuncia recompra de ações. A companhia apresentou bom crescimento no top line, com margem bruta um pouco comprimida, mas com G&A sob controle e queda nas despesas com demandas judiciais, o EBITDA cresceu bem, com ganhos de margem. A companhia ainda anunciou que vai recomprar até 5,4 milhões de ações, o correspondente a quase 11% do capital, desconsiderando as ações já em tesouraria.

JSL (JSLG3) tem resultado consistente. A companhia mostrou números parecidos com os reportados no 2T18, lembrando que aquele foi um trimestre de boa recuperação para a companhia. Esse melhor momento fica mais claro na comparação com o 3T17, com elevação de 23,5% na receita líquida de serviços, ganho de 2 p.p. na margem EBITDA e resultado líquido passando de  R$ 1,1 milhão para R$ 54,0 milhões. Esperamos reação positiva do mercado.

Tegma (TGMA3) tem trimestre sólido e anuncia proventos. A companhia entregou crescimento de 15,9% na receita na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, com ganhos de margem. Vale destacar o ganho de market share entre os períodos. A Tegma ainda anunciou proventos, entre dividendos e JCP, no valor total e já líquido de IR, de R$ 0,227032954895 por ação. O yield é de 1,0% e os papéis ficam ex no dia 14, próxima quarta. Pagamento em 26 de novembro.

JHSF (JHSF3) tem números acima do esperado. O resultado da companhia nesse trimestre veio acima do que esperávamos por conta de um bom desempenho da divisão de incorporação, que estava com números muito pressionados e trouxe EBITDA positivo em R$ 26,8 milhões nesses três meses, próximo do EBITDA de renda recorrente, em R$ 29,2 milhões. As margens de renda recorrente vieram um pouco abaixo do que esperávamos com despesas operacionais elevadas, por conta do pagamento da remuneração variável correspondente ao ano passado (em 2017 esse efeito veio no 2T) e de contratações nas áreas de varejo e e-commerce. Em linhas gerais, acreditamos que os pontos positivos do resultado devem prevalecer no curtíssimo prazo, ainda assim, ressaltamos que os papéis tem um perfil de risco ainda elevado.

Resultado mais consistente da Direcional (DIRR3). A companhia apresentou elevação na receita, com bom ganho de margens e voltou para o positivo no bottom line. Além disso, a geração de caixa da companhia foi favorecida pela venda de ativos para um fundo imobiliário, mas mesmo sem esse efeito, o trimestre seria bem positivo. Esperamos reação positiva do mercado à divulgação.

Bom resultado da B3 (B3SA3), mas não como no 2T18. A companhia divulgou um resultado bem sólido, com avanço no top line e nas margens na comparação com o 3T17, mas quando a comparação é com o 2T18, quando a companhia superou as expectativas do mercado e divulgou números muito fortes, o resultado veio um pouco mais tímido, com receitas e margens menores. A companhia ainda anunciou uma aquisição hoje, da BLK Sistemas Financeiros, que atua na criação e desenvolvimento de softwares e algoritmos de execução de ordens para os mercados de capitais e de derivativos financeiros, boa adição ao portfólio da companhia. Seguimos com visão positiva para os papéis da companhia.

Bons números da Rumo (RAIL3). O volume transportado pela companhia apresentou elevação de 15,2% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, o que possibilitou um bom crescimento de dois dígitos na receita líquida. As margens da companhia apresentaram boa expansão e a redução no custo médio da dívida favoreceu o resultado final da companhia nesses três meses.

Números bem pressionados da Gafisa (GFSA3). A companhia lançou muito menos no 3T18 e vendeu também muito menos do que nos trimestres anteriores. Vale lembrar que no final do trimestre houve ume reformulação grande no comando da companhia. A receita apresentou queda e as margens se comprimiram, resultando em mais um prejuízo. A nova direção definiu venda de estoques como uma prioridade e lançou uma unidade de serviços residenciais. Ainda vemos o patamar de risco atrelado aos papéis muito elevado.

Aliansce (ALSC3) mostra avanço nos números. A companhia mostrou evolução no top line, apesar da retração no aluguel percentual, mesmo com alta nas vendas em seus shoppings. A taxa de ocupação melhorou, o que explica parte desse aumento, além das receitas de estacionamento, aluguéis temporários (como quiosques) e publicidade. As margens da companhia também apresentaram evolução. Os números vieram em linha com o reportado pelos pares nesses três meses.

Natura (NATU3) reporta forte desempenho. A companhia reportou forte desempenho neste 3T18, com aumento de 37,1% em sua receita líquida consolidada em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse desempenho é explicado pelos bons resultados dos três negócios. Na Natura, Brasil e Latam apresentaram aumento nas principais categorias e em vendas online, com ganhos de participação de mercado e produtividade das consultoras, enquanto as vendas da The Body Shop cresceram como resultado do faturamento das compras de Natal pelos franqueados. A Aesop registrou forte crescimento online e no conceito mesmas-lojas. O EBITDA consolidado cresceu 7,2% ante o 3T17, dado o maior volume de vendas e menor impacto das despesas G&A no resultando. Por fim, o lucro líquido do período ficou 117,9% maior, apesar dos efeitos contábeis hiperinflacionários na Argentina e custos de transformação da The Body Shop. Esperamos uma reação mais positiva do mercado à divulgação.

Hermes Pardini (PARD3) divulga fraco desempenho. A companhia apresentou fraco desempenho neste 3T18, com forte queda nas margens provocadas pela redução do ticket médio e pelos custos com as aquisições. Com isso, EBITDA e o lucro líquido deste 3T18 acabaram sendo prejudicados, reduzindo 1,6% e 8,5%, respectivamente. Por outro lado o volume de exames aumentou 10,7% no 3T18 quando comparado com o mesmo período de 2017, principalmente como resultado do crescimento orgânico, bem como as aquisições dos laboratórios Humberto Abrão, Ecoar, DLE e Labfar. Não esperamos uma forte reação do mercado aos números da companhia.

Qualicorp (QUAL3) vem com números piores. A receita líquida total consolidada apresentou queda de 5,7% no 3T18 ante o 3T17, essa variação reflete a perda líquida de clientes ocasionada pelo reajuste de preços, mesmo que neste trimestre tenha vindo abaixo do esperado. O EBITDA ajustado no 3T18 caiu 8,2% ante o mesmo período de 2017, com margem EBITDA ajustada caindo 1,3 p.p. no 3T18, esta queda se deve ao menor volume de receita operacional líquida. Houve também piora na receita financeira, que acabou sendo prejudicada pelos juros e multas por atraso de pagamento dos prêmios pelos beneficiários. Desta forma, o lucro líquido consolidado apresentou queda de 1,1% no comparativo anual. Com um fraco desempenho reportado acreditamos que suas ações terão performance negativa no pregão de hoje.

NotreDame (GNDI3) vem com números melhores. A receita líquida aumentou 13,8% comparado com o mesmo período do ano anterior, resultado do crescimento nas três linhas de receita, planos de saúde (15,1%), planos odontológicos (10,0%) e serviços hospitalares (2,8%). O EBITDA ajustado cresceu 18,9%, com margem EBITDA ajustado apresentando elevação de 0,6 p.p., se comparado com o mesmo período do ano anterior. Este crescimento é resultado da combinação do aumento de 13,8% da receita líquida, e redução 1,8 p.p. na Sinistralidade Caixa com o aumento de verticalização e controle de custos. Com isso, o resultado final da empresa ficou 73,4% maior que o mesmo período de 2017. Suas ações devem responder de forma positiva ao resultado, que foi positivo.

Le Lis Blanc (LELIS3) vem apresentando resultados melhores. Mas sua receita líquida ainda apresentou uma leve queda no período em análise. A companhia conseguiu melhor sua produtividade em lojas próprias. Essa melhora reflete a estratégia da companhia em posicionar as marcas com preços maiores, além de um maior foco na qualidade da base de lojas, através do fechamento de lojas em que o posicionamento, o custo de ocupação ou a rentabilidade não se enquadravam em suas expectativas. Com essa estratégia a companhia reportou elevação do EBITDA e em seu resultado final que acabou revertendo o sinal neste 3T18, saindo de um prejuízo para lucro líquido.

Kroton (KROT3) reporta fraco resulto neste 3T18. As dificuldades econômicas e o cenário concorrencial bastante desafiador acabaram prejudicando os números da companhia neste 3T18, sua receita líquida apresentou queda de 5,5% em comparação com o mesmo período de 2017, como consequência da venda de ativos, além da redução no número de alunos e maior pressão no ticket de entrada, o que acabou por compensar a melhora no mix de cursos e os processos de captação realizados no ano. O EBITDA ajustado veio 7,2% menor sobre o 3T17 com uma margem 0,7 p.p. inferior. Essa piora na rentabilidade reflete as pressões oriundas da mudança no perfil dos alunos na base, além do aumento de custos e despesas referentes às novas unidades. O lucro líquido ficou 16,9% menor em relação ao apresentado no mesmo período de 2017. Mesmo apresentado fraco desempenho a companhia mantém o seu guindace inalterado, além de continuar com forte abertura de campi. Para o ano que vem, a Kroton pretende abrir mais 30 novos campi. Adicionalmente, o ritmo de abertura de polos EAD se mantém intenso, com 200 novas unidades sendo abertas anualmente. Vale destacar que no início de outubro, a Kroton concretizou a aquisição do controle da Somos. Suas ações devem responder de forma negativa ao resultado, que foi ainda mais fraco do que já era previsto.

CVC (CVCB3) reporta bom resultado. A receita líquida apresentou crescimento de 10,8% no 3T18 em relação ao 3T17, refletindo a combinação do melhor mix de produtos apresentados na Submarino Viagens, estabilidade da margem na RexturAdvance e sinergias de Trend e Visual. As reservas confirmadas apresentaram crescimento de 10,4% versus o 3T17 pro porma (incluindo os números do Grupo Bibam, recém-adquirido). O EBITDA Ajustado cresceu 22,6% se comparado ao mesmo trimestre do ano anterior. Como resultado, o lucro líquido ajustado da CVC apresentou um crescimento de 20,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esperamos uma reação mais positiva do mercado à divulgação.

Resultado resiliente da Alupar (ALUP11). Os números da companhia continuaram saudáveis neste terceiro trimestre.  A redução de 50% na receita anual permitida de dois empreendimentos e o maior dispêndio com compra de energia pressionaram a receita do período, mas, ainda assim, o rígido controle sobre custos e despesas propiciou o ganho de 1,4 p.p. na margem EBITDA, em um ano, que atingiu 84,3% agora. O lucro líquido, entretanto, foi impactado pela maior despesa financeira neste 3T18. A divulgação não deve trazer influência relevante para os papéis ALUP11 hoje.

Randon (RAPT4) tem resultado forte. A Randon seguiu apresentando números robustos neste trimestre, com o EBITDA avançando quase 60% em um ano e o lucro líquido com alta de cerca de 85% no período. O processo de renovação da frota de caminhões e o lançamento de novos produtos tem alavancado o faturamento da companhia, que também foi favorecido pelas vendas de autopeças e maior volume de exportação neste 3T18. Esse desempenho compensou, em boa medida, a alta no custo de suas principais matérias-primas, ao diluir os custos fixos, levando a um ganho de 1,2 p.p. na margem EBITDA, em doze meses. Suas ações devem responder de forma marginalmente positiva ao balanço, já que os números, apesar de fortes, vieram dentro do esperado.

Bom resultado da Iochpe (MYPK3). Como o esperado, a Iochpe Maxion também reportou sólido desempenho. No mercado doméstico, a demanda seguiu em franca recuperação, assim como na América no Norte, onde a venda de veículos comerciais segue em alta. Por outro lado, na Europa, que corresponde por quase 35% de sua receita, o volume foi modesto, devido a menor produção de veículos leves. De toda forma,  variação cambial mais do que compensou esse efeito e no consolidado o faturamento da companhia subiu mais de 35% frente ao 3T17, enquanto o EBITDA saltou 42% no período e o prejuízo de R$ 28 milhões registrado há um ano foi transformado em lucro líquido de R$ 93 milhões agora. Suas ações devem responder de forma positiva a divulgação.

Resultado pressionado da Sabesp (SBSP3). A Sabesp apresentou números mais fracos, com o impacto do câmbio sobre dívidas levando o lucro líquido para R$ 565 milhões, queda de quase 40% em um ano. Em termos operacionais, o aumento da receita, puxado pelo reajuste tarifário e novas ligações de água e esgoto, foi insuficiente para cobrir a aceleração dos custos e despesas. Além de acréscimo nos dispêndios com pessoal, houve alta nos gastos com materiais, serviços e energia elétrica. Suas ações tendem a responder de forma marginalmente negativa à divulgação.

Resultado da Copel (CPLE6) melhora, mas lucro cai. Mesmo com o maior custo com compra de energia elétrica, reflexo das condições hídricas mais adversas, a elétrica apresentou números mais saudáveis na comparação anual. Expurgando itens não recorrentes ligados a impairment de ativos, o EBITDA avançou mais de 50% em um ano, com ganho de 3,9 p.p. na margem. Isso porque a receita líquida foi positivamente afetada pelo crescimento no mercado da distribuidora, reajustes tarifários e maior volume na distribuição de gás canalizado, houve maior controle sobre despesas com pessoal e serviços. O lucro líquido, contudo, foi pressionado pela maior despesa financeira no trimestre. Os papéis CPLE6 devem responder de forma marginalmente positiva ao balanço.

Equatorial (EQTL3) tem desempenho modesto. O resultado da companhia foi modesto, com o consumo de energia ainda bastante pressionado pela menor demanda residencial e pela migração de clientes industriais e comerciais do mercado regulado para o livre. O volume de perdas não técnicas aumentou na Celpa, se distanciando da meta regulatória, ao atingir 35,8% neste 3T18. Por outro lado, a receita da elétrica avançou no período, sobretudo por conta da venda de excedente de energia no mercado de curto prazo. O EBITDA ajustado subiu quase 15% na comparação anual, com margem praticamente estável, enquanto o lucro líquido avançou 4%, em reflexo da maior despesa financeira no período. Não esperamos influência relevante da divulgação sobre as ações da companhia.

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