Terça-feira, 9 de janeiro de 2018

 
 

Bom dia,


1IGP-DI recua em dezembro. O IGP DI variou 0,74% em dezembro, desacelerando em relação ao resultado de novembro. Com isso, o índice fechou o ano de 2017 com variação negativa de 0,42%. No mês em questão, os freios que contribuíram para a desaceleração de foram os preços ao consumidor e o custo da construção civil. Já os preços ao produtor vieram apenas ligeiramente maiores que em novembro.

Vendas no varejo superam expectativa em novembro. Dados do IBGE saídos do forno mostram expansão de 0,7% no comércio varejista em novembro, na comparação com o mês imediatamente anterior, quando a projeção era de alta de 0,5%. Na comparação anual, 5,9% de alta nas vendas, mostrando que a Black Friday desse ano foi muito mais forte que a de 2016. As vendas de móveis e eletrodomésticos, carro-chefe dessa data, avançaram 6,1% em um mês e 15,6% na comparação anual. A divulgação é mais um driver positivo para a Bolsa nesse começo de 2017.

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Dados positivos na Alemanha. O Departamento Federal de Estatísticas da Alemanha divulgou os dados de produção industrial e de exportações de novembro com números bem positivos. A produção industrial, que havia recuado 1,2% em outubro, fechou novembro em alta de 3,4% na comparação com o mês anterior. Já as exportações avançaram 4,1% na comparação com outubro, já com ajustes sazonais. Em ambos os casos, os números superaram as projeções do mercado. Já a Eurostat divulgou a taxa de desemprego de novembro, que ficou em 8,7% bem em cima da projeção do mercado, sem surpresas.

Rumos do Fed seguem no foco dos mercados. A terça-feira reserva apenas dois indicadores econômicos nos EUA. Teremos a divulgação da confiança do pequeno empresário referente a dezembro e o relatório de criação de vagas relativas ao mês de nov/17. Contudo, o discurso do presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, deve chamar a atenção dos investidores hoje. Ontem, Raphael Bostic, novo presidente do Fed Atlanta e membro votante do FOMC este ano, afirmou que seu cenário base é de dois a três aumentos de juros neste ano.

Inflação chinesa também será destaque. Após os fechamentos dos mercados ocidentais, a China deve apresentar os dados de dezembro da inflação ao produtor e ao consumidor, e as previsões são de alta de 4,8% e 1,9%, respectivamente, na comparação anual. Se as estimativas forem confirmadas, irão representar uma aceleração na dinâmica dos preços ao consumidor por lá, amenizando os receios quanto ao ritmo do arrefecimento chinês.

Para variar, nesse começo de ano, Bolsas em alta lá fora. O otimismo continua tomando conta dos mercados nessa terça, insuflado pelos dados alemães, que mostram um fim de ano muito forte para a indústria da maior economia da Europa. Na Ásia, nem mesmo o anúncio do banco central japonês, que vai reduzir a compra de títulos, segurou os índices locais, que fecharam em alta generalizada. Apesar da redução de compra de títulos, a autoridade monetária nipônica dá sinais de que não deve ser muito contundente na retirada de estímulos, ao menos no curto prazo.

 

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Bons números de tráfego da Gol para fechar 2017. A companhia mostrou evolução de 2,1 p.p. na taxa de ocupação no ano, semelhante a melhora no mês de dezembro em relação ao mesmo mês de 2016. Enquanto no ano, os passageiros transportados ficaram flat em relação a 2016 e a melhora veio da otimização das rotas da cia aérea, no mês houve elevação de 6,3% nos passageiros transportados na comparação anual, com alta de 3,5% na oferta de assentos. Destaque para o bom avanço nos voos internacionais nesse mês. Esperamos reação positiva do mercado à divulgação.

Dados operacionais da CVC (CVCB3) mostram ótimo avanço. A operadora de turismo apresentou seus resultados prévios do 4º Trim/17, onde o total de reservas confirmadas atingiu R$ 2,8 bilhões, representando crescimento de 12,4% sobre o 4º Trim/16 pró-forma, pois se leva em conta os números das empresas adquiridas entre os períodos. Importante notar que, em reflexo da estabilização do câmbio neste período, a venda de pacotes internacionais e marítimos continuou com forte crescimento na comparação anual. Adicionalmente, cabe destacar a recuperação nas vendas no conceito mesmas lojas, aquelas que estão operando por pelo menos um ano, que cresceram 9,2%. Em 2017, a CVC abriu 109 lojas próprias e 15 novas da marca Experimento, chegando a 110 aberturas líquidas em doze meses e ao total de 1.241 lojas do grupo em operação, acima do guidance do ano passado. Entendemos que os números apresentados devem repercutir positivamente nas suas ações no curto prazo.

JSL (JSLG3) emite cerca de R$ 960 milhões em dívida externa. Conforme destacamos ontem, a companhia encontrava-se em fase avançada da captação externa e, ao final do pregão, a JSL informou a emissão de senior notes no montante de US$ 300 milhões, algo próximo dos R$ 960 milhões na taxa de câmbio atual. Os títulos terão vencimento em 2024 e serão remunerados à taxa de 7,75% ao ano. Segundo a companhia, os recursos líquidos serão destinados ao pagamento de dívidas atuais. A confirmação só reforça nossa visão positiva para os papéis JSLG3.

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