Quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

 
 

Bom dia,


Com agenda esvaziada hoje, mercado repercute política e cenário externo. Paulo Guedes e Onyx Lorenzoni, figuras mais importantes da ala econômica e política do governo, respectivamente, almoçaram ontem e discutiram a reforma da previdência, a ser apresentada na próxima semana ao presidente Jair Bolsonaro. Segundo Paulo Guedes, a equipe está alinhada, a reforma será bem abrangente e não haverá fatiamento.

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Desemprego recua na zona do euro. O desemprego recuou para 7,9%, valor mais baixo desde outubro de 2008. O desemprego estava em 8,7% no mesmo período de 2017 e em 8,0% em outubro/18. As taxas de desemprego mais baixas foram verificadas na República Checa (1,9%), Holanda (3,5%) e Alemanha (3,3%). Por falar em Alemanha, ela reportou superávit comercial de 19 bilhões de euros em novembro, mesmo nível de novembro de 2017.

Mercados engatam sequência positiva com perspectiva de avanço na China. A rodada de negociações no país asiático entre autoridades chinesas e americanas foi encerrada nessa quarta e as primeiras declarações dos participantes à imprensa foram positivas, apesar de nada oficial ter sido divulgado até o momento. O ministro de relações exteriores chinês afirmou que o resultado das conversas dessa semana será divulgado em breve. Ainda assim, apenas as sinalizações dos participantes já são suficientes para deixar os agentes do mercado otimistas e levar as Bolsas asiáticas e europeias para o campo positivo. O mesmo deve ocorrer nos EUA, onde os futuros de NY apontam para uma abertura em leve alta, mesmo após três pregões seguidos no azul, algo que não acontecia desde novembro. Na agenda, o mercado fica de olho na fala de três presidentes regionais do Fed, com destaque para os de Chicago e Boston, que votam agora em 2019 no comitê de política monetária. A divulgação semanal do estoque de petróleo deve mexer com a cotação da commodity e no final do pregão será divulgada a ata da última reunião do FOMC, mas que não deve trazer grandes novidades.

 

Novo CEO na Copel (CPLE6). O conselho de administração da companhia aprovou Daniel Pimentel Slaviero como novo diretor presidente da companhia, em substituição à Jonel Nazareno Lurk. Slaviero foi diretor executivo do SBT e presidente da associação do setor de rádio e TV no Brasil. Os papéis da companhia devem responder de forma marginalmente negativa à novidade pelo nome não ser de um executivo com vivência no setor elétrico.
   
Taurus (FJTA4) negocia acordo nos EUA. O acordo preliminar visa encerrar uma ação judicial contra a Taurus e sua controlada nos Estados Unidos, referente a "supostos defeitos apresentados em determinados modelos de revólveres", mediante o pagamento de algo entre US$ 7,1 milhões e US$ 7,9 milhões. Essa proposta, entretanto, ainda precisa receber o aval do juiz competente nos EUA. A Taurus entende que o acordo é benéfico ao por fim à demanda judicial, evitando riscos adicionais a que estaria exposta em caso de continuação do processo. Ainda não há detalhes sobre as condições de pagamento, mas, de toda forma, o montante, deve trazer impacto significativo para a companhia, que acumula prejuízo de R$ 44,6 milhões nos nove primeiros meses de 2018.

OI (OIBR4) chega a acordo judicial. A fim de encerrar todos os litígios judiciais e extrajudiciais no Brasil, Portugal e em todos os demais países onde existam discussões, a Oi deve pagar 25 milhões de euros à Pharol, além de entregar 33,8 milhões de suas próprias ações (que atualmente estão em tesouraria) e assumir custos com garantias judiciais em Portugal. Por outro lado, a Pharol deve participar das subscrições de novas ações, previstas no Plano de Recuperação Judicial da Oi, além de apoiar a implementação do plano. Os termos desse acordo, entretanto, devem ser aprovados pelo juízo da recuperação judicial. Cabe destacar ainda que estes 25 milhões de euros não trazem grandes preocupações para a situação financeira da companhia, haja vista que equivale a cerca de 2% do EBITDA de rotina registrado acumulado em 2018 até setembro. Logo, suas ações devem responder de forma marginalmente positiva.

Gafisa (GFSA3) troca de sede. A companhia anunciou que com a mudança terá uma redução de despesas com locação, condomínio e IPTU de, aproximadamente, R$ 4 milhões ao ano. Notícia marginalmente positiva para os papéis da Gafisa.

BR Properties (BRPR3) concluiu resgate de bônus perpétuo. Como já destacamos anteriormente, gostamos dessa iniciativa para tirar essa exposição ao dólar do passivo da companhia, levando em consideração que a BR Properties não tem ativos ou receita em moeda estrangeira.

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